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blog do marcelo

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:: ‘Artigos’

Um traço na educação

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Por Omar Costa Ribeiro
…Mas a educação brasileira precisa ser profundamente transformada. Não mais pensada, não mais diagnosticada, o diagnóstico foi dado: a sala de aula brasileira chegou ao fim.
Vivemos uma escola do século XIX. Meu pai, 72 anos, eu, 42 anos, meus sobrinhos com 10 anos, todos educados no mesmo modelo de escola: sentados nas cadeiras enfileiradas, ouvindo enorme quantidade de conteúdos de enorme quantidade de matérias. Só mudamos o nome de sabatina da famosa Ratio Studiorum dos jesuítas para sábado letivo, mudamos as cadeiras de madeira para estruturas mais modernas, trocamos o giz pelo pincel atômico e o retroprojetor pelo data show. Nada mais!!!
Temos professores do século XX que, numa grande maioria, tentou acompanhar o jovem, mas parou na barreira da tecnologia. Por fim, temos as crianças e os jovens do século XXI.
Isso pra ser bem generoso com as escolas, incluindo as universidades e, talvez, principalmente elas. A universidade que temos é o espaço acadêmico mais retrógrado que eu já pude vivenciar.

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NO LIXO: A luta da Advocacia também é a luta do Precariado!

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Por Alexandre Aguiar
O que são prerrogativas? Prerrogativas são direitos dos advogados para lhes garantir o exercício da profissão.
Uma vez, em um boteco, surgiu um conceito estranho sobre os advogados:
“O advogado mora na boca do lixo.”
Na hora o pensamento que veio na memória para contra-arrazoar o conceito teratológico sobre os advogados foi do saudoso Carnavalesco Joãozinho Trinta, em uma daquelas madrugadas da Marquês de Sapucaí, quando disse:
“O carnaval é a arte de transformar o lixo em luxo!”
Então, o pensamento e, agora a palavra serve para dizer que a advocacia é a arte de transformar o que tentam jogar no lixo em direito!
No Brasil a cidadania está jogada no lixo? Não querem as pessoas? Estão jogando as pessoas no lixo? Então a advocacia tem o dever de retirar as pessoas do lixo e promover a resistência.
Se for pobre não serve? Se for da periferia não serve? Se for negro não serve? Se for índio não serve? Se for mulher não serve? Se for LGBTTQI não serve? Se for jovem não serve? Se for todas as alternativas anteriores e ainda for advogado não serve?
Não querem nem deixar os advogados exercerem as prerrogativas no direito de defesa aos réus?

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Uma Invasão Silenciosa

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“Na superfície da Terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma Luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta.

Vocês não vão assistir isso na TV. Nem ler sobre isso nos jornais. Nem ouvir essas palavras nos rádios. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos roupas e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena, em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.

Você talvez cruze conosco nas ruas. E nem perceba… Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. :: LEIA MAIS »

O projeto Por do Sol com a peneira

Edmilson Santana

Por Edmilson Santana

“O pôr do sol saiu do projeto: virou realidade!

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Aconteceu como vinha acontecendo desde quando Deus projetou o universo: o sol nascendo ao leste, passando pelo centro do prato do almoço, ao meio-dia, e seguindo para o oeste, a perder de vista. Desde que o mundo é mundo. Desde quando nos entendemos por gente. Muito antes de Mário Cravo esculpir o Cristo cravejado. Muito antes de o homem “cruci-fincá-lo” no calvário. Muito antes do “batismo” da serra com o nome de Periperi. Muito antes!

Então, o que foi que toda aquela multidão foi ver?! Há quem tenha dúvidas se essa mesma multidão iria ao monte se fosse para ver o Messias… Isso não é nenhuma blasfêmia: são reflexos dos “tempos” atuais, nos quais não se consegue “ver” mais nada fora das redes sociais. Portanto, não se sabe… Tudo bem… Isso, não tem nada a ver…

“Foi assim, como ver o mar pela primeira vez…” :: LEIA MAIS »

Quero ser-tão encantado

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Quem ouviu o sabiá-ponga cantar?
Era tempo de hálito quente e sol a pino. 
E a velha de olhar canino, esmaecido, desalumiado ou perdido perguntou no que costumo crer.
Jurei na migração do pau-de-arara que teria por hábito responder. 
Por ser do lado esquerdo, ser-tão coração lá do interior, silenciei meu linguajar.
 
Por costume, tomei do vestuário adotado para esses dias de êxodo: chapéu de estrela do cangaço, camisa de fibra de algodão com botão, calça curta de batismo, manto de chita-resistência, bota de couro da fonte e outros encarnados horizontes. 
Ou nada mais, só saudade e solidão e uma peça que cobria das “coxa” à cintura, pra facilitar o coito dessa vida.
 
Minha mãe até admirou com minha resolução de me ligar ao peso da lida. 
Mas eu disse que ia ver o mundo cheio de sol, como sempre faço na seca florida do verão. 
Que ia botar sulco na pele do rosto e espinho na forja da mão.
Eu ia ser criança suja de barro, na caatinga, no roçado.
Ia fazer festejo em cada abraço e ver um mundo inteiro na extensão do alumiar.
 
Na companhia do sonho que a noite trouxesse, eu acenderia fogueira, feito girassol na escuridão, essa flor bonita do ser-tão.
E se não tivesse água, eu teria coragem e ousadia e o cortejo do luar.
Pertinho do cacto eu ia dormir, só por ordem de proteção. 
E sabe o que eu ia fazer se acordasse feito rês? Ia dormir mais outra vez.
Só pra lavrar ainda mais a terra dos meus sonhos.
 
Porque é lá que eu tenho um burrinho, uma carroça, firmeza, intrepidez.
Tenho sanfona, viola, tambor e bandeirola. 
Minha roupa no sonho é nova e colorida. 
Não tem mais poeira na estrada da vida. 
Lá eu corro, um tanto de horas depois, canso, sento ao lado de um calango, faço um cordel com ele, uma renda, um bordado.
E vivo longo esse sonho acordado.
 
É isso que vou fazer, minha mãe.
Eu vou ser lá do sem fim. 
Com minha gaiolinha, meu cachorro de guia, macambira plantada atrás da orelha e minha alegria de improviso.
Pode até ser que lá da roça eu volte sofrido ou volte amaziado.
Mas antes, minha mãe, eu quero ter de perto esse fogo do ser-tão encantado.
 
(Poesia: Marco Antonio Jardim / Instagram: @marcoajardim / Ilustração: fotografia de Marconi Cruz)

Romero, o leal

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Por Valdir Barbosa

Muitos anos atrás, já se vão quase trinta, desfiava minhas penas, ao lado de Romero Leal, delegado de scol da polícia pernambucana, como outros tantos de idêntico quilate. Além dos seus conterrâneos, amalgamávamos esforços junto a parceiros sergipanos, paraibanos, cearenses e potiguares, dos quais me permito não citar nomes, posto poderia olvidar algum destes, porém, seus rostos, suas vozes e atitudes estão e estarão sempre guardados na memória deste velho homem de polícia que completou, no dia vinte e três do janeiro fluindo, quarenta e três anos contados, a partir da primeira vez que assumiu as funções de autoridade policial, na longínqua Itapetinga, cidade fincada no sudoeste baiano.

Naquela época, viandantes peregrinos incansáveis, no afã de combater o crime percorríamos ombreados os sertões tórridos deste imenso Brasil, caçadores sem tréguas dos mais diversos tipos de delinquentes, responsáveis por crimes de extorsão mediante sequestro, roubos a bancos, carros-fortes e homicidas sanguinários, assim, a junção destes esforços possibilitou ações exitosas, responsáveis por desbaratar quadrilhas insolentes, atuantes em todo norte e nordeste do país.

Entretanto, minhas visitas, mesmo laborais, a terra cuja capital guarda pontes fincadas sobre os Rios Capibaribe e Beberibe, canto do frevo e de homens cuja têmpera é forjada pelo mais inoxidável aço guardava em meu íntimo, circunstância afetiva peculiar. Sim, porque no final da passada década de quarenta, meus pais, Adauto e Walneide, nas asas de paixão avassaladora deixam seu berço e seguem para o sitio onde nasci – Salvador – juntamente com meus irmãos e ali se estabelecem, até quando nosso patriarca mudou em definitivo de plano. Dona Walneide, invadindo a casa dos noventa, ainda passeia sorridente e augusta, nas plagas que escolheu como segunda urbe. :: LEIA MAIS »

Tenha cuidado com o que toleras!

Tia Nem

Por Maria Reis Gonçalves (Tia Nem)

Não devemos nos incomodar com tudo o que nos desagrada, se isso acontecer, vamos passar todo o nosso tempo zangados, emburrados, chateados com o mundo. Pois, é muito difícil você passar todo o dia sem ouvir algo que o desagrade, sem dar de cara com uma pessoa mal educada, sem que nos frustremos com alguma coisa que não saiu como queríamos, com uma pessoa amiga que não agiu como estávamos esperando. Por isso, há uma grande necessidade que filtremos, com sabedoria, o que nos chega, para não ficarmos impregnados de coisas que não nos fazem bem. Ignorar certas situações, nos poupará de vários momentos ruins, tendo em vista que será inútil tentar argumentar com pessoas que não sabem ouvir, mas sabem condenar, julgar e até mesmo se fazerem de vitimas, para que possamos nos sentir culpados. Então, tenha cuidado com o que você tolera de certas pessoas, você estará ensinando-as como devem tratá-la.

Tem pessoas que vão continuar sendo como são, mesmo que você passe todo o tempo alertando-as, conversando, aconselhando, tentando orientar, mostrando que o que elas estão fazendo não é o certo. Elas estão sempre a maltratar alguém, a achar que o mundo tem obrigação de compensá-la, por alguma coisa e acha que vida não presta, simplesmente pelos fatos não acontecerem do jeito que ela quer. Se nega a entender que a vida é imprevisível. E começa a atacar quem está por perto, principalmente os amigos que tentam ajudá-las. Para essas pessoas a vida é um martírio, que só trás sofrimento e que todos tem culpa da situação que elas se encontram. Mesmo assim, não podemos ser condescendentes com tudo ou a situação termina nos engolindo e passivamente vamos nos deixar maltratar. :: LEIA MAIS »

DESPEDIDA DE UMA MESTRA: Heleusa Figueira Câmara

Paulo Pires

Por Paulo Pires

Heleusa Figueira nascida de Ubaldino Gusmão Figueira  e Stela Moraes, em um domingo de maio de 1944, despediu-se do povo conquistense e brasileiro ontem, justamente um dia de domingo. Era uma Estrela, uma Diva, uma Poetisa, uma Grande Mestra, uma Grande Amiga, uma Grande Incentivadora Cultural.  Dona de um sorriso rico em tudo, Heleusa sabia conquistar as pessoas com as armas de sua simplicidade. Sua fala, conforme notou o artista Allan de Kard, era estruturada em uma sonoridade musical que deliciava a todos os seus interlocutores que se encantavam aquela voz-musicada.

Semana passada, conversamos sobre um monte de coisas e ela me falou de uma gripe forte que tivera na semana anterior.  Mas já estava quase recuperada e pronta para suas rotinas múltiplas. :: LEIA MAIS »

Natal, silêncio… Ele vai nascer

Mozart Tanajura

Por Mozart Tanajura Júnior*

É Natal, um silêncio sagrado se faz no universo! Não ouves? Ele vai nascer! O Verbo Divino se faz humano e arma a sua tenda em nosso mundo. É dia luminoso, repleto de júbilo e silêncio escondido, bem escondido, imperceptível aos ouvidos desatentos. Deus rompe o barulho humano e se revela a nós, frágeis mortais. Por sua encarnação, somos preenchidos existencialmente pela sua terna e eterna presença  em nosso meio.  Não há mais o que esconder;  na plenitude dos tempos, já nos afirmara o texto sagrado: Deus quis se tornar um conosco. Se somos merecedores de tamanha graça? Evidente que não! Mas assim o quis, o Senhor!

Hoje, quando acordei, fui logo à minha biblioteca e garimpei uma poesia sobre o Natal. Encontrei um poema de autoria de meu saudoso e amado Pai, Professor Mozart Tanajura, intitulado Natal, ontem e hoje. Li, reli o texto e passo a compartilhá-lo, ainda que em fragmentos, com os leitores ávidos por letras poéticas de cunho social, em tempos tão difíceis como o nosso. Diz o poeta: :: LEIA MAIS »

Mansidão

delegado valdir barbosa

Por Valdir Barbosa 

Sempre que posso, nos derradeiros anos deixo o aconchego de minha morada e atravesso a rua, para assistir, no Largo do Campo Grande, uma das efemérides mais brilhantes que ocorrem em Salvador. Instituída há vinte um anos, pelo iluminado Divaldo Franco, ali, homenagens são rendidas em louvor a PAZ.

O magnífico artista, músico, compositor, cantor, Nando Cordel abre as festividades, em seguida, plêiade de figuras oriundas de todos os credos – Espíritas, Católicos, Umbandistas, Evangélicos – manifestam suas ideias, em breves discursos cheios de sabedoria tratando do tema, por fim, uma cascata de argumentos derramados pela voz e vinda nas palavras do anfitrião brilham bem mais do que todas luzes, este ano adornando com rara beleza, a praça onde acontece o encontro encantando todos presentes, lhes pondo mergulhados em profunda emoção, imenso prazer, efusivo contentamento. No entremeio, personalidades e instituições recebem comendas, em função de ações por elas praticadas, beneméritos gestos que lhes dignifica e distingue, por isto, a homenagem pública.

Fi-lo ontem. Levado pelas mãos de minha Roberta, espírita convicta, praticante, ao lado do filho e sobrinha amados, nos tornamos parte daquela legião composta pelas muitas centenas de assistentes e estivemos horas frente ao palco sorvendo o néctar da energia benfazeja dele emanada. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo


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