:: ‘Política’
ACM Neto prestigia o prefeito Valderico Júnior durante homenagens a São Jorge, padroeiro de Ilhéus.

Quem acompanha a política baiana percebe claramente que os últimos meses foram marcados por uma intensa movimentação em todo o estado. Lideranças do governo, como o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, percorreram importantes municípios baianos, levando ações, anunciando obras e fortalecendo a presença institucional do grupo governista.
Cidades estratégicas como Juazeiro, Barreiras, Itabuna, Vitória da Conquista e Jequié receberam essas agendas, o que naturalmente alimentou especulações políticas, sobretudo em relação ao posicionamento de prefeitos e lideranças locais.
No caso de Ilhéus, por exemplo, chegou-se a cogitar uma possível aproximação do prefeito Valderico Júnior com o governo estadual. No entanto, em nenhum momento houve declaração pública que indicasse mudança de alinhamento político. Ao contrário, com o passar do tempo, o cenário foi se ajustando e as posições foram ficando mais claras.
Enquanto isso, outros municípios também mantiveram suas características próprias de relacionamento institucional. Vitória da Conquista, por exemplo, segue com uma relação republicana com o governo do estado, como demonstrado em eventos institucionais, a exemplo da entrega da Avenida Presidente Vargas e de equipamentos públicos, com a presença da prefeita Sheila Lemos ao lado do governador. :: LEIA MAIS »
Waldenor Pereira e Zé Raimundo: amigos de longa data e fundadores do PT conquistense seguem juntos na busca pela renovação dos mandatos.

Se existe algo que pode ser considerado uma constante na política de Vitória da Conquista ao longo das últimas décadas, é a parceria entre Waldenor Pereira e Zé Raimundo. Trata-se de uma dobradinha consolidada dentro do Partido dos Trabalhadores, construída com base em uma trajetória comum, que remonta aos tempos mais difíceis da militância, quando o partido ainda buscava espaço e reconhecimento.
São companheiros de caminhada desde o início, desde o chamado tempo das vacas magras, quando a política era feita com idealismo, com mobilização popular e com a participação de um grupo que acreditava em um projeto coletivo. Ao lado deles, nomes como Geraldo Reis, Wilton Cunha, além de tantos outros militantes que ajudaram a estruturar o partido no município, contribuíram para a formação de uma base política sólida.
A construção desse projeto passou por momentos importantes, inclusive pela necessidade de ampliar alianças e dialogar com outras forças políticas. Foi nesse contexto que surgiu a articulação que levou Guilherme Menezes à prefeitura, em uma composição que envolveu partidos como o PV, o PSB e o PCdoB, marcando um novo ciclo político na cidade. :: LEIA MAIS »
Wagner Alves e Léo Prates: dobradinha ganha corpo e se consolida no cenário político conquistense.

Essa é uma composição que já começa a se firmar no imaginário político de Vitória da Conquista. De um lado, Wagner Alves, pré-candidato do União Brasil, que mesmo sendo estreante em disputas eleitorais, já atua com desenvoltura e postura de quem conhece o caminho. Do outro, Léo Prates, um nome já consolidado, com experiência e trajetória política reconhecida.
Wagner tem surpreendido muita gente. Aqueles que o conheciam apenas no meio jurídico, como um profissional mais reservado, passaram a enxergar um novo perfil, mais atuante, mais presente, mais comunicativo. Sem abrir mão da sua característica pessoal, ele tem ocupado espaços importantes, discutido temas relevantes e mostrado disposição para representar a cidade.
A sua pré-candidatura surge dentro de um contexto que vem sendo defendido há bastante tempo em Conquista: a necessidade de fortalecer nomes locais, candidatos que tenham vínculo com a cidade, que estejam presentes no dia a dia e que conheçam de perto as demandas da população. Esse é um discurso que ganha força a cada eleição e que encontra eco em diversos setores da sociedade. :: LEIA MAIS »
Mais dois pré-candidatos a deputado federal: Marcus Vinícius e Augusto Cândido entram na disputa.

Meus amigos, minhas amigas, registramos aqui mais dois nomes que se colocam à disposição do eleitor conquistense para disputar uma vaga na Câmara Federal. Trata-se do ex-vereador e delegado Marcus Vinícius e do médico Augusto Cândido. Faço questão de esclarecer que ambos me comunicaram diretamente suas pré-candidaturas, o que, por deferência e respeito, nos leva a dar publicidade ao fato.
O nosso compromisso sempre foi esse: tratar com isenção todos aqueles que se apresentam ao processo eleitoral. Ao longo do tempo, este espaço tem sido aberto a candidatos a prefeito, vice-prefeito, vereadores e agora também aos que disputam cargos estaduais e federais. Não se trata de privilegiar nomes, mas de reconhecer e divulgar aqueles que, de forma direta, fazem questão de comunicar suas intenções políticas.
No caso do delegado Marcus Vinícius, filiado ao União Brasil, ele também adiantou que em breve definirá a sua dobradinha para deputado estadual, estratégia comum no processo eleitoral, buscando fortalecer sua candidatura com apoio mútuo dentro do grupo político. :: LEIA MAIS »
Lara Fernandes é pré-candidata a deputada estadual em dobradinha com Márcio Marinho.

A vereadora doutora Lara Fernandes, esposa do vice-prefeito Dr. Alan, surge como pré-candidata a deputada estadual pelo Republicanos. Sua pré-candidatura vem acompanhada de uma articulação importante: a dobradinha com o deputado federal Márcio Marinho, que também preside a sigla na Bahia e tem forte influência política no estado.
Trata-se de mais um nome colocado à disposição do eleitor conquistense, dentro de um cenário que já começa a ganhar forma para as eleições de 2026. E é exatamente nesse momento que precisamos fazer uma reflexão clara e objetiva sobre o papel do voto e o destino que damos a ele.
Vitória da Conquista não pode continuar abrindo mão da sua força política. Não podemos permitir que votos expressivos da nossa população sejam destinados a candidatos que não têm vínculo com a cidade, que aparecem em períodos eleitorais, firmam compromissos e, depois, desaparecem sem deixar resultados concretos para a população. :: LEIA MAIS »
Wagner Alves: “foram mais de 70 mil votos dados a candidatos que não são de Conquista e só vieram aqui nas eleições passadas e depois sumiram”.

Há verdades que precisam ser ditas, e uma delas foi colocada de forma direta por Wagner Alves, advogado, pré-candidato a deputado estadual, filho de Vitória da Conquista, alguém que conhece a realidade da nossa terra e vive o dia a dia da nossa população.
Em uma conversa durante uma caminhada, ele trouxe um dado que chama atenção e que precisa, de fato, ser refletido por todos nós. Segundo levantamento mencionado por ele, mais de 70 mil votos de conquistenses foram destinados a candidatos que não têm ligação com a cidade, que aparecem no período eleitoral e, após as urnas, simplesmente desaparecem.
Esse é um ponto central do debate político local. Não se trata de ideologia, não se trata de esquerda ou direita, mas de representação. A cidade precisa entender o peso do seu voto e o impacto que essa escolha tem no futuro do município e de toda a região sudoeste.
Hoje, quando se fala em deputados estaduais com presença efetiva na cidade, alguns nomes são lembrados, como Fabrício Falcão e Zé Raimundo. Mas, diante do volume de votos que sai daqui, a pergunta é inevitável: onde estão os demais representantes que receberam votos da população conquistense? :: LEIA MAIS »
Luiz Inácio Lula da Silva define sua chapa em São Paulo: ao seu lado, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. Avaliação interna aponta um time competitivo para enfrentar Tarcísio de Freitas.

O presidente Lula, candidato à reeleição, começa a mostrar, de forma clara, a sua estratégia política para um dos principais palcos eleitorais do país: o estado de São Paulo. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se estivesse utilizando a prorrogação para definir o jogo logo nos primeiros minutos, escalando um time que, segundo o seu núcleo mais próximo e a militância, reúne condições de enfrentar com força o atual governador Tarcísio de Freitas.
O movimento não é simples. Ele envolve, inclusive, mudanças importantes dentro do próprio governo, com ajustes no ministério e a consolidação de nomes que extrapolam o Partido dos Trabalhadores. Marina Silva e Simone Tebet, por exemplo, não são quadros históricos do PT, mas passaram a integrar o núcleo político mais próximo do presidente, reforçando uma estratégia de ampliação de alianças.
Esse desenho revela uma tentativa clara de construir uma frente mais ampla, capaz de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado. Marina Silva, que já foi candidata à Presidência da República em outras ocasiões, retorna agora como uma aliada importante dentro desse projeto. Simone Tebet, que também trilhou um caminho político inicialmente distante do campo petista, hoje ocupa espaço relevante e participa ativamente desse processo. :: LEIA MAIS »
Aécio Neves sinaliza para Ciro Gomes; centro-direita já observa possível composição com Romeu Zema. População tenta escapar da polarização.

A política é uma arte. É um jogo complexo, dinâmico, que se movimenta como um verdadeiro tabuleiro de xadrez. As peças são mexidas constantemente, e nada permanece estático por muito tempo. Como dizia o mineiro Magalhães Pinto, política é como nuvem: muda de lugar a qualquer instante. E é exatamente isso que estamos assistindo no cenário nacional.
Embora exista uma parcela que insiste na polarização, esse embate interessa diretamente aos dois extremos. De um lado, os que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição; do outro, aqueles que orbitam o campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Cada grupo mantém uma base consolidada, que gira em torno de aproximadamente 30% do eleitorado, o que deixa uma fatia significativa da população ainda em aberto, observando, analisando e esperando novas alternativas.
É justamente nesse espaço que surgem movimentos como esse que começa a ser desenhado. A sinalização de Aécio Neves em direção a Ciro Gomes não é um gesto isolado. Já existem leituras dentro da centro-direita que enxergam, com interesse, uma possível composição envolvendo Ciro e Romeu Zema, governador de Minas Gerais, um estado estratégico do ponto de vista eleitoral. :: LEIA MAIS »
Eleições 2026: não existe disputa ideológica, a busca é pelo poder, ou pela manutenção nele. É ocupação de espaço, tudo junto e misturado.

Meus amigos, minhas amigas, essa manchete não significa, de forma alguma, uma negação da existência de correntes ideológicas. Eu não seria irresponsável a esse ponto. Sabemos perfeitamente que existem os ideólogos, os marxistas, os conservadores em sua essência. Jamais faria uma afirmação leviana ao ponto de dizer que essas correntes deixaram de existir. Elas existem, estão presentes, têm militância, têm história.
O que ocorre, na verdade, é uma adaptação ao longo do tempo. A própria esquerda, por exemplo, compreendeu que seria inviável, em um país de dimensões continentais como o Brasil, promover transformações profundas a partir de uma lógica de enfrentamento radical, como já se pensou no passado. Alguns partidos mantiveram, por muito tempo, posições mais rígidas. O Partido dos Trabalhadores, por exemplo, já foi visto por outros setores da esquerda como mais fechado, mais ideológico, até mesmo sectário. Com o passar do tempo, no entanto, passou a abrigar também lideranças mais moderadas, ampliando seu espectro político.
Do outro lado, setores da direita também passaram por um processo de compreensão de que o mundo não se sustenta em extremos. A prática política, no fim das contas, tem exigido equilíbrio, diálogo e, sobretudo, capacidade de composição. E é nesse movimento que muitos passaram a ocupar um espaço mais ao centro, buscando soluções mais pragmáticas para os problemas da sociedade.
Com isso, o cenário foi se transformando. Aquela divisão rígida, bem definida, foi se diluindo, e hoje vemos um ambiente onde, muitas vezes, posições se aproximam, alianças se constroem de forma inesperada e interesses convergem. É o que muitos definem como um cenário “misturado”, onde a busca por espaço político e governabilidade acaba se sobrepondo às diferenças ideológicas mais puras. :: LEIA MAIS »
Cargo de confiança não é sinônimo de obediência, mas de compromisso e lealdade. O presidente Lula e um prefeito da região disseram aos seus staffs: “quem não defender o governo, peça demissão”.

O líder não é aquele que age com autoritarismo. Não é aquele que, aos berros e aos gritos, tenta impor sua vontade aos colaboradores, parceiros ou liderados. Em hipótese alguma.
Mas é preciso compreender algo fundamental: em qualquer governo, seja municipal, estadual ou federal, aqueles que são convidados a compor a gestão assumem, naturalmente, um compromisso.
Não é apenas um cargo. É uma deferência. Um gesto de confiança. Um reconhecimento de que há identidade de pensamento, convergência de ideias e disposição para trabalhar por um projeto coletivo.
Quem ocupa um cargo de confiança está ali para colaborar, participar e, sobretudo, responder nos momentos mais difíceis. Na hora em que se exige união, é esperado que todos deem as mãos.
Isso não é exigir o impossível. É o mínimo.
Não se trata de imposição absurda, mas de coerência. Quem integra um governo precisa estar disposto a defendê-lo, a sustentá-lo, inclusive nos momentos de maior pressão. :: LEIA MAIS »















