:: ‘Artigos’
A sociedade da carne fraca
Por Oscar Barreto
Quantos dos brasileiros desenvolveram doenças ou desenvolvem disfunções, em virtude desse ato criminoso que foi deflagrada pela operação carne fraca?
Quantos muitos estão ou estarão a gastar por anos com remédios e não sabem que sua doença foi desenvolvida, devido às ações desse ato criminoso?
O que fazer a essas empresas, se não for, no mínimo: Desapropria-las? Estatiza-las? Leiloa-las? Entrega-las aos funcionários? Essa ultima foi uma caçoada. O certo coerentemente nesse momento seria prender e confiscar de imediato os bens dessas corporações e de seus chefes criminosos, assim como os demais envolvidos, mas veremos logo em breve a nossa frente, um escudo impertinente de coorporativimos empresariais e com o avultado apoio de inúmeros parlamentares, tão envolvidos quanto mais intenso foi o seu caixa dois (a quem agora defenda o mal que já ocasionou na sociedade, o uso dessa antijuricidade descabida inclusive democraticamente). Também, é certo o socorro de muitos ministros de Estado, de alguns amparos estratégicos de juízes em suas respectivas estâncias e logicamente de vários segmentos das subalternas impresas, todos assim a protege-los em detrimento da saúde do povo! :: LEIA MAIS »
Até logo, Dr. Laranjeira
Por Valdir Barbosa
Pus-me desde ontem apreensivo e amanheci triste. Notícias que davam conta acerca duma repentina piora, no estado de saúde de Dr. João Laranjeira, hoje cedo definiram houvesse afinal ocorrido sua passagem. Lutava contra uma doença má e traiçoeira, porém, mesmo certos do quanto a vida segue seu curso, de modo inexorável, temos dificuldades em nos conformar com perdas, ainda mais, quando se trata da partida definitiva, ao menos deste plano, de um grande personagem, conforme escreveu com propriedade o jovem colega Jardel: um ser “inteligente, integro, brincalhão, sem vaidades os pretensões individuais… . :: LEIA MAIS »
Respeita a “puliça”!!!
Depois de visitar um campo mais que belo, no qual, assistentes ladeados por lindas, altas e elegantes palmeiras miravam o palco, onde João Omar, Xangai e Toti derramavam seus versos e acordes invado, sábado último, o quase insalubre aeroporto de Vitória, desta Conquista que amo.
Entre pessoas que se acotovelavam, finalmente, a gentil e educada Janete, funcionaria da aviação Passaredo, há anos, me convoca no intuito de finalizar o check in, aos quais devem se submeter todos aqueles que desejam embarcar, em quaisquer dos aeroportos que operam linhas regulares, no Brasil e mundo afora. :: LEIA MAIS »
O Tempo Voa
Por Valdir Barbosa
Há exatos quarenta e um anos, deixei a tranquilidade da casa paterna. Ficaram para trás, minha doce mãe, meu extremoso pai e um filho posto no mundo, quando ainda nem encerrara minha vida acadêmica.
A bordo de Ford, Corcel, primeiro modelo, na cor preta, regalo do velho, assim que o Governador me fez nomeado Delegado de Polícia, por indicação do saudoso Deputado Henrique Brito e referendo de sua esposa, Dona Dorinha, por isto considerada minha madrinha, rasguei a Br-324 e invadindo a 116 cheguei até Vitória da Conquista, me lançando afinal, serra do Marçal abaixo, para aportar no sitio onde abrigaria meu destino desde então. Itapetinga. :: LEIA MAIS »
07 Passos para concretizar os seus ideais AGORA!
MEU PLANO DE AÇÃO EM MASSA
Você sabia que 95% das pessoas que traçam planos de Ano Novo NUNCA os seguem adiante? A razão é que a maioria das pessoas não entende o processo de como PRODUZIR RESULTADOS— e nunca tomam os primeiros passos.
O processo seguinte irá GUIAR VOCÊ em como COMEÇAR e CRIAR a motivação que irá lhe fazer seguir seus planos. Ao fazer isso, você irá ganhar consciência sobre onde você esteve, onde você está agora, e aonde você quer chegar. Esse processo também irá ajudá-lo na criação de um SIMPLES PLANO montar seu IDEAL de forma que seja extremamente ATRANTE e TENTADOR de forma a lhe ENTUSIASMAR em cumpri-lo. Eu passei por esse processo e ele tornou meu plano tão simples e FÁCIL que fez um sonho “impossível” tornar-se tangível e possível! Meus amigos também o usaram e suas vidas também tornaram-se mais plenas! É com um imenso prazer que compartilho esses maravilhosos & simples 7 Passos para um CONCRETIZAR SEUS IDEAIS! :: LEIA MAIS »
Pedaço de mim
*Por Nadjara Régis
Sabíamos todos,
Por saber ou por dever,
Crianças apenas se livram.
Promotor sempre soube,
Juízes tanto mais;
Os partidos políticos,
As empresas,
Como imediatos autores, jaz.
Desde que eleição é gente,
Eu e você, óbvio,
Percamos a hipocrisia,
Todos sabíamos
Da bolsa de valores do voto.
Todos participamos um dia,
Por ação ou omissão,
Uns bastante,
Outros bem pouco,
Até os pagos pelo Estado
Para fiscalizar a eleição.
Mas era cômodo ficar no ócio,
Cruzar os braços,
Não atrasar a vida privada
Ao atrapalhar este negócio;
Esperar o tempo
Quem sabe d’um ano regido
Por um orixá ofendido
Com este tipo de ocorrido.
Somente uma força estranha
Daria a oportunidade
De livrar a história da covardia
De tanta gente de cordialidade
Complacente ou preguiça indecente
E crucificar aqueles imediatamente
Citados pela roda viva.
Eu e você sob o silêncio secular;
Juiz e promotor, os Poderes intactos
sustentados com nosso dinheiro
Se omitiram por inteiro
Tantas décadas a passar.
Mas “sabe de nada inocente”:
Alguém sempre precisa pagar,
Com sua vida, sua liberdade,
É a filosofia cristã, é a filosofia popular.
* Nadjara Regis é bacharela em direito, mestranda em direito público na UFBA
A questão do abastecimento de água em Conquista
Por Genivan Silva Neri
No debate entre os candidatos a prefeito de Vitória da Conquista, organizado pela OAB, juntamente com outras organizações congêneres, formulei uma questão relativa ao abastecimento de água em nossa cidade.
Queria saber qual a posição dos candidatos, a respeito da destinação que deveríamos dar às águas de chuva que caem em nossos telhados e ruas e se perdem rio Verruga abaixo. Embora em pequena quantidade e mal distribuída durante o ano, formam um grande volume, em consequência de alto grau de impermeabilização do solo da cidade com telhados, calçadas e ruas. Essa situação não nos reserva, a meu ver, apesar de pequena quantidade o direito de desperdiçá-la.
As alternativas em discussão para o provimento de nossas necessidades aquíferas, principalmente para o consumo humano, levam em consideração o transporte via adução de regiões onde a distância de Conquista está entre 40 e 120 km, variando até 400 metros de altitude. :: LEIA MAIS »
Declaração Universal dos Direitos Meus e Seus
Declaro terminantemente – e num claro instante que não há de passar enquanto alguém pousar os olhos d’água sobre tais afirmações – que seus direitos têm o mesmo valor, forma e dimensão que os meus.
Inalienáveis, portanto, ainda que não tão ardentes.
Os meus dias ainda acordam ouvindo velhas canções de Caetano.
Não são mais como os sambas, são fins de semana abaixo da superfície do mar, relativamente afogados, contidos, mas não se fazem de desentendidos.
São dias de sol com poucas nuvens, proclamados por algumas esvaziadas aspirações, mas ainda inspirados por presentes histórias, quase felizes.
Manifesto, portanto, que é chegada a hora de me compelir contra qualquer tirania e opressão.
Vou-me reunir na singular casa de Tam, começando por ela mesma abrindo portas e janelas, com seu gestual largo, suas reações em mais elevado grau, as defesas expansivas, por vezes arregalando os olhos escuros, de modo tão afável que dá vontade de amanhecer.
Lá, agrupado entre os meus, protegido pelas obras de arte, vou defender que merecemos uma casa no campo, uma canção no vento, um sol brando na cabeça, festa, trabalho e pão.
Sinto, tanto quanto vejo, que precisamos sair em paz, comprar flores de mãos dadas com minha mãe, trocando miúdezas sobre o livro de Carollini, repousando o veleiro de nossas esperanças no próximo verão.
Confesso, com firmeza, que desejamos respeito, liberdade, igualdade e uma conversa inteira, com todas as suas partes, toques, braços e ombros de cada um de nós mesmos.
Não sou mais tão forte, mas minha voz e a palma de minhas mãos e os dedos em riste com os seus ainda pertencem, todos eles, ao anseio de alma de que um novo arranjo encantador relativize um pouco mais essa nossa vida.
Queremos pertencer, agitarmos o rumo do coração com a força devida.
Queremos cenas de cinema, sairmos sem pedir licença, queremos o meio do tudo ou simplesmente tomarmos um banho sem nada.
Um banho de mar.
De mar ou o direito de amar.
Anuncio, então, ao raiar do dia, que você, eu e todos os outros irmãos devemos agir em espírito de fraternidade, cônscios, dignos e festivos.
É a maneira exposta de ver os dois lados, as verdades ditas ou as reeditadas.
Ou ainda as meias verdades, já que nada além da Lagoa é tão Olimpo assim.
Podemos ser desordem, confusão, vozeria ou estupor.
Mas o melhor mesmo é que façamos amor, não rumores de guerrilha.
Podemos ler Kant ou Platão, podemos deitar, podemos chorar, sentirmos dor e, então, curar-se-á. Com tempo.
Afirmo, pois, sem raça, sem sexo, sem cor, sem religião, sem política e com opinião, que qualquer outra situação ocasional é psicologia de salão, imaginação sem fundamento, ideia vã.
E, mesmo assim, é luz do sol às seis da manhã, é sonho, é o Shangri-la de James Hilton, a calma do mar com seu horizonte perdido até as montanhas do Himalaia, no centro do universo da delícia de viver.
Temos um sonho, portanto.
Um lugar com um panorama feliz, com gentes de variadas procedências, com convivência harmoniosa, onde existe tempo pra ver o dia nascer, morrer e ainda renascer.
Uma cordilheira, uma pequena abelha fazendo mel ou tão somente ali, um sítio, por detrás da Serra do Marçal.
Uma caminhada ao lado de alguém, um riachinho da Lapinha, depois da trilha campal, arrodeado de areia branca.
Uma bonança, uma canção, em lugar da solidão.
Nomeio, no dia de hoje, com o coração derretido, nem bem nem mal, nem superior ou inferior, apenas agridoce, que temos a liberdade de dar opinião, de expressar, de receber e doar, de seguir com os dias ensolarados, à beira-mar, com picolé de tâmara tangerina e um testemunho final.
Dias de duração indefinida, de transformação, sem desmedida comoção.
Dias de simples imensidão.
Essa é a declaração dos direitos meus e seus, escritos e pronunciados na brisa da varanda de Tam.
Tam é um repouso de nossas partes.
Tam bem pode ser um entusiasmo, um sopro de alegria, uma alma impelida a um fim, um mito, algo assim.
É como se se perguntasse: e se não tivesse o amor além de mim?
Marco Antonio Jardim Melo
(poema inspirado na Declaração Universal dos Direitos Humanos)
Na batida do Olodum
por Nando da Costa Lima
Esse causo ocorreu quando Conquista ainda tinha Micareta… Por sinal a melhor da Bahia. Mas tudo tem seu tempo. Agora nosso carnaval está voltando de uma maneira gostosamente conquistense. “Um pierrot apaixonado que vivia só cantando…”
Olavo não estava acostumado com esse negócio de Micareta, foi criado numa cidade do interior de Minas onde só se tinha notícia do Carnaval pela TV. Era filho único do suplente de deputado José Nôzim da Silva e tinham muito em comum, mas a parte que eles mais se pareciam era na ignorância, eram daqueles que achavam que tudo era coisa de “viado”. Seu Nôzim chegou a mandar arrancar a orelha de um sobrinho que morava em “Sompaulo” só porque o rapaz usava brinco. Segundo ele, em terra que Nôzim pisava homem não usava brinco nem amarrava cabelo pra trás. O filho não fazia por menos, andava com um tesourão de tosar égua só pra aparar os cabelos dos cabeludos safados. Pai e filho eram idênticos fisicamente, ambos beiravam os dois metros e tinham orgulho de serem os únicos capazes de derrubar um bode com um soco. Eram realmente duas prensas, o símbolo de virilidade de Corgão Fundo! Todo menino queria crescer logo pra poder ficar forte como Olavão e muitas mulheres já tinham tentado o suicídio por causa daquele “homão”.
Evite Assombrações
Por Nando da Costa Lima
Eu vinha do boteco para casa, pra não passar pelo matagal do açude, resolvi pegar um atalho pelo quintal da viúva do Capitão Zé Antônio. Foi aí que uma “aparição” achou de atravessar o meu caminho. Eu tava com muita pressa, mas a ‘bicha’ não me deixou dar mais um passo, fiquei paralisado. Quando vi aquela mulherona alta, a força da cachaça não deixou de atiçar meu fogo, mesmo sabendo que era uma assombração! Tava toda de branco, parecia uma noiva flutuando na escuridão, só dava para ver porque a roupa era branca. Mesmo assim deu para sentir que a danada estava de olho em mim, e era olhar de mulher apaixonada! Carente!… Não deu para resistir, depois de dois litros de pinga ruim temperada com qualquer coisa, até assombração fica sexy. Segurei a “noiva assombrada” pela cintura e mandei ver. A má qualidade da bebida atrapalhou meu desempenho, só consegui dar meia, nem dá pra falar que aquilo foi uma! O esforço fez a pinga melhorar, o medo encostou e eu dei carreira que só parei em casa, amarelo e suando frio!





















