:: ‘Artigos’
Muito prazer, café!
Por Luana Lopes
Hoje (24 de maio) é o Dia Nacional do Café: a segunda bebida mais consumida do mundo, atrás apenas da água. A escolha da data comemorativa foi uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Essa escolha representa o início da colheita do grão nas maiores regiões produtoras do País.
O café origina-se da África, especificamente da Etiópia, onde o povo ingeria o fruto, alimentava-se da polpa macerada ou a misturava às outras refeições. As folhas eram utilizadas no preparo de chás ou sucos fermentados – que se transformavam em bebidas alcoólicas. :: LEIA MAIS »
Um coração do sertão e das lavras – 90 anos do assassinato do Coronel Horácio de Matos
“A verdadeira paz não é apenas a ausência de guerra, é a presença da justiça”.
Jane Addams
Maio é mês de festa, é mês de regozijo pela estação da fartura, e segundo consta, o seu nome é derivado da deusa romana Bona Dea, que é a Deusa da fertilidade, logo, isso nos remete a fertilidade das terras do Sertão, dos campos das Lavras, onde gostosamente pode se sentir já em maio, o frescor da brisa fria que beija a face do sertanejo, porém quis o destino, cruel e ingrato, que também em maio, no seu décimo quinto dia, o Sertão e as Lavras recebessem uma das piores notícias de todos os tempos, a trágica morte do seu filho mais ilustre, do seu aguerrido e incansável defensor, cobrindo de luto todo uma vasto território e arrancando lágrimas de gritos de desespero em toda extensão da Chapada Diamantina até as Barrancas do São Francisco, cortando o sertão com um agudo e ensurdecedor ai, estava morto o Coronel Horácio de Queirós Matos! :: LEIA MAIS »
A necropsia
Por Dr. Afranio Garcez*
Nas nossas vidas de profissionais recém-formados, após receber os diplomas, em especial em determinadas profissões como medicina, direito, engenharia etc, parece que já somos os donos do mundo, e que sabemos de tudo. Isso era muito comum na década de 80, e aconteceu comigo, pois tive esta sensação, mas não precisou passar muito tempo, e eis que caio na real, e então volto aos velhos e bons livros, àqueles mesmos que eu achava que não passavam de velhos alfarrábios sem mais quaisquer utilidades.
Década de 80 eu começando a minha vida profissional, trabalhando ora em Salvador, ora em Conquista era um vai e vêm que as vezes eu pensava que não iria suportar tantos anos que viriam pela frente, como realmente aconteceu, agora já estou prestes a completar 40 anos de advocacia efetiva. Ao longo desta décadas tive a oportunidade de patrocinar causas criminais que nenhum outro colega desejava, dada ao chamado clamor público, que na verdade eram manchetes dos principais jornais da capital baiana, sempre relembrando do caso, mostrando a barbaridade clamando justiça, e só não pediam pena de morte porque não podiam até mesmo a sessão do tribunal do júri que nem estava marcada para ocorrer, eles prontamente já davam o veredicto. Era em suma uma situação irreal, pois somente ouviam uma parte, a dos parentes da suposta vítima e a “otoridade policial”. :: LEIA MAIS »
Restaurante de Dalva: Valdir Barbosa presta uma homenagem a essa ilustre senhora
A melhor galinha caipira da cidade você encontrava no Restaurante de Dalva, situado na Avenida Fernando Spinola, frequentado por boêmios, políticos, empresários e intelectuais.
Muito oportuna a homenagem que o delegado aposentado Valdir Barbosa presta a essa amiga e excelente profissional da arte de cozinhar. Acompanhe o belo texto do autor: :: LEIA MAIS »
“Esteja com Deus, vô”, diria João Pedro ao seu querido avô que partiu no dia 27/03
João Pedro Macêdo Soares é um querido amigo de apenas 16 anos que cada vez mais me encanta pela sua inteligência e sensibilidade, ainda bem que os seus pais, Elma e Ramon, me deram a oportunidade de conhecê-lo, em razão disso já tive o prazer e a honra de entrevistá-lo por três vezes.
Leiam com bastante vagar, e vejam que o texto é “um pouco de cada um de nós”, conforme fala sua amada mãe:
Sobre o 31 de março de 64, veja o que escreve Gerson Guimarães
A madrugada de 31 de março de 1964 é, sem dúvida, um dos fatos mais marcantes da vida brasileira no século XX. Apoiada pelos Estados Unidos que, após a inesperada Revolução Cubana, passou a temer qualquer possibilidade de expansão do socialismo na América Latina, parte das forças armadas uniu-se a setores civis conservadores e realizou um golpe que derrubou da presidência João Goulart. Jango, como era conhecido o presidente deposto, estava iniciando um processo de reformas estruturais, como a educacional, a política, a fiscal e a agrária, coisa que à época poderiam insinuar uma aproximação aos regimes de esquerda. De fato, sentindo-se cada vez mais pressionado pela direita, Jango passa a realizar comícios com uma linguagem cada vez mais popular e agressiva, atraindo sindicatos, agremiações estudantis, artistas e setores que defendiam uma maior independência relação à influência norte-americana. Com sua deposição, o Brasil vivenciou um regime de exceção, principalmente com a decretação do AI-5 em dezembro de 1968 (sendo aplicado de fato a partir de 1969). Caracterizado pela censura, perseguição política, tortura e prisões arbitrárias, o AI- 5 endureceu o regime. A esquerda reagiu com assaltos a bancos e sequestros, tendo como um dos sequestros mas icônicos, o do embaixador norte-americano Charlhes Elbrick, objetivando trocá-lo por presos políticos. :: LEIA MAIS »
É, Wesley, nada a declarar, só lamentar
Por Valdir Barbosa
Na década de noventa tive o privilégio de ministrar a aula inaugural, do primeiro curso de Gerenciamento de Crise oferecido pela Academia da Polícia Militar do Estado da Bahia, nossa briosa e centenária instituição. O balizamento da matéria definido naquele fórum e oriundo do conceito formulado pelo F. B. I., assim dita:
“Fenômeno sócio-político-administrativo que possui natureza crucial e necessita de uma intervenção especial dos órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social, coordenados pela Polícia, objetivando abordá-lo, entendê-lo e solucioná-lo de forma a preservar vidas humanas. Uma crise é um problema de grande gravidade e urgência que os órgãos que compõem o Sistema de Defesa Social devem identificar, entender e juntos buscarem soluções aceitáveis objetivando sempre preservar vidas humanas e aplicar a Lei”. :: LEIA MAIS »
“Cabeça de camarão” e sua saga (Qualquer Semelhança é Mera Coincidência)
Por Valdir Barbosa
Grande metrópole, Dry Mangrove – (Mangue Seco) – foi surpreendida por ação ousada de marginais que invadiram o prédio do Bigland Bank, ali sediado, conseguindo subtrair dos seus cofres, após manter por várias horas funcionários da tesouraria daquela instituição, sob grave ameaça, mais de cem milhões de escudos.
Durante muitos meses, o Delegado Manoel Marques de Melo Rego, com ajuda inestimável do alcaguete Jacu Paraquedista, também conhecido como “Cabeça de Camarão”, assaz conhecido nas bandas de Bitter Oil -(Indiaroba) -, capital da promissora região produtora de pescados e crustáceos. :: LEIA MAIS »
Tradução de mundo livre
Por Marco Jardim
Saí da pupa da Pedra do Sal e desci para cortar as pontas do cabelo, mostrar o rosto inteiro, as mechas douradas jogadas pra trás. Extradição.
Um jovem casal olha na direção da esquina, atravessando a estrada do instante. Encenação.
Abandono roupas usadas e visto outros valores na madrugada da praça, tal qual rei nu. Destituição.
Passa uma garota de saia curta e a gente até esquece os mesmos lugares crus. Localização.
Que a vida se demore um pouco mais nesta vulva, que deixe o tempo passar num gozo profundo, que aguarde o fechar dos olhos do sol no descanso atrás do mar. Revelação.
O tempo é de travessia na Lapinha, na vila, na nação, no infinito que liga o porto até depois do oceano. Imensidão. :: LEIA MAIS »
João Pedro, 16 anos, vascaíno, escreve sobre… bem, leia!
João Pedro Macedo Soares é um jovem de apenas 16 anos, é vascaíno convicto, tem orgulho de sê-lo, e assim como nós todos vem sofrendo com as últimas performances do Gigante da Colina.
João Pedro externou toda a sua genialidade, todo o seu sentimento, não economizou palavras para mostrar que o nosso time só não é capaz de congelar a sua capacidade de escrita. Vale a pena, leia até o final o que João Pedro escreveu: :: LEIA MAIS »






















