:: ‘Artigos’
Reflexão
Por Omar Costa Ribeiro
Aqueles jovens de 17 e 25 anos já foram adolescentes, crianças e nunca tiveram comportamento diferente de todos os jovens que convivemos, até o dia 13 de março de 2018.
Não eram loucos. Eles são apenas consequência de uma sociedade que não tem interesse algum de desacelerar a vida de consumo e consumo, e buscar soluções para a prisão que estamos colocando os jovens.
Imagine sentar numa cadeira de cinema que, com um dedo, você reclina e com um óculos 3D você se sente protagonizando uma ação. Agora imagine sentar numa cadeira de madeira de uma sala de aula que só se observa descompasso com o século XXI. :: LEIA MAIS »
Ressaca de glitter
Por Marco Antonio Jardim
É tempo de amora
‘Nem deu tempo me despedir dele’
Por Ailton Fernandes – Jornalista
Aos filhos, com carinho
“Mas e a vida?
O que é?
O que é, meu irmão?”
É com uma imensa dor no peito que paro para escrever essas linhas. Como um corte que decepa, o destino arrancou meu pai da estrada que seguíamos juntos. Agora vem o choro a todo momento. Um choro engasgado que sai esmurrando. Lágrimas que encharcam meu rosto, que afogam minha alma. Levanto minha cabeça do luto para escrever não para ele, nem para outros pais. Quero falar para os filhos.
Eu sempre soube que qualquer dia isso poderia acontecer. Ele poderia sair e não mais voltar — sua vida foi assim, em saída; a minha, da minha mãe e do meu irmão, foi a da espera. Mas a gente nunca está preparado. Seja qual for a sua fé, seja qual for o tamanho dela, ninguém quer a morte. Só saúde e sorte, como escreveu Gonzaguinha.
Um traço na educação
NO LIXO: A luta da Advocacia também é a luta do Precariado!
Uma Invasão Silenciosa
“Na superfície da Terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma Luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta.
Vocês não vão assistir isso na TV. Nem ler sobre isso nos jornais. Nem ouvir essas palavras nos rádios. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos roupas e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena, em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.
Você talvez cruze conosco nas ruas. E nem perceba… Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. :: LEIA MAIS »
O projeto Por do Sol com a peneira
Por Edmilson Santana
“O pôr do sol saiu do projeto: virou realidade!
Aconteceu como vinha acontecendo desde quando Deus projetou o universo: o sol nascendo ao leste, passando pelo centro do prato do almoço, ao meio-dia, e seguindo para o oeste, a perder de vista. Desde que o mundo é mundo. Desde quando nos entendemos por gente. Muito antes de Mário Cravo esculpir o Cristo cravejado. Muito antes de o homem “cruci-fincá-lo” no calvário. Muito antes do “batismo” da serra com o nome de Periperi. Muito antes!
Então, o que foi que toda aquela multidão foi ver?! Há quem tenha dúvidas se essa mesma multidão iria ao monte se fosse para ver o Messias… Isso não é nenhuma blasfêmia: são reflexos dos “tempos” atuais, nos quais não se consegue “ver” mais nada fora das redes sociais. Portanto, não se sabe… Tudo bem… Isso, não tem nada a ver…
“Foi assim, como ver o mar pela primeira vez…” :: LEIA MAIS »
Quero ser-tão encantado
Romero, o leal
Por Valdir Barbosa
Muitos anos atrás, já se vão quase trinta, desfiava minhas penas, ao lado de Romero Leal, delegado de scol da polícia pernambucana, como outros tantos de idêntico quilate. Além dos seus conterrâneos, amalgamávamos esforços junto a parceiros sergipanos, paraibanos, cearenses e potiguares, dos quais me permito não citar nomes, posto poderia olvidar algum destes, porém, seus rostos, suas vozes e atitudes estão e estarão sempre guardados na memória deste velho homem de polícia que completou, no dia vinte e três do janeiro fluindo, quarenta e três anos contados, a partir da primeira vez que assumiu as funções de autoridade policial, na longínqua Itapetinga, cidade fincada no sudoeste baiano.
Naquela época, viandantes peregrinos incansáveis, no afã de combater o crime percorríamos ombreados os sertões tórridos deste imenso Brasil, caçadores sem tréguas dos mais diversos tipos de delinquentes, responsáveis por crimes de extorsão mediante sequestro, roubos a bancos, carros-fortes e homicidas sanguinários, assim, a junção destes esforços possibilitou ações exitosas, responsáveis por desbaratar quadrilhas insolentes, atuantes em todo norte e nordeste do país.
Entretanto, minhas visitas, mesmo laborais, a terra cuja capital guarda pontes fincadas sobre os Rios Capibaribe e Beberibe, canto do frevo e de homens cuja têmpera é forjada pelo mais inoxidável aço guardava em meu íntimo, circunstância afetiva peculiar. Sim, porque no final da passada década de quarenta, meus pais, Adauto e Walneide, nas asas de paixão avassaladora deixam seu berço e seguem para o sitio onde nasci – Salvador – juntamente com meus irmãos e ali se estabelecem, até quando nosso patriarca mudou em definitivo de plano. Dona Walneide, invadindo a casa dos noventa, ainda passeia sorridente e augusta, nas plagas que escolheu como segunda urbe. :: LEIA MAIS »

























