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:: ‘Artigos’

A ansiedade e o medo do COVID-19

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Por Maria Reis Gonçalves (Tia Nem)

Psicóloga.
As pessoas demonstram medo do desconhecido, sempre foi assim, e com o Covid19, não é diferente, o mundo está com medo desse inimigo invisível, principalmente, pelo fato de que o inimigo mata sem escolha e sem critério. Temos inúmeras doenças fatais, no entanto perdemos o medo delas por sabermos das suas consequências, por serem previsíveis, no entanto o Covid19, até esse momento que escrevo, continua uma incógnita, com conseqüências variadas e inesperadas, e sendo transmitido de várias maneiras, mesmo sendo afirmações meio hipotéticas, e ainda não temos maneira de controlar esse contágio.
Na época de estudante e após aplicação profissional, aprendi que o pânico e a ansiedade, nas pessoas, tem origem nos seus medos. E na área Comportamental, observei que o medo tem a sua evolução na nossa sobrevivência. De certa maneira o medo nos ajuda a sobreviver. Na verdade, o medo é o mais antigo mecanismo, que a humanidade usa, para garantir a sua própria sobrevivência histórica. :: LEIA MAIS »

Leitor oculto nos envia um texto para reflexão. Leia e posicione-se!

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Hoje fui à Pracinha do Gil passear com a filhinha caçula e também com a netinha mais nova. Fomos em busca de raios solares e também apreciar um pouco daquele espaço que tantas alegrias vivemos ali durante as nossas micaretas. Motivado por uma possibilidade de conhecer o nosso Leitor Oculto que me garantira que lá estaria para conhecermos um ao outro e quebrar de vez esse mistério, apressei-me em colocar a máscara, fazer o mesmo com as pequenas, e segui para a bucólica praça que é a cara da alegria do conquistense. :: LEIA MAIS »

Olhando com otimismo para 2021!

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O título da capa é referente a matéria de autoria de Luiz Carlos Mendonça de Barros, e está sendo postada a pedido do engenheiro Leandro Fonseca, leitor do nosso blog, a quem agradecemos por nos prestigiar.
Segue o artigo: :: LEIA MAIS »

Anseios e Ansiedade

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Por Valéria Figueira

Ansiar quer dizer desejar. Para a psicanálise, o ser desejante é o que faz, que atua. Trata-se do contrário de ser apático, que vem de pathos, que quer dizer sem patologia, sem paixão. Ansiar (desejar) é, portanto, uma força impulsionadora para as realizações.
Por sua vez, a palavra ansiedade, segundo Lúcia Helena Galvão (2018), vem do latim angere, tem a mesma raiz de angústia e significa apertar, sufocar. A pessoa sob o espectro da ansiedade não vê as coisas em si, mas a projeção do pior do que poderia acontecer. A situação é sempre dual, mas o ansioso tende a olhar pro lado negativo. Isso torna a ansiedade o pano de fundo de fobias, estresse pós traumático e a base de transtornos mentais como, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de pânico.
Delgalarrondo (2019) aponta que nesses quadros, são frequentes sintomas como insônia, dificuldade para relaxar, angústia constante, irritabilidade aumentada e dificuldade em se concentrar. No período que antecedeu a pandemia do COVID-19, experenciávamos a epidemia da ansiedade. Imaginem o efeito dessa mistura! :: LEIA MAIS »

Reflexão do nosso Leitor Oculto: “Normalidade ou Crise?”

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É o terceiro artigo escrito e enviado ao nosso blog pelo nosso “leitor oculto”, que desta feita precisou selar o cavalo e montá-lo até o vilarejo mais próximo para conseguir sinal de internet e nos enviar um texto interessante para a degustação de quem acompanha o nosso blog diariamente.
Em falando de degustação, o invisível escritor deixou um almoço suculento e saboroso que devorava ao lado de três cabeças pensantes, segundo ele mesmo, todos focados no futuro da nossa cidade, querendo uma alternativa ou mesmo saber como acompanhar os passos da capital do sudoeste da Bahia após passar a pandemia que assustou todos nós. Veja o que ele teclou e nos enviou:

“Boa tarde, Massinha!
Ontem desloquei-me da Roça até o Arraial mais próximo, mesmo enfrentando muita chuva, montado em um cavalo para mim interagir com o mundo virtual do qual me encontro ausente pela falta de sinal telefônico e de internet no local do meu refúgio.
Li muitas matérias do seu blog. Percebo o enriquecimento do mesmo ante os textos por você publicado. Chamou-me demais atenção a sua movimentação para a criação do projeto social Abraça Conquista, pelo qual lhe parabenizo. :: LEIA MAIS »

Nossa incapacidade em compreender a evidente catástrofe social

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* Por J Rodrigues Vieira

Assustados e impotentes diante uma ameaça invisível, após superarmos esse período de isolamento social, quais serão nossos estímulos proativos e retroativos? Será que proativamente seremos indenizados por todos os danos retroativos que sofremos ao longo de raízes históricas e econômicas tão profundas e injustas?

Nesse todo que me parece uma realidade fantástica, em meio à maior crise sanitária do século, ponho a me perguntar: Nessa experiencia coletiva, como poderemos entender o significado profundo da mensagem. :: LEIA MAIS »

Acumulando

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Por Edvaldo Paulo de Araújo

A história humana remonta a milhares e milhares de anos. Desde todos os tempos, o homem vem aprendendo, desaprendendo, apanhando, ao longo do tempo, por sua falta de consciência e seu espírito destrutivo e ainda muito brutal.
Desde os tempos e tempos, que o homem adquiriu uma forma de autoproteção, a acumular alimentos, reservas, prevendo a escassez, dias difícieis, secas, doenças, imprevisibilidade dos tempos. Esse hábito foi-se tornando maior, foi ficando cada vez mais amplo e às vezes incontrolável.
O que mais me chama por demais a atenção não é apenas o acúmulo de riquezas, bens materiais, mas um acúmulo íntimo de diferenças destrutíveis. Vejo famílias sendo destruídas por diferenças guardadas, raivas, ciúmes, malquerenças, tudo no acúmulo íntimo de cada pessoa.
Numa relação de amor, vejo casais, que vão acumulando diferenças, pequenos desgostos, palavras ditas em momentos difícieis, gestos mal interpretados, mas o pior é o seu acúmulo, é guardar esses sentimentos negativos como se fossem um bem precioso, que faz infelicidades, destrói relação, simplesmente porque guardou, ressentiu, não perdoou, não esclareceu e, quando o casal acorda , o que existe são duas pessoas; que com a derrota de um, o outro se sentiu vitorioso, como se disse “toma, coisa boa!”, num jargão popular. :: LEIA MAIS »

A dialética da malandragem na política interiorana

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* Por J Rodrigues Vieira

Depois de observar participando de umas tantas campanhas eleitorais, noto: qualquer coisa que represente uma quebra de paradigma na política interiorana, quando não desacreditada e derrotada em seu desejo de nascer, deixa-se ser cooptada pela velha tradição que, anos após anos, se repete numa fórmula que mantém frequências que se repetem de eleição em eleição: a dialética da malandragem.

Toda estrutura política interiorana se desenvolve na linguagem do senso comum. Essa linguagem fácil e corrompida, serve apenas para perpetuar interesses nada coletivos de uns poucos que preservam um aparente status de poder sobre coisas e pessoas: pequenos grupos, geralmente consociados entre os que detém melhores condições econômicas, sociais e, medianos conhecimentos intelectuais, que se reúnem em torno de interesses, meramente de perspectivas pessoais e produzem uma rede de “dizquedizque” para convencer os mais desafortunados e menos informados. :: LEIA MAIS »

CIPRESTES (PARA RONALDO PINTO)

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Por Valdir Barbosa

Quando o filho de Seu Zoroastro descia, logo cedo, em rápidas passadas, a Rua Coronel Gugé, para abrir a loja herdada do pai e fundada há mais de oitenta anos, antes que acessasse o famoso Beco da Tesoura era possível ver bigode farto que escondia um sorriso enigmático, próprio dele mesmo. Em verdade, durante muito tempo, a Casa Cipreste foi local onde se comprava eletrodomésticos e realizava conserto de ferros elétricos, época na qual, não eram praticamente descartáveis tais utensílios.

Sua rotina diária, de segunda a sexta e nos sábados, pela manhã, consistia na atenção aos clientes, muitos deles fidelíssimos, aos quais, durante décadas serviu com distinta educação, traço da sua polidez admirável. Às vezes, nos hiatos da atividade laboral era possível vê-lo sentado num banco, costumeiramente postado quase em frente ao seu estabelecimento, em longas conversas triviais, com velhos amigos frequentadores do lugar. :: LEIA MAIS »

Luto

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Por Valéria Figueira *

Quando aconteceu o primeiro óbito em Conquista em decorrência da covid-19, muitos sentimentos passaram por nós. Percebemos que a morte está mais próxima e precisaremos ressignificá-la. Certamente essa é a mais dura lição desta pandemia.

Além da quantidade, da forma inédita em que a morte está se manifestando, precisamos lidar com a grande dor de não participarmos do sepultamento dos nossos entes queridos, como estávamos habituados. “Parece frio e desumano, não poder abraçar, é um sentimento de muita tristeza não poder prestar nenhuma homenagem na última despedida”- relatou uma amiga.

Sabemos que o luto é um importante rito de passagem, e que os ritos fazem parte da natureza humana. Eles são culturais, vêm de nossos ancestrais e estão tão arraigados, que raramente paramos pra pensar se eles fazem sentido. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo


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