:: ‘Artigos’
Militares estão sendo usados como instrumentos de dissuasão
Por Matheus Silveira Lima
A semana no Brasil começou repercutindo o recado de Fernando Gabeira: por favor, não tentem (aos militares que não apoiem um golpe bolsonarista) e de Fernando Henrique concluindo uma análise pontuando que todo mundo gosta de ganhar um pouco mais no salário (nesse caso, a referência é aos militares com cargos no governo atual), o que evidentemente acende um alerta perigoso, haja vista que não se fala de militares tutelando nossa vida civil há mais três décadas. Concretamente, qual risco as forças armadas podem oferecer a democracia no Brasil? Recorrentemente, evoca-se as experiências de transição autoritária no Peru de Fujimori (1982) e na Venezuela de Hugo Chaves (a partir de 2002), quando, grosso modo, os governos dos dois países se cercaram de militares em cargos estratégicos e se aproveitaram do enfraquecimento dos outros poderes para impor-lhe mudanças e concentração de poder na figura do presidente, seguido de um controle estrito sobre judiciário e legislativo, sufocando a democracia nos dois países. No caso peruano uma ditadura sem maquiagem.
Tanto no caso Peruano quanto na Venezuela havia uma convergência com a própria conjuntura do último golpe de Estado no Brasil que se deu em 1964, no sentido em que houve uma exitosa construção de um inimigo tangível e que justificasse o movimento em direção ao fechamento do regime.
Entretanto, no Brasil a construção do inimigo se deu a partir de uma conjunção bem mais complexa e difícil que nos outros dois casos: :: LEIA MAIS »
Quando Deus te aplaudiu?
Por Edvaldo Paulo de Araújo
Estava no meu pedal em direção ao distrito de São Sebastião, quando me deparei com um cachorro. Nunca vi tanto sofrimento em um animal inocente, magro ao extremo, faminto, doente, com os olhos de uma tristeza sem-fim. Compadeci-me dele; passei a noite pensando no pobre cachorrinho. Confesso que não dormi direito, tamanha foi minha angústia. No dia seguinte muito cedo, me muni de comida, água e uma colcha pra buscar o pobre animal. Depois de mais de duas horas o procurando, vi o sinal de que ele tinha morrido. Um rapaz muito humilde, chamado Alan, me indicou na capoeira uns urubus, que não estavam lá ontem. Doeu-me aquela constatação.
Conversando com Alan, que mora de favor num sítio, ele me contou um pouco da sua orfandade e me disse que não sabia mais o que fazer. Tinha passado a manhã inteira, procurando algo para fazer, ali pela região de muitos sítios, e nada havia encontrado, e que sua comida estava no fim. Falou com os olhos cheio de água sobre a dor da fome. Tomei algumas providências para ajudá-lo.
Quando ia saindo, ao nos despedirmos, Alan me disse uma coisa que me tocou profundamente que é a razão deste texto. “Senhor, tenha certeza que Deus o aplaudiu nesse gesto do cachorrinho e pela ajuda que o senhor está me dando.” Confesso, fiquei surpreso, que, ao invés de Deus o ajude ou Deus o abençoe, DEUS O APLAUDIU! :: LEIA MAIS »
Valor mínimo para compra no cartão. Pode!?
Por Satyananda Samara Vaz*
Imagine a situação: você está num estabelecimento para fazer uma compra, escolhe o produto, dirige-se até o caixa para fazer o pagamento e ao sacar o cartão de crédito e/ou débito para fazer o pagamento é informado que existe um valor mínimo estipulado para compra com cartão. E agora? O estabelecimento pode adotar esta conduta?
Segundo o Código de Defesa do Consumidor esta prática é abusiva. Se o estabelecimento aceita cartão de crédito e/ou débito como forma de pagamento, obrigatoriamente ele deverá realizar a venda, independente do valor. Veja o que dispõe o art. 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor: :: LEIA MAIS »
Impactos da pandemia no Direito de Família
Por Satyananda Samara Vaz*
O novo coronavírus tem causado grande impacto na sociedade, seja na saúde, na economia, nas relações internacionais e, inclusive, na política. No Direito de Família não foi diferente. Sem dúvidas, foi um ramo do Direito que teve que ser inovado para adaptar-se à nova realidade.
Com o distanciamento social adotado para conter o coronavírus, aumentou significativamente o tempo de convivência familiar, somado à instabilidade financeira atual e o ócio, o que era para ser um momento de ressignificação da família, passou a ser uma dor de cabeça para muita gente. Logo, temos observado uma crescente no número de divórcios. :: LEIA MAIS »
“A Queda do Império Bolsonarista”
Ontem à tarde recebi do meu “leitor oculto” um texto no qual ele faz uma análise do cenário político brasileiro, prospectando o que ocorrerá no próximo pleito presidencial.
Ele entende que entrou água no barco do presidente Bolsonaro, ele deixa claro que o castelo do capitão ruiu, daí o título a Queda do Império Bolsonarista.
Depois de ter certeza que sua matéria seria publicada, o leitor oculto seguiu caminho montado em seu Jeep Willes, daqueles antigos e que levava o seu velho pai até a Cachoeira do Marçal para tomar banho naquela água pura e cristalina.
Segue para a sua leitura e reflexão o texto na íntegra desse estranho conquistense: :: LEIA MAIS »
“Respeito, ninguém te tira ou te impõe”
“Respeito é o ato de não fazer aos outros o que jamais gostaríamos que fizessem com a gente. É dar espaço para que os outros expressem suas opiniões, sem discriminações ou punições… É não maltratar, humilhar ou espezinhar as pessoas, simplesmente porque nos consideramos certos ou melhores…
Respeito, ninguém te tira ou te impõem… Está na formação do seu caráter…”
A segunda chance
Por Edvaldo Paulo de Araújo
Todo dia, quando acordamos, nasce novamente a chance de fazer o que queremos, de ser o que quisermos; a única pessoa que pode nos impedir é nós mesmo.
A obra de Deus é imensa. Cabe a cada um buscar o entendimento, conhecimento e a compreensão dessa obra. Por que estamos aqui? Quem somos nós? Qual o objetivo de nossa passagem pela terra?. Não posso compreender que , pessoas talentosas, pessoas extraordinárias em todos os campos, anos de estudos, pesquisa, conhecimento acumulado e que tudo isso acaba na efemeridade da vida. Não posso , não aceito, não apenas baseado na fé, mas em estudos disponíveis em todos os campos da ciência. Os grandes mestres, afirmam, não somos humanos em experiência espiritual, e sim somos espíritos em experiência humana.
Quando nós escolhemos vir viver essa experiência na terra é porque realmente precisávamos dessa bênção, para crescer, vivenciar e absolutamente evoluir em todos os sentidos , principalmente em bondade e amor. Não temos o direito de jogar fora uma experiência tão importante como essa, tão necessária para a nossa evolução. :: LEIA MAIS »
Olivério Andrade: “Governos (federal, estadual e municipal) não geram emprego e renda, vivem dos impostos que arrecadam”
Olivério Andrade é um apaixonado por Conquista, gosta da nossa cidade como ama a sua família, seus pais, seus irmãos e seus amigos do peito. É daqueles que “morre pela terra”, faz qualquer coisa por ela.
Olivério Andrade é de uma numerosa família de irmãos, dentre eles o compositor e cantador Xangai, mas tem carreira solo, participante ativo do mundo social da cidade, sempre ligado aos movimentos culturais, esportivos e políticos, é raiz, tem laços com os Oliveira, Andrade e Fernandes. :: LEIA MAIS »
Roupa nova
Por Edvaldo Paulo de Araújo
A minha geração, na sua infância, adolescência e juventude, não tínhamos tantos meios de lazer e, na criatividade, buscávamos meios para tal de uma interação com os amigos muito grande – as poucas praças – , mas o nosso lugar favorito era mesmo as ruas. Ali, durante o dia, brincávamos de uma série de atividades: gude, futebol, triângulo, tapagem quando chovia e, no verão, soltar pipa etc. Era uma festa! Quando um grande queria brigar com a gente, que era menor, dizia-se logo: “forma pra você é fulano” E, muitas vezes, íamos buscar o tal forma para enfrentar o valentão. O principal lazer da nossa gente era mesmo o cinema; não tínhamos o veículo da TV.
No domingo, principalmente aqueles que podiam vestiam uma roupa nova para ir às matinês; os que não tinham condições, mantinham guardadinha a chamada domingueira, que exibiam sempre no domingo, muitas vezes alvo de gozação dos amigos, que logo diziam: – lá vem fulano, vestindo a sua domingueira. Sempre era uma delícia, tomar um banho e vestir uma roupa nova ou uma domingueira, para nos exibirmos. Como começávamos namorar bem cedo, e nos encontrávamos com as namoradas sempre nos domingos para ir às matinês, era uma delícia vestir uma roupa nova para nos exibirmos com a namoradinha, que, muitas vezes, namorava escondido e não podíamos nem andar de mãos dadas. :: LEIA MAIS »
Eu me lembro
Por Edvaldo Paulo de Araujo
Menino de nove anos de idade, ano de 1964. O Brasil vivia o momento do golpe militar. Arrumam suas poucas roupas humildes, simples, todas feitas pela mãe, algumas de ultima hora e se prepara para ir estudar na cidade grande. É forte a curiosidade ao novo, os medos, a apreensão de viver na casa alheia. Lembra de uma pequena viagem, que foram tão poucas na sua vida e se recorda da falta que sentiu da sua casa e do que rodeava esta humilde morada. Só em pensar já começa a sentir saudade do seu cavalo, dos animais de estimação, do jogo de futebol no campinho com os amigos no final da tarde.De joelhos numa cadeira olhava pela janela os campos, as florestas,a pequena e tão querida Veredinha. Duvidas e as palavras do seu pai e sua mãe quanto ao futuro, quanto à estrada que ele tinha que percorrer. Não era fácil despedir do afeto dos seus.
Ao longe vislumbra o veiculo caçamba, que o transportaria para a cidade onde iria estudar. As ultimas recomendações da mãe Nede e do pai Chico. :: LEIA MAIS »




















