:: ‘Artigos’
Falta sempre um pedaço
Por Edvaldo Paulo de Araújo
Quem de nós, nos momentos belos, não tem a sensação de que falta algo ou alguém? Às vezes, em lugares lindos, momentos iluminados, sempre vem a sensação de que falta algo, pensamos sempre nisso. Às vezes, estamos em um lugar e, encantados, pensamos. Às vezes, colocamos que gostaríamos muito de que determinada pessoa ali estivesse, que preencheria mais o momento. Não é insatisfação, não é falta de agradecimento de ali estar; é que gostaríamos de que os que mais amamos, ou aqueles que se identificam com aquele momento estivessem ali conosco. Tem pessoas nas nossas vidas que, por muitas vezes, nos incluíram em lugares, em momentos, muitos lugares elas aparecem em nossos pensamentos; geralmente, por não estarem, gostaríamos imensamente de que lá elas estivessem e, quando elas estão, aparecem outras pessoas e situações. A velha história, dizemos: “pra ficar perfeito falta…”.
Há algum tempo conversando com um amigo muito querido, ele me falava da sua separação da primeira esposa com quem tinha quatro filhos. Na sua narrativa, ele soltou algumas frases: “deveria ter tido mais paciência..” “…deveria ter dado um tempo..”, a separação para o homem é muito desvantajosa, dizia ele; o Homem perde a família e a mulher apenas o marido! Meu amigo concorda então com seu depoimento que faltou um pedaço que, na tradução, é paciência e tempo.
É difícil não ter esse tipo de sentimentos; faz parte da nossa formação humana a insatisfação embutida em muitas coisas, a não estar satisfeito ou não ter satisfação plena. Entendo eu que o Criador nos colocou dessa forma justamente para estarmos sempre em busca de melhorar, de fazer melhor, de buscar, através de conhecimentos, ter a grandeza da satisfação plena; o entendimento que o cabe nesses casos é apenas o agradecimento, a certeza de que faz parte da vida humana, crescer; e o ser humano, só cresce na dificuldade; isso é absoluto. :: LEIA MAIS »
Tempos de saudades e solidão
Por Afranio Leite Garcez*
Dedicada aos meus queridos “AMIGOS DA BAHIA”
“In memorian” aos amigos ausentes.
Saudade é um sentimento causado pela distância física e emocional, ou ausência de algo ou alguém. Tem origem no latim, com o significado de solidão. Também pode ser interpretada como lembranças nostálgicas e suaves de lugares e pessoas que gostaríamos de ver ou estar com elas.
É uma palavra que não tem tradução literal em muitas línguas. Saudade é uma das palavras mais utilizadas nas poesias de amor, nas músicas românticas da língua portuguesa. Saudade significa a memória de algo que aconteceu e intensa vontade de reviver certos momentos. É uma palavra substantiva feminina, que pode também estar associada a um determinado tipo de canção, como o fado, por exemplo, ou ainda a tantas outras palavras que se coadunam como solidão, tristeza, melancolia etc.
Nestes tempos de pandemia eu passei a observar ainda mais estes sentimentos, que tenho a impressão que à todos estão atingindo indistintamente, independentemente de cor, raça, classe social ou credo religioso, e ficou ainda mais patente quando fui ouvir como sempre o faço, o cantor Oswaldo Montenegro, exatamente a canção “A LISTA”. A princípio achei um fato comum até porque é algo que faz parte de nossas vidas as idas e vindas, e as chegadas e partidas de pessoas em nossas vidas.
Posteriormente, assistir um belo vídeo que foi postado num grupo no aplicativo wathasap, “Amigos da Bahia”, que reúne velhos amigos de meados da década de 70, do século passado, e que por iniciativa do Bira Mota foi criado e há uma interação constante sobre os mais diferentes temas. Neste grupo existem pessoas que fazem parte da minha vida de maneira útil e que não pretendo perder a amizade sincera, dentre eles o Massinha, Edmilson Gonçalves, Zilton Rocha, o Professor Valdélio Silva, e tantos outros de igual valor. :: LEIA MAIS »
Divórcio extrajudicial: Um procedimento simples, rápido e seguro!
Por Satyananda Samara Vaz*
Divórcio extrajudicial nada mais é do que o divórcio realizado em cartório, sem a necessidade de processo judicial.
Isso mesmo! Desde o ano de 2007 essa modalidade de divórcio é possível. Assim, há a possibilidade de se fazer todo o procedimento diretamente em um cartório, de forma simples e rápida!
Funciona assim: O casal, acompanhado por advogado, vai ao cartório com os documentos necessários e dá entrada no divórcio. :: LEIA MAIS »
Mensagens de WhatsApp como prova no processo judicial
Por Satyananda Samara*
As mensagens de Whatsapp são provas tecnológicas. Seus diversos formatos (texto, foto, vídeo e áudio) podem comprovar as alegações de um processo judicial. Elas reafirmam depoimentos pessoais e testemunhais. Além disso, servem para fortalecer outras evidências.
A única ressalva é que deve ocorrer a efetiva comprovação de que elas foram recebidas e lidas pelo destinatário da mensagem. :: LEIA MAIS »
A ordem contra a pandemia é a necropolítica
“O pico da doença do coronavírusjá passou quando a gente analisa a classe média, classe média alta. O desafio é que o Brasil é um país com muita comunidade, muita favela, o que acaba dificultando o processo todo.” A fala de Guilherme Benchimol, presidente da corretora XP, uma importante peça no mercado financeiro brasileiro — e um dos executivos mais engajados no movimento Não Demita!, incentivandoempresas a manterem suas equipes durante a pandemia —, aconteceu durante uma transmissão ao vivo do jornal O Estado de S. Paulo nesta última semana e causou uma enxurrada de críticas e revolta nas redes sociais.
Ao fatiar a gravidade da pandemia do novo coronavírus entre uma crise de pobres e outra de ricos, o bilionário mostrou a faceta mais caricata da elite brasileira, que se põe à parte frente aos mais de 42 mil novos casos em decorrência da doença, e mais de 850 mil novos infectados, até o dia de ontem, 13 de junho de 2020, conforme revela o Consórcio de Imprensa o que coloca o país na 2ª posição em número de óbitos, de mais da mais na medida em que a população mais rica começa a se sentir confiante de que a maior ameaça― para eles ― já passou, um movimento perigoso avança no Brasil, na visão do psicanalista e professor da USP, Christian Dunker. “Há uma negação do que se sabe de outros países: de que quando chega o ponto mais crítico, o ponto de saturação do sistema de saúde público e privado, não adianta você ter dinheiro ou ser de uma classe mais alta porque não haverá sistema disponível”, afirma. Segundo a Confederação Nacional de Saúde, em ao menos seis Estados já há saturação dos sistemas públicos e privados de atendimento. O psicanalista afirma que a onda negacionista e a percepção de estar fora de perigo abrange, sim, uma parte importante da elite nacional, e tem como base uma crença dessas pessoas de que são excepcionais, fora de grupos de riscos, já que são privilegiados. Por isso, podem relaxar regras de isolamento e até promover encontros com amigos. “Escuto muito isso no consultório. Que as pessoas se sentem especiais, que são saudáveis, atletas como Bolsonaro e que isso é uma gripezinha. O presidente repetiu à exaustão esse discurso de negação da realidade assim com várias lideranças religiosas.” :: LEIA MAIS »
Madame Beatriz e as previsões do novo normal
Por Eduardo Arêas*
Madame Beatriz foi uma famosa cartomante que quis processar o escritor Jorge Amado… O nome verdadeiro dessa jovem era Beatriz Janovitch, profissionalmente conhecida como Madame Beatriz, imortalizada por Jorge Amado no seu romance Pastores da Noite.
A pandemia tem, além das muitas Lives, nos presenteado com uma enxurrada de previsões.
Faço alusão a esse personagem logo após ler uma entrevista da consultora de recolocação Tais Targa em entrevista ao “A Vaga É Sua”, disse ela: “Tudo vai acontecer online, então não adianta mais dizer que você não gosta de webcam, que não sabe fazer vídeo-currículo, que não se dá bem com essas ferramentas”, diz Taís. “É preciso aceitar que não haverá outro jeito e estar pronto para lidar com esse novo cenário”. :: LEIA MAIS »
Último
Por Edvaldo Paulo de Araújo
Na vida, temos sempre momentos que são últimos! É uma verdade imutável e absoluta. Se verificarmos nas nossas lembranças, temos momentos vividos, principalmente com pessoas, que foram últimos e nos deixam um alerta muito importante.
Em 1988, estava de férias na Ilha de Itaparica. Hospedava uma pessoa por um intercâmbio. Precisava pegar o ferry e ir a Salvador levá-la para apresentá-la na Polícia Federal sobre o seu visto.Meu irmão amado, Edmundo, estava com meu sobrinho Rogério a realizar um trabalho em Salvador. Subindo a ladeira da Barra em direção a meu apartamento, senti uma saudade de meu irmão e liguei pra ele, expressando minha saudade. E ele,que estava em outro apartamento, disse que iria aomeu levar o som que com ele estava e queria me ver.Assim aconteceu. Quando ele entrou, eu estava deitado, nos falamos, fiz recomendações de irmão mais velho e pedidos referentes a sua volta e continuei deitado. Despedimo-nos verbalmente e ele se foi. Retornei à Ilha e o esperei no dia seguinte para tomar café em casa, conforme me fora prometido por ele, em vão. À noite, me preparei para, no outro dia, retornar para minha cidade, o que fiz. Quando aqui cheguei, a notícia trágica. Tinha acontecido um acidente na noite anterior, onde meu irmão, meu sobrinho e o amigo Patente haviamfalecido .Foi uma dor indescritível, momentos terríveis em minha vida. Sempre me vem alembrança o nosso último encontro aqui na terra, eu deitado e ele em pé nos falando; por que não me levantei? Por que não o abracei? Por que não vivi aquele momento com intensidade? Tinha muitos dias que não o via e seria justo abraçar meu irmão; não o fiz. Isso me dói, depois de vinte anos, toda vez que me lembro daquele último momento com ele. :: LEIA MAIS »
Contrato de namoro: fazer ou não fazer?
*Por Satyananda Samara Vaz
O contrato de namoro é um documento que serve para que os casais expressem suas intenções no sentido de que a relação amorosa entre eles trata-se tão somente de um namoro, sem que se tenha a intenção de constituírem uma família, ou seja, sem que seja considerada uma união estável.
A formalização do contrato de namoro, seguindo a linha de raciocínio adotada pela nossa Corte Superior de Justiça, encontraria fundamento no art. 462 do Código Civil. O aludido dispositivo disciplina, justamente, sobre o contrato preliminar, funcionando, no nosso caso, como uma espécie de formalização da fase inicial em que o relacionamento amoroso se encontra, chancelado pelas partes ali envolvidas. :: LEIA MAIS »
Volta pra casa
Por Valéria Figueira
Todas as vezes em que eu chego em Conquista, quando já estou perto da roça, toca um forrozinho. Vale atentar que forrozinhos são aqueles dos quais temos intimidade. Dos que costumávamos ouvir de cá da fogueira quando criança, enquanto soltávamos traques, e depois quando saíamos procurando as festas dos povoados vizinhos, pois os de Conquista não prestavam. Só valiam aqueles em que era possível ouvir o arrasta pé no chão. Lembro-me tanto que era desfeita fazer escolha, se aceitasse dançar com um tinha que dançar com todos, e eu sempre estava disposta. Geralmente o cavalheiro estendia a mão na sua frente, e já chegava dançando, mas nada de grude, nada de perguntar o nome ou pedir o telefone. Era pra dançar, ou viver aquelas músicas, de preferência com puladinhos, dois pra lá e dois pra cá.
Vinha então na estrada com uma saudade da minha mãe, do meu pai, da minha tia Leu, da minha terra. Nesses tempos sombrios então, voltar pra casa era mais que um chamado. :: LEIA MAIS »
“MP, OAB, CMS e a vereadora Viviane votaram contra a abertura do comércio”, afirma Garcez
Ainda é forte a discussão no seio da sociedade conquistense se deveria ou não reabrir o comércio conforme aconteceu no último dia 01 de junho.
Sobre o assunto, o advogado Afrânio Garcez, que está na fotografia ao lado filha, relata sobre o posicionamento do Ministério Público, Conselho Municipal de Saúde, OAB e a vereadora Viviane Sampaio, representando a Câmara, contrários à decisão do Comitê de Crise, em reunião realizada no dia 27 de maio, data do aniversário da baiana Ivete Sangalo: :: LEIA MAIS »























