:: ‘Edvaldo Paulo’
Viva as mulheres!!!

Por Edvaldo Paulo de Araújo
Adoro as mulheres!A meu ver e sob o meu olhar de admirador, elas são a forca maior deste mundo. Não há na face da terra um ser tão especial com a sensibilidade e com uma visão através das lentes do amor igual às mulheres. Quando elas amam são incomparáveis em fidelidade e dedicação ao ser amado.Na criação dos seus filhos são de um amor imenso, de sacrifícios inigualáveis, de resistência na sua luta, que são comparadas a Deuses.Conheço historias magníficas de mulheres que quando se apaixonam nunca mais se entregam ao outro amor.Quando o ser amado se vai para outro lada da vida, se reclusa e vivem para sempre com as lembranças do ser amado em seus corações.
São capazes de sobreviver nesta selva, sozinhas sem homens, mas tenho duvidas quanto a nós homens, vivermos sem elas. Um homem quando quer separar delas passam anos planejando, elas não, tomam a decisão e nos manda para fora de suas vidas.
“Não existem mulheres feias e sim as belas mulheres”…
Sou partidário desse pensamento de autor desconhecido. Elas trabalham o dia inteiro e ao chegar a casa, vêm às tarefas caseiras e ainda acham um tempinho para se arrumarem, para por um pouco de enfeite nas suas faces. Lutam sempre e diariamente e muitas vezes não sabendo o que é descanso.Viva elas!! O que seria de nós sem elas?
Brinco muito com alguns amigos que vivem numa luta diária para aumentar seus patrimônios. Digo a eles que trabalhem e trabalhem por que quem realmente vai curtir esses frutos, são suas mulheres. E mais, entro com um simples exemplo: – vocês já viram excursões de viúvo??Viajo o mundo inteiro e nunca vi, mas excursões alegres e descontraídas de viúvas o mundo está cheio. De bobas amigos, elas não têm nada.
Quem teve tamanha humildade de lavar os pés do mestre Jesus e depois beijá-los?Uma mulher. Quem teve a certeza da ressurreição de Jesus?Uma mulher. Apesar disso tudo as religiões, nestes séculos, cuidaram de massacrá-las com seus preconceitos e insegurança no tocante a essas maravilhosas criaturas.
No dia 8 de março de 1857, operarias de uma fabrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, incontentes e inconformadas com uma serie de discriminação, entre elas uma jornada de trabalho de 16 horas diárias, execução de serviços igual ao homem e receber um terço do salário deles, ocuparam a fabrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, redução da jornada para 10 horas, salários iguais aos homens nas mesmas funções e um tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com a mais absoluta violência. As mulheres foram trancadas dentro da fabrica, que foi incendiada. Morreram carbonizada aproximadamente 130 mulheres, num ato bárbaro e desumano.
No ano de 1910, durante uma conferencia na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que morreram na fabrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU(Organização das Nações Unidas) :: LEIA MAIS »
O cuidado com as pessoas

Autor Edvaldo Paulo de Araujo
Jesus Mestre amado na sua palavra sempre e absolutamente perfeita disse que : “Amai uns aos outros, assim como eu vos amei”. Essa frase é conhecida como o “Novo Mandamento” e está registrada na Bíblia no evangelho de Joao 13-34-35 e novamente em joão 15:12. Jesus estabeleceu que o amor cristão deve ser generoso e altruísta, exemplificado pelo sacrifício de dar a vida pelos amigos.
A citação de Jesus: “Um novo mandamento vos dou: como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”. Ele disse isso na ultima ceia, de pois de humildemente lavar os pés dos discípulos – um gesto de serviço humilde, repito. O ponto não é só “seja legai”, mas amar, perdoar rápido, cuidado que nos aparece em ações concretas. No capitulo 15 ele completa bem: esse amor mutuo é a marca que mostra que vocês andam com ele. Em resumo, Jesus coloca o amor-servo como padrão das relações: menos discurso, mais presença que ajuda, escuta e perdoa.
O cuidado as pessoas que cruzam nosso caminho, não sabemos nada sobre o estado delas, suas dificuldades, suas dores, suas preocupações, seus anseios e seus sofrimentos. Cada pessoa carrega um mundo que a gente não vê de primeira- contas apertadas, lutos recentes, ansiedade que não dorme, medo de falhar. Quando a gente lembra disso, o julgamento afrouxa e a paciência aparece. Não significa virar terapeuta do mundo de todo mundo, mas dar um desconto básico: responder com calma, ouvir sem cortar, evitar aquela farpa pronta. ÀS vezes, só o fato de não piorar a carga de alguém já e um gesto de amor,e tem efeito duplo: a gente sai menos irritado e o outro sente que o caminho ficou um pouco mais leve.
Há alguns dias estava num hospital em São Paulo e olhava para aquelas pessoas, meus irmãos, via a angustia de cada um, pois a maioria estava em tratamento de câncer. Fiqueideveras aborrecido e escrevi ao hospital, pois em todos os lugares uma rede de televisão altamente negativa na sua programação medíocre. Sugeri musicas em orquestras, com paisagens belas que o mundo nos oferece, pois com certeza acalentaria mais as suas angustias. Numa sala fiz uma enquete rápida e 100% não gostava do que estava naquela televisão, ai chamei a moça e solicitei que desligasse.
Quando tratamos as pessoas com carinho, respeito, consideração, verificamos com elas reagem. Quando nos igualamos, quando nos distribuímos afeto, o ambiente em que estamos inserido naquele momento muda a energia.
Muitas vezes estou em lugares, elevadores o mais significativo, pessoas entram e não dá nem um cumprimento de bom dia, boa tarde e boa noite. Ficopensando quando custa tal gesto? O que custa ser gentil?nada.E ao ser gentil atrai uma energia enriquecedora. Oque custa perguntar “tudo bem pessoal?” e quando perguntado, responda com otimismo, “tudo ótimo”. Adianta você lamuriar suas dores e sofrimento? Elas irão resolve? Na maioria das vezes nem de longe. :: LEIA MAIS »
Suba sua montanha em silêncio

Autor Edvaldo Paulo de Araújo
A montanha é nossa vida, na dor e na bonança. Fique quieto, não conte sua vida e o que acontece nela paraninguém. O martelo só bate no prego que se destaca.
Hoje as pessoas vão fazer qualquer coisa, ou fazem, publicam e publicam. Saiba que a maioria que convive com você não gosta do seu sucesso, não torce por você.Vai viajar? Não fale. É uma viagem maravilhosa? Só conte depois que voltar. Nós vivemos em energia. Somos seres energéticos, tanto emitimos, como recebemos vibrações. Certas coisas só pertencem a você. Pessoas invejosas são muitas, negativas, olho grande, que, ao saber do que você vai fazer, emitem energias negativas e, muitas vezes, atrapalham por demais.
A inveja é algo mortal, atrapalha energeticamente a sua vida. Ela é tóxica e realmente pode afetar a energia que te rege e o teu bem-estar. É tipo uma energia negativa,altamente tóxica que pode bloquear o fluxo de coisas boas na sua vida. Evite sempre pessoas invejosas. Elas são difíceis de serem trabalhadas, são ruins? Nem sempre e nunca sabem desse sentimento em sua alma.
Quando pequeno, em tenra idade, na fazenda, havia uma senhora, que, quando avistávamos ela vindo para nossa casa, minha mãe escondia todas as plantas, pois um olhar e um comentário significavam a morte da bela planta. O que é isso? Denominávamos de “olhar seca pimenteira”.
O silêncio pode ser uma estratégia para evitar distrações e criticas desnecessárias, tipo focar no que você quer fazer sem espaço para opiniões alheias.
Realize seus projetos, suas comemorações, suas viagens sem falar com ninguém. Caminhe em silêncio. Quando concluir, sim, deixe saber. Há alguns anos, uma pessoa com quem convivo reclamou que eu não contava nada para ela; fiquei calado e disse para mim mesmo: toda vez que contei, só me atrapalhou com comentários inadequados e infrutíferos.
O que sou só interessa a mim. Não tenho necessidade de provar nada, não tenho necessidade de publicidade e a evito cada dia mais. Quando estou em viagem, custava publicar fotos de onde estava. Hoje, só publico acompanhadas de mensagens espíritas dos grandes mestres´; mesmo assim estou repensando. :: LEIA MAIS »
Quando eu for embora

Autor Edvaldo Paulo de Araújo
Quando eu for embora, espero e luto para que seja em paz comigo, com meu espírito e com Deus. Espero que tenha cumprido a minha missão e que tenha obtido nessa passagem o crescimento esperado e que esteja voltando melhor que quando cheguei.Espero que seja um belo dia de sol, que os pássaros que alimento em meu jardim, cante e exalte a alegria da viagem e que alguém deixe descer uma lagrima doida de despedida.
Quando eu for embora para o outro lado da vida quero que o meu corpo doe alguma parte para servir a outra pessoa, meu irmão e que ele usufrua dessa dádiva da ciência e que saiba quem fui. Saiba que amei, chorei, lutei minhas lutas e na minha caminhada fui bastante feliz.Saiba que tive diversos mestres e que muito me ensinaram e o maior deles, a quem amei e amo é minha referencia de vida, Jesus.
Quando for embora vou levar muita saudade, espero encontrar o apoio dos espíritos de luz amigos a força da compaixão e o consolo necessário para suportar a saudade dos que amei. Que o vento sopre a sua brisa mais acolhedora e que o sol que a todos ilumina faça com que uma pequeníssima fagulha dos seus raios penetre pela fenda de algum espaço e deixe iluminar a minha face final.
Quando for embora espero que alguém em minha homenagem recite algum poema qualquer, contanto que fale da vida, da importância de viver e amar, servir e abençoar, compreender e não julgar, que saiba apreciar os cantos dos pássaros no silencio da floresta, que saiba ser amigo sempre, que procure amar na criança e o velho, como se amasse o mestre sublime Jesus, que busque no ser humano irmandade e que a cada dia que nasça, realizando o milagre da criação, sorria e agradeça a Deus por mais um dia, pela oportunidade de estar cumprindo a sua missão.
Espero que alguém se lembre que amei muitos cantos e que entoe uma canção, mesmo que não cante bem com a voz, mas cante com o coração essa canção para mim na despedida coberta com o manto do não mais olhar. Que os milhares de crianças que procurei ajudar, apareça uma que entoe um canto infantil e que se for de ninar embale o meu espírito para a partida. Embale a certeza de que vouencontrar os meus que já partiram e que encontre a minhaamada mãe Nede e que novamente tenha a oportunidade de colocar minha cabeça no seu colo e ouvir a sua doce voz me chamar…”meu filho”!.Uma canção que me faça lembrar-se dos meus tempos de menino nos verdes campos de Veredinha, das chuvas abençoadas que tomei em brincadeiras. Das historias para mim contadas, dos amigos e das brincadeiras sadias. Que ao encontrar meu pai Chico ele me dê muitos beijos e um em especial o primeiro, que ele nunca me deu.
Quando eu for embora, espero que a minha falta se resuma em meus sorrisos, nos meus gestos de bondades, nos meus ensinamentos de vida, nas minhas certezas e no meu amor por todos. Espero ser lembrado pelos beijos que dei, pelas palavras carinhosas que falei, pelo serviço de amor que prestei, pelas atitudes em prol do bem que tomei. :: LEIA MAIS »
Quando olhas no espelho o que tu vês?

Autor Edvaldo Paulo de Araújo
No nosso dia-a-dia, convivemos com duas analises permanentes. Uma nossa imagem frente ao espelho e a outra em nossa mente, nossa consciência. Uma dualidade interessante autoimagem física (espelho) e autorreflexão da consciência (mente).É como se estivéssemos constantemente navegando entre como nos vemospor fora e como nos sentimos por dentro,
Essa dualidade é um campo fértil para autodescoberta e crescimento, mas também pode gerar conflitos senão houver alinhamento entre os dois. É uma analise (espelho e consciência) para que sua vida esteja em harmonia, um processo, um trabalho constante.
Essa visão, tem alguns aspectos a avaliar:
Positivo
-Auto estima alta: Ver alguém que se ama e admira pode aumentar sua confiança e autoestima;
-Motivação: Essa visão positiva pode inspirar a continuar sendo uma boa pessoa e alcançar seus objetivos;
-Bem-estar emocional: sentir-se bem consigo mesmo é fundamental para a saúde mental e emocional.
Negativo:
-Pressão para manter a imagem: Pode criar uma pressão para sempre corresponder a essa imagem positiva, o que pode ser estressante;
-Dificuldade em lidar com criticas: Se você se vê de forma muito positiva, pode ser difícil lidar com criticas ou feedbacks negativos;
-Expectativas altas demais: Pode levar a expectativas irreais sobre si mesmo, o que pode gerar frustação.
Desde que você olha no espelho, sente uma conexão com sua essência espiritual, e isso traz uma sensação de amor, honestidade e dignidade. É como se você estivesse vendo a verdadeira natureza de quem você é. Desde que você olhe com a auto analise de que melhorará sempre, para ser digno de estar aqui em busca de aprendizado e crescimento humano, fazendo uma autocriticacom compreensão e vontade de melhorar. Isso é uma forma de amor próprio e crescimento pessoal.
fazer autocritica com compreensão significa reconhecer seus erros e fraquezas, mas sem julgar-se duramente. É como dizer: “Sim, eu errei, mas eu aprendi com isso e quero ficar melhor na próxima vez”.
Muito inspirador e bonito, quando temos a vontade de ser cada vez melhor e também é um sinal de que você esta comprometido com seu próprio crescimento e desenvolvimento.
Como é bonito de se ouvir, como dizia o saudoso Sr.Pedro Dantas Moreira, “essa pessoa é formidável”! Significa que nessa frase ele queria dizer, que a pessoa era completa, digna, agradável, honesta,bom papo e de exemplo a ser seguido.
A pergunta que se faz, também é: Quando alguém dominantemente ruim, desonesto ou falso olha no espelho? Pode ver varias coisas, dependendo do nível de consciência e autorreflexão dessa pessoa.
Pode ver alguém que esta vivendo de acordo com seus próprios padrões, mesmo que esses padrões sejam questionáveis. :: LEIA MAIS »
Porta Estreita

Por Edvaldo Paulo de Araújo
“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão “Jesus (lucas,13:24)
Recentemente, como sempre o faço nos domingos a noite, fui ao Centro Espirita Antonio Cruz e la estavaacontecendo uma palestra do Sr.Antonio Carlos Ferreira de Oliveira,(Ele é o andarilho de primeira com sua esposa, tendo feito os caminhos mais famosos do mundo e um dos fundadores do caminho do Sudoeste FÉ A PÉ-C.L.Caminho do bom Jesus, e todos os domingos participa de belas caminhadas pela Serras do Piri-piri, com um grupo de amigos e amigas que adora trilhas) sobre as nossas portas e a extensão de suas aberturas. Uma palestra leve, orientadora, que apesar dos meus 50 anos de estudos espiritas, não tinha visualizado a questão do retorno a pátria carnal pelas portas do merecimento.
Ele narrava muito bem, a importância de nossa missão aqui na terra, baseado na palavra do nosso amado Mestre dos Mestres, Jesus o Cristo, da importância de uma vida voltada a servir, a ajudar sempre, perdoar sempre, ter um olhar de bondade e visão de que todos somos irmãos.
Vivemos uma época muito difícil, onde não se presta atenção as belezas naturais do mundo, onde a convivência emocional, presencial entre as pessoas, estão se perdendo num vazio sem fim.
O livro do escritor humanista RUTGER BREGMAN, ” humanidade”, fala que estamos presos entre duas ilusões. Uma que o mundo é ruim, corrupto, errado e que não tem jeito. É o que a gente vê em 99(noventa e nove por cento) dos noticiários e isso é muito toxico .O outro, que você vênas postagens de gente bem sucedida, de sorriso artificial, de corpo malhados, roupas elegantes, carros caros, festas intermitentes, viagens gloriosas, enfim gente feliz…será???
No seu livro Michel Desmurget, ”A fabrica de cretinos digitais” nos diz, que tudo isso é programado para que nesse estado de baixo astral, você compre mais e mais, enfim um mundo programado para o mercantilismo,consumismo desvairado e que produz resultados catastróficos para o ser humano.
Nesse período de mar agitado do planeta, com tantos conflitos, para que não precisemos ouvir a mesma advertência, vamos nos valer de algumas orientações do irmão Jose Carlos de Lucca em seu livro o “O mestre do caminho” na pagina “Estar com Jesus”.
“Indiscutivelmente, Jesus está conosco! Más só isso não basta. É preciso que nós também estejamos com ele! Estarcom Jesus é muito mais do que tê-lo em nossos pensamentos nos instantes de aflição e de prova; tê-locomo guia e modelo em todos os lances da vida. Quandodeixamos de amar, não estamos com Jesus. Quandorecusamos a perdoar, não estamos com Jesus. Quando não somos justos, nos distanciamos de Jesus. Quandonegamos caridade, perdemos a conexão com Jesus. Quando o orgulho nos cega, perdemos a visão do Cristo. E quando tudo isso acontece, passamos a ‘andar em trevas”, como afirmou o próprio Mestre, querendo dizer que o sofrimento é a consequência de vivermos distantes da luz que ele nos trouxe para clarear nossos caminhos”
Sem uma vida lastreada de humanidade, estamos a estreitar a nossa porta de retorno, numa fila de milhões e milhões de espíritos com as mesmas necessidades doretorno a escola carnal.
O Senhor Vladimir Polízio em uma de suas belas crônicas, nos diz que o Evangelho que fala sobre os caminhos que levam o homem à glória ou ao sofrimento é apenas uma amostragem daquilo que cada um poderá usufruir enquanto estiver na Terra, no que se refere ao bem-estar. :: LEIA MAIS »
A solidão da dor!

Autor Edvaldo Paulo de Araújo
Durante a minha vida, passei por muitas e muitas dores alucinantes. Quantas vezes, pelas ruas de minha cidade, noites de neblinas, a chuva no meu rosto fundiu com minhas lágrimas? . Sentia-me absolutamente sozinho, sem amparo, sem palavras de consolo e lutava com o remédio da oração, para acalmar meu coração. Tantas vezes….
Casei, fiz uma família e esses estados minoraram, as dores foram mais aliviadas pelo aconchego dos meus, mas sempre a mesma constatação: a solidão da sua dor.
Ano passado, num pedal fatídico, estava com o meu melhor amigo, Onildo Oliveira Filho, que, no retorno, depois de 17km pedalando, veio a sentir-se mal. Mesmo com os meus cuidados, veio a falecer nos meus braços. Estabeleceu -se, por algum tempo, a esperança de que ele se restabelecesse, mas aconteceu e tinha acontecido no fatídico momento a sua morte. Foi uma dor dilacerante.
É uma grande dor. Durante um bom tempo, o sofrimento da sua perda, a lembrança do momento, a insistência dele naquele dia para pedalar, ficaram impregnados em mim, num sofrimento sem fim.
Refugiei-me em orações, buscando ajuda dos espíritos de luz, guiados pelo amor de Jesus, mas me veio aconstatação de como a dor é solitária, como ela está tão dentro de nós, de como ela fica impregnada no nosso ser, numa solidão sem fim. Por mais que tenhamos amparo, mas há os momentos sozinhos e aí ela aflora e vem a mais ampla e torturante solidão dessa dor.
O que fazer? Diz André Luiz: “Não permita que a dificuldade lhe abra a porta ao desânimo, porque a dificuldade é o meio de que a vida se vale para melhorar-nos em habilidade e resistência”. Não há como fugir, se acalmar, orar e ter a certeza ligada totalmente, a esperança de que vai passar, de que faz parte do viver nesse planeta, que essas alternativas são para aprimorar nossa resistência como diz nosso amado André Luiz.
A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente. Não nos pergunteis, portanto, qual o remédio para curar tal úlcera ou tal chaga ou a solidão da sua dor. Lembrai-vos de que aquele que crê é forte pelo remédio da fé. Não sufoque a sua dor, compartilhe, busque ajuda, mas saiba ela é sua e só você vai sair dela.
Pierre Teilhard de Chardin, Jesuíta, paleontólogo, antropólogo francês, que viveu entre 1881 e 1955, autor do conhecimento do livro O FENÔMENO HUMANO, dividiu os homens em três categorias: :: LEIA MAIS »
Meus anos vindouros

Por Edvaldo Paulo de Araújo
Há alguns dias, ao me deslocar para o meu trabalho, liguei o rádio, e uma linda canção me emocionou enormemente. Ao analisar minha vida, minha idade, veio-me o pensamento que estava vivendo meus últimos anos aqui na Terra, claro ao fazer uma análise do meu quadro geral de vida, sem incluir as surpresas que elas pertencem ao meu livre arbítrio e a Deus.
A canção de Daniel se chama “Pra ser feliz” que muito chamou a minha atenção, me fazendo chorar quando pensei em Minha família.
Pra ser feliz
Do que é que o ser humano necessita?
O que é que faz a vida ser bonita?
A resposta, onde é que está escrita?
Pra ser feliz
O quanto de dinheiro eu preciso?
Como é que se conquista o paraíso?
Quanto custa
Pro verdadeiro sorriso
Brotar do coração?
Os meus últimos anos de vida terrena estão a minha frente; quero vivê-los com leveza, com serviços ao próximo, como sempre vivi, estar perto dos meus amigos em dificuldades principalmente de saúde. Quero estar mais perto do oceano, das florestas, visitar cidades que tanto admiro, viver mais a minha Itália tão amada por mim.
Meus olhos encheram de lágrimas, quando pensei na minha partida, e lá nosso Deus me enviasse para uma de suas casas e eu não pudesse vir abraçar, beijar, afagar e estar perto de meus netos. O que seria de mim, Pai? Nem consigo pensar, quando me lembro de cada um deles, cada jeito individual, cada beijo, cada palavra de amor, cada dizer que te amo, vovô. Nem consigo imaginar os momentos que tive com cada um individualmente que para sempre ficarão no meu velho coração. Sei que a justiça de Deus é perfeita; sei que ele dará um jeito para matar a minha dolorosa saudade! Mais dolorosas serão a saudade e falta da minha esposa querida, dos meus filhos, dos meus amigos… Por isso meus anos vindouros tenho que vivê-los perto deles; tenho que estar mais livre, servir e vivenciar ainda mais a oração de São Francisco de Assis.
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido, amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna… :: LEIA MAIS »
Ainda desumanos

Por Edvaldo Paulo de Araújo
Há dias passados estava a tomar meu café da manhã(como chamamos) e no meu pequena prato tinha uma minúscula formiga a participar comigo da refeição. Em outros tempos agiria de forma diferente, mas hoje jamais faria mal aquele pequeno ser de Deus, como não o fiz.
Na minha casa tenho um lindo campo de futebol soçaite, gramado dos belos estádios do Brasil, o amigo Orlando que cuida de lá a mais de dez anos, chamou atenção pelo imenso formigueiro que tinha no canto, mim orientando para a compra de veneno para dizima-las. Mostrei a ele a beleza da união delas e o trabalho em equipe e que jamais as mataria nesse extermínio sem igual. Sinceramente, Deus mim deu essa consciência e não posso feri-la, de maneira nenhuma. Não tenho fazenda, não como carne vermelha, ninguém precisa morrer para eu viver.
Albert Schweitzer, no seu latente e grandioso humanismo disse em um dos seus discursos “O homem não será realmente ético, senão quando cumprir com a obrigação de ajudar toda a vida á qual possa acudir, e quando evitar de causar prejuízo a nenhuma outra criatura”
Para estimular a leitura daqueles que nunca ouviram falar de Albert Schweitzer, antecipo dizendo que este grande homem foi Doutor em Filosofia, Doutor em Teologia, Doutor em Medicina (exercendo plenamente esses títulos como Filósofo, Teólogo e Médico), Músico internacionalmente reconhecido, Pastor Protestante, Professor Universitário, Erudito, Missionário, precursor da bioética, do trabalho humanitário e das atuais ONGs, Prêmio Nobel da Paz em 1952. ” “O fato essencial que devemos reconhecer em nossas consciências que já deveríamos ter reconhecido a muito tempo é que estamos nos tornando desumanos, a medida que nos tornamos super-homens, a medida que aprendemos tolerar os fatos da guerra, onde homens são mortos em massa, algo como vinte milhões na segunda guerra mundial. Que cidades inteiras e seus habitantes são aniquilados pela bomba atômica, que homens são transformados em tochas humanas por bombas incendiarias, somos informados dessas coisas pelo radio ou pelos jornais e ai julgamos como sucesso para o grupo a que pertencemos ou para nossos inimigos. Quando admitirmos que esses atos sãoos resultados da conduta desumana, essa admissão seráacompanhada pelo pensamento que a guerra em si, não deixa opção senão aceita-los. Ao nos resignarmos a esse destino, sem esboçarmos resistência ,estaremos sendo culpados de desumanidade. O que realmente importa é que devemos todos nos dar contas que somos culpados de desumanidade….”
Filho de uma proeminente família, Albert Schweitzer nasceu em Kaysersberg, na região da Alsácia-Lorena, em 14 de janeiro de 1875 e foi criado em Gunsbach, distante apenas 20Km, para onde mudou-se a família quando Albert ainda era um bebê. O pai, Louis, pastor luterano e professor, deveria atender àquela comunidade em suas funções. O avô e um tio foram prefeitos em comunas na região. A prima em primeiro grau, Anne Marie Schweitzer, casou-se com o oficial da marinha francesa Jean-Baptiste Sartre, sendo mãe de Jean-Paul Sartre.
Conta o próprio Albert Schweitzer que, aos vinte e um anos, deparou-se com a questão da escolha de sua carreira: músico, professor, teólogo? Meditou seriamente sobre essas palavras de Cristo: “Aquele a quem a vida cumulou de benefícios está obrigado a reparti-los em igual quantidade. Aquele que se vê livre de sofrimentos deverá contribuir para o alívio dos outros. Todos temos que carregar parte da carga de dor que pesa sobre a humanidade”. E assim firmou um pacto para consigo mesmo, de que iria dedicar-se à música, filosofia e teologia até os trintas anos. Após, renunciaria suas ambições pessoais para pôr-se à serviço da humanidade.
Todos os dias de nossas vidas vemos guerras, conflitos, assassinatos, políticos desonestos que roubam os recursos do povo, desconhecendo o nosso dever para com nossos irmãos. Não dá pra entender como o homem joga uma bomba em cima de seus irmos velhos, crianças, mulheres gravidas, como dizer que são humanos? Como dizer que acredita em um Deus, com essa desumanidade latente e perversa? :: LEIA MAIS »
Incertezas

Autor Edvaldo Paulo de Araújo
Qual a certeza maior de nossas vidas? Muitos dirão: – a morte. Não gosto dessa palavra pois não acredito nela, e, sim, uma viagem de volta para nossas casas. Somos daqui? Não.Viemos para um estagio com aprendizado sublime aqui nesse planeta Terra.
A esmagadora maioria na Terra tem essa incerteza; o pior: vive sua vida como se a chamada “morte” sóacontecesse aos outros. Vidas desregradas, num afã do ter, jamais do ser, sem curtir as belezas inimagináveis com que Deus nos presenteou, principalmente as belezas intimas do conhecimento e do exercício dessas belezas.
Está claro, na imensa obra do Criador, que estamos aqui para crescer em conhecimentos, em compaixão, solidariedade e amor. Como crescer e o que nos move nessa busca eterna de conhecimentos? São nossas incertezas? Possivelmente.
O que guia o nosso progresso? O que nos faz caminhar nesse intento? Comenta Allan Kardec, na questão 781 de O livro dos Espíritos: “Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se–lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más”.
O ser humano tem, em si, o gérmen do aprimoramento, lutando constantemente para encontrar-se em um estado melhor do que oimediatamente anterior. A insatisfação é da nossa natureza e representa importante propulsor da evolução.
Temos, em nós (alguns mais que outros), a extrema busca pelo que nos reserva o amanhã, e a latente incerteza é que nos move ao conhecimento e àbusca incessante de maior conforto, seja na esfera material ou espiritual. A escassez de alguns recursos e a existência de algumas necessidades nos colocam numa posição de tentar supri-las até conseguirmos, para, em seguida, identificarmos outra cujo alcance é razão suficiente paraenvidarmos todos os esforços de crescimento. Nesse contexto, a incerteza, que não se deve confundir com a falta de fé, é um fator catalidor e psicológico da marcha humana.
Por sermos pensantes, buscadores, insatisfeitos, se já tivéssemos nossas necessidades plenamente satisfeitas, muito provavelmente nos entregaríamos à inercia e ao comodismo. Nada teríamos a conquistar; não daríamos valor ao que temos, e a vida careceria de propósito.
Muitas vezes, escuto de pessoas, na sua batalha na vida, que, ao se aposentar, não pretendem fazer mais nada. Brinco que será assim por pouco tempo, pois virão intimamente as cobranças a sugerir a saída dessa inércia. Não nascemos para ficarmos estagnados; quem o faz, sofre os efeitos perversos, como, por exemplo, a entrega ao alcoolismo, adroga e a infelicidade. Entendo eu que o crescimento é como uma necessidade fisiológica; tem que acontecer, faz parte do nosso DNA. :: LEIA MAIS »
















