Empresas não “morrem”, fecham. Vidas se perdem
Por Gutemberg Macedo
Li nesse conceituado Blog, artigo de Cassiana Debiasi cujo título era: A “morte” das empresas por causa da pandemia.
Essa manchete é uma lástima! Um desserviço. Empresas são fechadas, não morrem. Quem morre são pessoas e estas não podem reabrir, não podem reinventar-se, não podem adaptar-se após o fim.
Esse é o tipo de artigo que coloca em cheque vida X economia, uma dicotomia caolha, porque o que serve a economia se não houver vida?
Se o Governo Federal tivesse sido eficaz no socorro às médias e pequenas empresas, como foi com os bancos (1,2 trilhão de reais), com certeza, nenhuma micro ou média-empresa estaria sendo fechada.
Mas, não. O BNDES, na gestão Bolsonaro, transferiu bilhões para os bancos emprestarem e lucrarem 8% ao ano com a administração do dinheiro público. Onde já se viu isto? No Brasil, é claro!
Bolsonaro e o atual Ministro da Fazenda, Paulo Guedes (O Ypiranga), têm compromissos com as grandes empresas, com o sistema bancário, está claro.
O primeiro é um “gestor” completamente despreparado, mal consegue interpretar um texto; mas, o segundo é preparado, só que seus interesses são alinhados ao dos bancos privados.
Em qualquer outro país mais sério, com melhor nível educacional, ambos estariam respondendo processo por malversação de recursos públicos.
Sobre o artigo de Dibiasi, é um desserviço ao atual momento do país. cheio de sofismas, direcionado a uma parte da população: aqueles que defendem a supremacia da economia sobre vidas humanas.
É o “E daí?” bem escrito.
Nem sei de quem se trata a Autora, mas posdo imaginar a quais interesses ela serve.
Se com um meio-isolamento, sem ter feito lock-down, como fizeram Alemanha, Austrália, Noruega, Dinamarca e outras nações, nós temos uma projeção de 120.000 mortes até agosto, imagina se não tivéssemos nos isolado parcialmente.
A situação do Brasil é o retrato de uma politização indevida da pandemia, politização esta liderada pelo atual Presidente da República, contra tudo e todos: OMS, Ministério da Saúde, órgãos representativos da medicina, governadores, prefeitos etc. Contra a ciência.
Ninguém parou porque quis; paramos porque se não parássemos, hoje poderíamos ter o dobro ou o triplo de mortes.
A pergunta é: quanto nos custa essas 80.000 mortes em 4 meses? Quanto vai custar as 120.000 mortes até agosto? Quanto custariam 200.00, 300.000 ou 500.000 mortes se não tivéssemos parado ainda que parcialmente, se o povo brasileiro tivesse seguido as orientações desse irresponsável que está no poder? Se, como ele, não adotássemos o uso de máscaras? Se tivéssemos aceitado o estímulo às aglomerações?
Essa é a equação a ser respondida: quanto custaria ao país as dezenas ou centenas de milhares de mortes evitadas com o isolamento?
Economia nós podemos recuperar. Vidas não têm preço.















Bom ter alguém tão competente não Massa?
Parabéns Dr. Gutemberg, infelizmente, estamos presenciando genocídio do nosso povo sem que as autoridades caiam na realidade que o que importa mesmo é a vida. Empresas abrem e fecham todos os dias mas ninguém tem “sete vidas”. É triste ouvir uma propaganda da Rádio Clube que diz que a emissora apoia a abertura do comércio porque sem economia não há vida. Qualquer pessoa sabe que a premissa correta é que sem vida não há economia. O próprio Cristo falou que uma só alma Vale mais do que o mundo inteiro.
Penso haver um propósito nefasto nesses atos:a ausência de recursos para a manutenção das atividades faz com que o comércio e as atividades de serviços em geral forcem as gestões municipais, já bastante abatidas pela falta de arrecadação, a relaxarem o isolamento, contribuindo para esta estratégia facista de equilíbrio econômico às custas da eliminação das camadas mais necessitadas da presença do Estado.
Parabéns por esse artigo que expressa muito bem o sentimento da maioria do nosso povo. Temos em curso um genocídio das camadas mais pobres da nossa população.