:: ‘Artigos’
Essa Via Bahia não é brincadeira não!
Tratamos desse assunto em nosso programa apresentado na Transamérica 100,1, o Agito Geral, mas o fizemos de forma aleatória, citando apenas a cobrança de pedágio que acontece normalmente sem pena e sem dó, e os motoristas cumprem com suas obrigações, enchendo os cofres da concessionária que por sua vez não faz a sua parte, não cumpre com o que assumiu em contrato assinado e que deverá caducar se os baianos não reclamarem.
Dissemos e sugerimos que prefeito Herzem Gusmão deveria liderar um movimento com os outros gestores da região, buscando os deputados eleitos por nossa cidade e também aqueles votados em todo o sudoeste da Bahia para, num grande encontro, cobrar da Via Bahia a duplicação da BR116 no trecho que se prolonga de Jequié até a cidade de Cândido Sales. :: LEIA MAIS »
Diferentemente das novelas, o 6 x 5 do STF não foi um resultado óbvio para os telespectadores das tramas televisivas
O artigo a seguir é de autoria do arquiteto Oscar Barreto, de Salvador, que acompanha o nosso blog e, pela segunda vez, nos solicita o espaço para expor suas ideias.
Desta feita ele traz o tema que tanto divide o país e nos deixa uma sensação de insegurança jurídica. Segue na íntegra a opinião do arquiteto soteropolitano: :: LEIA MAIS »
Um time disruptivo para um futebol conservador

Eduardo Areas, o nosso Duda, é formado em administração, ministra aula na Fainor, tem o carinho dos seus alunos que o consideram um amigo. A paixão de Duda sempre foi o esporte, traz na veia as motivações do pai, José Maria Areas, professor de Educação Física, ex-treinador do Conquista Esporte Clube, equipe azulina que nos deu muitas alegrias na década de 70 e abrigou Piolho, Naldo, Juraci, Jaymilton, Agra, Celso e tantos craques que nos deixaram muitas saudades.
Voltando ao mestre Eduardo Areas, ele também já envergou a camisa da seleção de Basquete de Conquista, marca do DNA do pai, que também foi um dos principais responsáveis, ao lado do atual prefeito Herzem e de Norberto Auriche, pela introdução da modalidade em nossa cidade.
Duda, um dos membros do Mexe & Bole e Confra, dois grupos de WhatsApp que reúne grandes amigos e que ele passa a noite toda “atentando” antes de seguir para o baba do Baneb, onde só assiste aos jogos, porque não o deixam mais jogar, fiquei curioso e perguntei o motivo. Em uníssono, o grupo me respondeu: “ele não joga porque desequilibra”. Duda continua jogando bem assim?, perguntei, “não, ele entra em campo, desequilibra e cai”. :: LEIA MAIS »
Jumentos na terra do Jurupari
*Por Oscar Barreto
“Vamos dar valor a quem trabalha
Vamos dar valor a quem da duro
O burro é quem merece a medalha
O Burro é quem trabalha, o Burro é quem dá Duro”.
Certa feita em uma manhã muito fria no interior da Bahia, eu com meus seis ou sete anos de vida, ouvi essa letra em uma cantiga, e a composição nunca mais abandonou a minha memória. Talvez por ela ter motivado por um instante na cidade de Maracás a parar e olhar para um animal estancado na calçada, sendo preparado com um arreio para mais uma jornada de carga e entender que ali não estava um objeto e sim um ser vivo.
Aquele mesmo animal, um jumento, dias antes nos levou para um passeio, eu, meus dois irmãos e mais quatro primos que nos atulhavam montados todos juntos ao dorso sem cela para passearmos pela estrada de barro em altas algazarras.
Ali diante ao animal quedado, a música teve um efeito introspectivo, despertando valores prematuros que o preparo da lógica inocente até então era desprovida de objeções. Como na letra daquela cantilena sertaneja, aquele animal dava duro e trabalhava para nosso ilimitado prazer. Mas pensei, a nossa diversão não era trabalho e se fosse trabalho todos têm direito a descansar e se é trabalho, o que aquele animal recebia em troca por aqueles dias de labutas ininterruptas?
E quando o animal retrucou em sair dali depois de um tranco nas rédeas dado por um sisudo vaqueiro que trabalhava para meu tio, imediatamente o repreendeu com uma voz virilmente repressora e mais conclusões iam sendo processadas e concluir que aquele era um bicho que parecia não ter direito a exercer a sua autonomia. :: LEIA MAIS »
Oscar Barreto: “O melhor amigo do criador é o cão!”
O Pensando Bem é um grupo de Whatsapp do qual tenho a honra e o prazer de fazer parte, sou o único aprendiz no universo de intelectuais, pensadores, filósofos, historiadores e renomados professores que vão desde a nossa querida Vitória da Conquista, passando por Salvador, Aracajú e Brasília.
Oscar Barreto faz parte desse seleto grupo e traz a sua colaboração ao nosso blog quando nos envia esse que artigo que publicaremos após fazermos a sua apresentação.
Oscar é Arquiteto Urbanista e Paisagista, Especializado em Ecovilas e Bairros Ecológicos, Construção Sustentável e Edificação Eficiente. Arquiteto coordenador de ONGs em intervenções vernaculares para comunidades nativas e carentes.
A seguir, o artigo: :: LEIA MAIS »
AÉLIO
Por Valdir Barbosa
Talvez fosse ele o menor, em estatura, dos Tavares da Mota, muito embora, a envergadura moral de alto coturno fosse característica sua como de resto, dos filhos e filhas todos, de Dona de Doralice e Seu João Batista, casal vindo do estado de Sergipe que aportou nas terras frias do sudoeste baiano, onde ambos fizeram história, nos trilhos de honestidade, retidão e esforço, exemplos do bem seguidos pelos seus descendentes.
Ainda engatinhava como Delegado de Polícia, lotado em Itapetinga, quando pude conhecer dita figura, no crepúsculo dos anos setenta, pois passei a visitar com assiduidade Vitória da Conquista, na esteira da atividade exercida, mas, principalmente, fisgado pelos anzóis das amizades que pude construir ali e pelos amores que enredaram meu destino nas alterosas baianas, sitio que veio se tornar minha segunda urbe, vez que, soteropolitano de nascimento, consoante já afirmei em outras oportunidades. :: LEIA MAIS »
Perspectiva do mercado de trabalho no cenário contemporâneo causado pelas inovações tecnológicas
Por Eduardo Augusto Brito Arêas*
Está rondando um pessimismo no imaginário sobre o futuro de algumas profissões, como administração, por exemplo, em que a automação poderia tornar as habilidades humanas obsoletas. Até que ponto esses movimentos fazem sentido? Para entender o momento atual de mudanças tão abruptas, faz-se necessário analisar o caminho pelo qual a humanidade percorreu até aqui. O homem passou por alguns pontos de mutação. As primeiras civilizações eram nômades e, em um determinado momento, se fixaram e passaram a produzir para própria subsistência; depois, veio a Primeira Revolução Industrial, demarcada pelo surgimento da máquina a vapor e o ferro. Nesse momento, o homem passou a produzir bens em fábrica. Na Segunda Revolução Industrial, trocam-se as fontes de energia, do vapor para energia elétrica; do ferro para o aço e surge a indústria química e, com isso, os derivados do petróleo. Na contemporaneidade, falamos em revolução tecnológica, em nano tecnologia e em indústria 4.0. Esta quarta revolução se caracteriza pela convergência digital, física e biológica, através da qual estamos conseguindo avançar na criação de novas tecnologias, como a nuvem, a internet das coisas, big data, inteligência artificial e biotecnologia. Trata-se de uma nova revolução que não está mudando somente o nosso cotidiano e a forma como fazemos as coisas, está mudando o que somos. :: LEIA MAIS »
Serão de Prazeres
Por Valdir Barbosa
Olhei em volta postado na varanda até onde a vista alcança observando as luzes das casas e apartamentos cintilando. Acima, na abóboda celeste, estrelas também reluziam e abaixo, na praça, a dança das águas bailando nas fontes luminosas, sob as arvores seculares do Campo Grande coloriam o ambiente.
A cidade adormecia, após a primeira segunda-feira do mês de junho que findava e eu, normalmente entregue ao sono nesta hora testemunhava o chegar da meia noite, a natureza mudando de turno, outro dia nascendo, nova terça-feira vindo para cumprir este movimento permanente que compõe a vida. Esta incrível vida, onde as coisas parecem se repetir, mas, na verdade, palco onde tudo muda a cada segundo cumprindo seu desiderato de ir em frente, sem recuos.
Do mar que circunda a cidade por todos os lados, seja no prolongamento da Ondina, Amaralina, Pituba, Itapuã adiante, cujas nesgas posso ver nos dias claros, conseguia divisar suas águas agora escuras, ao lado oposto da sacada, adornado pelos refletores da ilha, em frente ao Corredor da Vitória, pelas lâmpadas que dele emergem desde a Marina seguindo o quebra mar, o forte de São Marcelo e findam ao longe, na Colina Sagrada do Senhor do Bonfim.
Páscoa consoladora
A urna desce e o choro deste meu amigo de agora e irmão nas sendas do infinito cósmico, se torna convulso. Naquele ambiente envolvido em densa emoção, todos os presentes viajam, como ele, ao começo. Por obvio, as lembranças de quando viu vir uma das cordas do seu coração e agora é obrigado a ver partir, por prematuro, afloram com ênfase dolorosa, no instante maior da despedida.
Ele e a cúmplice promotora da existência pranteada, responsável pelo dom divino da maternidade, ambos inconsoláveis recebem dos próximos mais chegados, afagos de apoio no imenso sofrer, meras tentativas inúteis por diminuir suas duras penas. :: LEIA MAIS »
Educação: para onde aponta a educação no Brasil…?
Professor Dirlêi A Bonfim*
Para onde aponta a Educação no Brasil…? Com tantos problemas infraestruturais…? A implantação e desenvolvimento de um modelo contemporâneo de uma escola que seja compatível com as necessidades do século XXI, XXII e mais. O que há de novo verdadeiramente para a construção de uma nova Universidade no Brasil…? Que seja voltada para uma ciência compatível com à realidade. Pesquisa aplicada de ponta que possa interessar e instigar as empresas numa parceria virtuosa…? Uma universidade que seja capaz de acompanhar a velocidade como o conhecimento e que também esteja sintonizada com as exigências éticas de um mundo com tantas de demandas ao mesmo tempo tanta exclusão. Fato é que nesse país, não temos a tradição, como em outros países, de que os detentores das grandes fortunas, façam doações generosas para criar ou subsidiar aquela Universidade e naturalmente ao desenvolvimento científico e tecnológico, como por exemplo da Universidade de Harvard o que fez dela uma das mais prestigiosas universidades do mundo. Seu nome foi em homenagem ao primeiro benfeitor da universidade, o jovem ministro John Harvard de Charlestown, quem doou, toda a sua biblioteca e mais de 80% de todas as suas propriedades à instituição. Assim seguimos no Brasil, sem que tenhamos essa benevolência e tradição na nossa sociedade, o que é uma pena. Quanto a novos modelos educacionais, a uma discussão sobre que modelos importantes e interessantes em diversos países do mundo, possam contribuir para que consigamos aperfeiçoar o nosso. Todavia se faz necessário, como afirma o Professor Eduardo Giannetti, em Trópicos Utópicos (2016), vai nos dizer que o “Brasil precisa de modelos originais que sejam desenvolvidos por nós, levando em consideração todos os nossos erros e acertos e não copiar modelos de outros países”, ele propõe uma abordagem original e inovadora da questão da identidade, que olha antes para o futuro que para o passado: É possível unir o Brasil em torno de um projeto próprio no mundo globalizado? Um livro para redescobrir o país e pensar em seus futuros possíveis. Tudo isso deve ser feito acompanhando as exigências emergenciais de cada um dos setores da educação. No que se refere à escola ideal para o ensino básico. “O Brasil abandonou a educação porque começa discutindo como financiar”. A gente tem de começar discutindo o que fazer, depois como fazer, depois, os recursos de que precisa, o problema é muito sério na educação brasileira. Há uma visão ritualizada do processo de aprendizagem e isso acontece em todos os níveis de ensino, até no superior. O aluno acha que, se ele for à aula, aprender o que foi transmitido e reproduzir tudo na prova, terá sucesso. Ora, isso não ajuda a pessoa a ter um pensamento próprio, original, e caminhar por si mesma na busca do conhecimento. Quando eu dava aulas, dizia seriamente para os meus alunos que eu preferia uma resposta errada que demonstrasse reflexão sobre o problema a uma correta que revelasse apenas capacidade de memorização do que foi visto em aula ou do que está em algum livro ou manual. Tem mais valor um erro que mostre um movimento de busca e um pensamento próprio do que um acerto que seja cópia de algo que nem sequer foi devidamente assimilado. O físico americano Richard Feynman (1918-1988), que esteve no Brasil na década de 1950 e deu aulas no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, escreveu em sua biografia que os alunos brasileiros não eram ensinados a pensar cientificamente, já que eles apenas memorizavam o que lhes era dito em aula ou o que liam em livros, sem entender qualquer fenômeno. Quando um estudante brasileiro vai mal num exame internacional de comparação de desempenho como o Pisa sigla em inglês para programa Internacional de avaliação de alunos, promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), boa parte é pelo fato de ele não estar preparado para enfrentar um problema por conta própria e refletir sobre ele, uma exigência desse exame. Porque desde o início da sua vida escolar ele foi preparado e treinado para reproduzir em prova os conteúdos dados em aula. O poeta irlandês William Butler Yeats (1865-1939) dizia que a educação não é um balde que contém, mas um fogo que incendeia. Precisamos abandonar o balde que contém e partir rumo à chama que incendeia. E essa chama nada mais é do que a curiosidade, a própria busca pelo conhecimento. Agora, mesmo sem nenhum recurso, o governo precisaria de pelo menos R$ 3,5 bilhão por ano, só para o processo de alfabetização. Será que o Brasil não está disposto a pagar o valor necessário para acabar com o analfabetismo, ainda latente no país…? Além do mais, os recursos que são destinados para os diversos programas da Educação, não chegam lá na ponta. Da saída lá em Brasília, até chegar ao município lá no interior, do interior do país, esses recursos já se perderam pelos corredores da burocracia e do desvio/crime(malversação do erário público). Há uma carência vital e absoluta de ações e programas governamentais de motivação e estímulo ao processo educacional. Numa jornada brasileira pela educação, em todos os níveis, buscando o envolvimento e a participação de toda a sociedade. As pessoas, não entendem e nem aguentam mais programas institucionais feitos de cima para baixo, sem a efetiva participação do principal interessado (os alunos, discentes, docentes e acadêmicos), é insuportável a Gestão e Administração dos processos educacionais, sendo efetuadas por uma classe de tecnocratas/burocratas que não conhecem o dia a dia e o cotidiano das salas de aulas, bem como, das unidades escolares. Sejam dos governos municipal, estadual e federal, esses tecnocratas definitivamente, não conhecem os reais problemas da educação desse país. E continuam a repetir as velhas fórmulas, conceitos e modelos ultrapassados e equivocados. Assim, algumas medidas de forma imediata e cruciais, devem ser identificadas, no sentido de que o país possa enfrentar os problemas da educação de frente e não se utilizar de jargões ou subterfúgios e cortinas de fumaça para criminalizar o que já foi feito por gestões anteriores, para justificar o que se vai fazer ou não fazer agora. Como se pudesse apagar simplesmente da consciência coletiva o que já se viveu até aqui. :: LEIA MAIS »






















