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“Após os turbilhões, as vagas, a intempestividade das ondas, a revolta das águas, o açoite das mesmas ao meu solitário farol, que em outrora desfrutava do voar de albatrozes, gaivotas e pelicanos do mar, vi do alto, sargaços e traços de quem sabe, pedaços de embarcações que sucumbiram às tempestades atrozes…

Pude perceber também, que o mesmo cenário, contrapondo ao primeiro, fez-se infinitamente belo, compassivo, sereno, calmo e tranquilo, ao ver o azul do céu, desde manhãzinha. O decorrer do dia com o sol forte e quente, o entardecer com brisa calma e a noite marejando a luz da lua que reflete nas águas o prateio único no marolar das mesmas. Reflito: assim é a vida em toda a sua trajetória. Nunca na existência humana, houve o segundo momento descrito apenas; mas sim os dois em uma profunda alternância e, o que faz a diferença é a resiliência, a capacidade, a fibra  que compõe cada um. O “couro” duro! A esperança de um amanhã melhor. Enfim, o acreditar na vida, no amor e, principalmente na espiritualidade, que faz a alma manter-se firme e apesar das adversidades, ter a certeza que o céu, as ondas e o vento, sempre virarão azuis, marolas mansas e brisas suaves!

Clóvis Bittencourt

24/06/2021

Às 23:34.”