:: ‘Política’
Jaques Wagner e Rui Costa rompidos? Não creio! Pode até haver um estremecimento, mas o projeto coletivo supera as divergências pessoais

A política é dinâmica. Talvez seja exatamente essa a sua principal característica. Relações se fortalecem, estremecem, se reorganizam e, muitas vezes, passam por momentos de tensão sem que isso signifique, necessariamente, uma ruptura definitiva.
O Brasil já assistiu inúmeras vezes companheiros históricos de caminhada política seguirem caminhos diferentes ao longo do tempo. Militantes que começaram juntos, construíram partidos, movimentos sociais e projetos coletivos acabam, em determinados momentos, enfrentando divergências naturais do exercício do poder e da convivência política.
Isso acontece porque a política também é feita por seres humanos, com visões, personalidades e ambições distintas. Nem sempre o relacionamento permanece exatamente como no início da trajetória. O desgaste da convivência diária, as disputas internas e os diferentes entendimentos sobre estratégias acabam produzindo ruídos e tensões.
No caso específico de Jaques Wagner e Rui Costa, dois dos principais nomes do grupo político que governa a Bahia há quase duas décadas, muito se especula sobre possíveis divergências internas. Os bastidores políticos naturalmente alimentam interpretações, comentários e leituras sobre movimentos, declarações e posicionamentos. :: LEIA MAIS »
Ivan Cordeiro também aposta no fortalecimento de candidaturas em favor de Vitória da Conquista

Eu confesso que sempre procuro entender um pouco da psicologia, fazer leituras de momentos, de movimentos e de posturas quando se trata das relações humanas. Já faz algum tempo que entrei em um restaurante, um dos grandes de Vitória da Conquista, que comporta muitas mesas, e vi, ao fundo, de longe, duas pessoas conversando, gesticulando, trocando ideias. Ali estavam duas pessoas com identidade, dois comerciantes e também duas figuras que já estavam integradas ao mundo político.
Isso ainda antes da eleição do saudoso Herzem Gusmão para o seu primeiro mandato. Observei aquela cena, como observei outras em diferentes ambientes, e a gente fica ali fazendo conjecturas, tentando entender o que pode surgir daquelas relações. Eram Sheila Lemos e Ivan Cordeiro.
Hoje ela é prefeita de Conquista, e ele é presidente da nossa Casa Legislativa.
E é interessante como as coisas acontecem de forma continuada. Ao longo do tempo, sempre os via juntos, conversando, participando de reuniões, e ali se desenhava, de forma natural, uma construção política. Com o passar dos anos, tornaram-se parte de um mesmo projeto, e, apesar da dinâmica própria da política, continuam inseridos nesse mesmo universo.
Claro que a política muda, muda como nuvem, como gosto sempre de dizer, e isso não é de hoje. Pensando nas eleições de 2026, ainda é cedo para afirmar o que ocorrerá. Pode ser que, após o pleito, haja uma reorganização de grupos políticos na cidade, envolvendo nomes como Guilherme Menezes, Waldenor Pereira, José Raimundo Fontes, além de outros e de partidos como PSB e PV. A política tem essa característica. O que ficou no passado muitas vezes retorna como memória e pode influenciar novos arranjos. :: LEIA MAIS »
Chega uma hora em que o silêncio das ruas já não suporta mais, e o brado do povo virá como um trovão ensurdecedor

O Brasil carrega, desde sua formação histórica, marcas profundas de desigualdade, promessas não cumpridas e ciclos que parecem se repetir. Ao longo dos anos, a população segue depositando esperança a cada novo processo eleitoral, acreditando que o futuro pode, enfim, ser diferente.
Mas o que se vê, muitas vezes, é a frustração se renovando. Do cidadão mais simples ao empresário, do homem do campo ao acadêmico, do trabalhador urbano ao profissional liberal — todos, em maior ou menor grau, sentem o peso de um sistema que ainda não consegue responder plenamente às necessidades básicas da população.
Ainda assim, desistir não é o caminho. A esperança continua sendo o elemento que sustenta o amanhã. É ela que move as pessoas, que alimenta os sonhos e que mantém viva a possibilidade de transformação. O futuro só existe porque há quem acredite nele no presente.
É difícil compreender como, em plena era da tecnologia e da informação, ainda existam tantas carências estruturais. Falta de acesso a serviços essenciais, desigualdade social persistente e limitações que atingem diretamente a qualidade de vida da população seguem presentes no cotidiano de milhões de brasileiros. :: LEIA MAIS »
José Genoino: “Luiz Inácio Lula da Silva tem que chamar Jaques Wagner às falas. Aquilo é um compadrio, tapinhas nas costas de Davi Alcolumbre. É uma traição ao PT”

O ex-deputado José Genoino, uma das figuras históricas e mais identificadas com os princípios do Partido dos Trabalhadores, voltou a se manifestar de forma contundente sobre o atual cenário político nacional. Demonstrando insatisfação com os desdobramentos recentes no Congresso Nacional, ele classificou como grave o que considera uma quebra de compromisso com o governo do presidente Lula.
Segundo Genoino, houve uma ruptura no acordo de governabilidade, o que, na sua avaliação, configura uma traição política. A crítica não se limita ao comportamento do Congresso como um todo, mas atinge diretamente o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
Para o ex-deputado, a postura do senador baiano em interlocuções com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi inadequada. Ele menciona episódios que teriam demonstrado excesso de proximidade e falta de firmeza na defesa dos interesses do governo, o que considera inaceitável dentro do atual contexto político.
A reação de Genoino vai além da crítica interna. Ele defende que o presidente Lula adote uma postura mais direta com a população, reduzindo a dependência das negociações com o Congresso e buscando diálogo aberto com o povo brasileiro, apoiado em sua trajetória política, popularidade e capacidade de mobilização. :: LEIA MAIS »
Lara Fernandes ao lado de Flávio Bolsonaro em Brasília! A vereadora definiu o seu candidato à Presidência do Brasil

Brasília viveu dias intensos recentemente, com movimentações políticas que resultaram em derrotas importantes para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em meio a esse cenário, o chamado centrão demonstrou força ao impor dificuldades à base governista, evidenciando um ambiente de instabilidade e rearranjos, especialmente com o olhar voltado para as eleições de 2026.
Dentro desse contexto nacional, observa-se um movimento de tensão e reposicionamento entre partidos e lideranças. A proximidade do calendário eleitoral faz com que alianças sejam revistas e que cada grupo busque consolidar sua estratégia política, muitas vezes deixando de lado compromissos anteriores em nome da sobrevivência eleitoral.
Trazendo esse cenário para Vitória da Conquista, o ambiente político também se mostra aquecido. A cidade vive um momento de pré-campanha, com diversos nomes se colocando como pré-candidatos a deputado estadual, todos em busca do apoio do eleitorado local para fortalecer a representatividade regional.
Nesse universo, a vereadora Lara Fernandes, filiada ao Republicanos, esteve recentemente em Brasília, acompanhando de perto as movimentações políticas e participando de agendas institucionais. Durante a visita, apareceu ao lado da senadora Damares Alves e do senador Flávio Bolsonaro. :: LEIA MAIS »
A busca pelo voto evangélico segue forte: Zé Raimundo buscou Gilzete; Guilherme Menezes atraiu Joás Meira; agora Wagner Alves conta com o apoio do pastor Orlando

Vitória da Conquista sempre se destacou pela forte presença do segmento evangélico, que atua não apenas nos templos, mas também em diversas frentes sociais, como hospitais, presídios e espaços públicos da cidade. Trata-se de uma atuação histórica, consolidada ao longo dos anos, que naturalmente também se reflete no cenário político local.
Essa relação entre política e o eleitorado evangélico não é recente. Ao longo das décadas, lideranças políticas buscaram esse diálogo como forma de ampliar sua base de apoio. Nomes tradicionais da cidade ajudam a ilustrar essa trajetória, como o casal de saudosa memória Jesiel Norberto da Silva e Alita Figueira, referências importantes tanto na educação quanto na representatividade evangélica.
Outros momentos também marcaram essa aproximação. O ex-vice-prefeito Gilzete Moreira, evangélico atuante, integrou uma composição política relevante ao lado de José Raimundo Fontes. Posteriormente, o ex-prefeito Guilherme Menezes também buscou fortalecer sua base ao atrair o pastor Joás Meira para seu grupo político. :: LEIA MAIS »
Prefeita Sheila Lemos recebe jovem Dudu Hage, que começa a despertar interesse pela política

A política é, de fato, uma arte e também uma ciência. E não é de se estranhar quando ela atravessa gerações dentro de uma mesma família. Quando avós, pais, tios e outros membros participam ativamente da vida pública, é natural que os mais jovens absorvam esse ambiente e passem a desenvolver interesse pelo universo político.
É exatamente esse o caso do jovem Dudu Hage, de apenas 18 anos, que já começa a demonstrar afinidade com a política. Filho do prefeito de Itapetinga, Eduardo Hage, ele vem sendo citado como alguém que, mesmo ainda muito jovem, acompanhou de perto o processo eleitoral e, segundo informações, teve participação ativa no contexto político que envolveu a eleição do seu pai.
Recentemente, Dudu esteve em Vitória da Conquista, onde participou de um encontro institucional com a prefeita Sheila Lemos. O momento foi marcado por diálogo e troca de ideias, evidenciando um aspecto importante da política contemporânea: a capacidade de convivência respeitosa entre lideranças, mesmo quando pertencem a campos políticos distintos. :: LEIA MAIS »
Neto e Jerônimo estão empatados? Bahia terá uma das eleições mais disputadas da sua história recente

Meus amigos, minhas amigas, nós estamos acompanhando a política aqui no estado da Bahia e não há dúvida: teremos uma eleição extremamente disputada. Confesso que, particularmente, não imaginava que tão cedo o cenário já se apresentaria dessa forma. Ainda estamos avançando no calendário, nos aproximando do mês de junho, e a disputa já ganha contornos de equilíbrio.
Quando ouvimos, lemos e acompanhamos análises que apontam um empate técnico entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, precisamos compreender o contexto. De um lado, Jerônimo ocupa o governo, tem a máquina administrativa, percorre os municípios, anuncia obras, articula com prefeitos e lideranças políticas, inclusive atraindo nomes que antes estavam alinhados ao seu adversário.
Do outro lado, ACM Neto demonstra força política ao reagir rapidamente e mostrar ao eleitor baiano que a eleição está longe de estar definida. Ele também percorre o estado, dialoga com lideranças e mantém uma base consolidada, construída ao longo dos anos, o que equilibra o jogo. :: LEIA MAIS »
Quem dita as regras é o Centrão, e Lula sabe disso. Cabe a ele escolher: se fica com a esquerda histórica ou negocia para governar o país.

O sistema político brasileiro é o presidencialismo, e dentro dele existe uma engrenagem que não pode ser ignorada. Governar o país exige mais do que vontade política ou identidade ideológica. Exige articulação, diálogo e, sobretudo, construção de maioria. E é nesse contexto que se insere o chamado Centrão, um grupo que, na prática, tem peso decisivo nas votações e na condução das pautas no Congresso Nacional.
Quando se fala em Luiz Inácio Lula da Silva, é preciso compreender toda a sua trajetória. Um líder que nasceu politicamente no movimento sindical, no ABC paulista, vindo do agreste pernambucano, enfrentando dificuldades e se projetando como uma voz de resistência em um período delicado da história brasileira. A construção do Partido dos Trabalhadores, na década de 1980, representou justamente essa tentativa de reorganizar forças populares e dar um novo rumo à política nacional.
Mas o tempo passa, o cenário muda e a política exige adaptação. Quando Lula chega ao poder, ele compreende que, para governar, precisa ampliar sua base. Não bastava apenas a esquerda histórica. Foi necessário dialogar com outros setores da sociedade, inclusive com segmentos da centro-direita. A escolha do empresário José Alencar como vice-presidente simbolizou esse movimento de abertura e construção de confiança junto a diferentes grupos. :: LEIA MAIS »
Diogo Azevedo, Nelson de Vivi, Luciano Gomes, Ivan Cordeiro e Bibia falaram ontem ao Agito Geral como votaram no PL que propõe a criação de cargos comissionados pelo Executivo.

O projeto de lei encaminhado pelo Executivo Municipal à Câmara de Vereadores, propondo a criação de cargos comissionados, movimentou intensamente o cenário político local na sessão realizada ontem. Como era de se esperar, a matéria gerou polêmica, principalmente por estarmos em um período pré-eleitoral, cujos desdobramentos já apontam para as disputas que se estenderão até 2028.
A proposta foi apreciada pelos vereadores, que analisaram e votaram conforme suas convicções, enquanto a população acompanha atentamente cada movimento do Legislativo. A iniciativa da prefeita Sheila Lemos provocou debates e diferentes interpretações, refletindo o momento político vivido pela cidade.
Durante a cobertura no programa Agito Geral, buscamos ouvir os parlamentares sobre suas posições. O vereador Diogo Azevedo, do União Brasil, afirmou ter votado contra o projeto, posicionamento semelhante ao de Nelson de Vivi, que também rejeitou a proposta e assumiu publicamente seu voto. :: LEIA MAIS »















