:: 5/out/2026 . 12:34
Dra. Lara, com quase 12 mil votos, marca posição ao assumir sua candidatura bolsonarista

Os bastidores da política guardam situações inimagináveis. Do lado de fora, os eleitores defendem suas posições e procuram entender o que seria melhor para que seu candidato, seu grupo, seu partido ou seu pensamento conservador ou progressista prevaleça e chegue ao poder.
Mas, assim como no futebol, nem sempre quem acompanha de fora compreende determinadas escolhas. O que passa pela cabeça do técnico que deixa de escalar aquele jogador que, a princípio, seria o melhor para o time? Na política, também existem decisões que provocam questionamentos. E o alcance delas é ainda maior, porque está em jogo o destino de um país.
É aí que entram as estratégias. Às vezes, uma posição pode parecer até um certo “cinismo” aos olhos de quem está de fora, embora nem sempre seja. Eu, particularmente, não defendo o cinismo, mas reconheço que há movimentos políticos cuja intenção não fica clara de imediato.
No caso da vereadora Dra. Lara Fernandes, tenho certeza de que sua posição foi tomada por convicção. Ela fez questão de deixar claro ao eleitorado que é uma cidadã de direita, conservadora e, mais que isso, bolsonarista. Não nega essa condição e a apresentou abertamente durante a campanha. :: LEIA MAIS »
Jerônimo derrota Neto no primeiro turno e elege Rui e Wagner para o Senado

Quando Jerônimo Rodrigues foi lançado candidato por Rui Costa, em 2022, houve uma enxurrada de críticas. Diziam que ele não era conhecido e que, apesar de ocupar uma secretaria, era introspectivo e não tinha carisma para conquistar o eleitorado.
Bom, o nome foi mantido. Jerônimo disputou a eleição, venceu ACM Neto e chegou pela primeira vez ao comando do governo da Bahia, cuja sede é o Palácio de Ondina.
Ao longo do mandato, seguiu com seu jeito tranquilo, sereno e simples, embora houvesse muita má vontade em relação a ele. Mas, como diz o ditado, o tempo é o senhor da razão. Ontem, mais uma vez, venceu o ex-prefeito de Salvador, que considerava certa a própria vitória.
Tanto Neto quanto Jerônimo sabiam que precisavam vencer no primeiro turno para encerrar a disputa de imediato. Ambos reconheciam que a eleição estava acirrada. O resultado, porém, favoreceu Jerônimo, que conquistou seu segundo mandato consecutivo à frente do governo da Bahia. :: LEIA MAIS »
A direita vem com tudo para fortalecer um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O PL terá aproximadamente 30 senadores eleitos

Em uma eleição presidencial, não basta conquistar a Presidência da República. É preciso também construir uma base parlamentar que permita ao eleito governar e colocar suas propostas em prática.
O Senado é um espaço fundamental nesse processo. Ali, o presidente precisa de força política e de aliados, tanto do seu partido quanto de outras siglas que compartilhem os objetivos do governo.
Caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno, encontrará uma bancada expressiva do seu partido, o PL, com aproximadamente 30 senadores eleitos. Isso sem contar o apoio de outras legendas, como PP e PSDB, e dos demais partidos de direita. Essa composição poderá fortalecer a defesa do seu programa de governo.
Se Lula vencer, por sua vez, precisará de senadores comprometidos com seu projeto político, mas também terá de dialogar com uma bancada numerosa de oposição. A eleição presidencial ainda será decidida, enquanto a escolha dos senadores já foi feita nas urnas. :: LEIA MAIS »
ACM Neto era só sorrisos ao votar ao lado da família. Contava com a vitória, mas não foi desta vez

Estar ao lado da família no momento de votar é uma satisfação para quem disputa um cargo eletivo. Foi assim com ACM Neto ontem: acompanhado da esposa e da família, o candidato demonstrava alegria e confiança no resultado das urnas.
Além do próprio voto, esperava contar com o apoio de milhares de baianos que escolheriam seu nome para governar o estado. Ele sabia que a disputa não era fácil. As pesquisas apresentavam cenários distintos, ora favoráveis a ele, ora a Jerônimo Rodrigues. Ainda assim, Neto, seu grupo político e seus assessores acreditavam na vitória.
Nos últimos dias de campanha, o ex-prefeito de Salvador repetiu em seus discursos que percebia um forte sentimento de mudança no rosto dos baianos. Era essa a leitura que fazia das caminhadas, das carreatas e dos encontros com a população. Para ele, havia chegado o momento de assumir o governo da Bahia.
Foi com essa expectativa que se dirigiu à urna no domingo, dia 4 de outubro. :: LEIA MAIS »
Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno e prometem mais três semanas de intensa disputa pelos votos dos brasileiros.

Meus amigos, minhas amigas, realmente é uma coisa maravilhosa quando você participa da política, de uma campanha em que se escolhe o presidente da República para dirigir o destino administrativo do nosso país. Mais uma vez, direita e esquerda se enfrentam, evidentemente não mais como antigamente, quando a questão ideológica prevalecia. Hoje já não temos mais os ideólogos do passado; hoje é o pragmatismo político. Os próprios militantes descobriram que vão brigar em vão pelo partidário raiz, aquele que defende com unhas e dentes, ou que defendia, os projetos dos seus partidos, das suas siglas e também a sua ideologia. Mas hoje já não temos mais políticos militantes como antigamente.
Aliás, até para fazer justiça, tem uma turma da velha guarda que não abre mão dos seus valores, princípios e ideologias. Só que a política ficou tudo igual, ficou tudo normal. Hoje você está aqui; na semana seguinte, em um mês, talvez em um ano, no máximo, você mudou de partido, de sigla, de gabinete, de administração. Você passa a ser um novo integrante, e aqueles que se entregaram ao longo da vida como parceiros militantes são esquecidos, preteridos em cima da hora, e não há conversa. É como se fossem produtos descartáveis.
As pessoas esquecem, mas a política deixou de ser uma arte, uma ciência, e passou a ser, infelizmente, marcada por esse pragmatismo. Peço desculpas à velha militância da esquerda e da direita, que continua tremulando as suas bandeiras e defendendo o que tem de mais puro para transformar a vida de um povo: a política, o seu voto. Queira ou não, você precisa participar da política. Dito isso, meus amigos, nós vimos uma disputa acirrada de primeiro turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Lula, atual presidente, e Flávio Bolsonaro, dando continuidade ao clã bolsonarista. Jair Bolsonaro foi quem, na verdade, tirou a direita do armário, e ela passou definitivamente a fazer parte de um agrupamento familiar e de apoiadores que discute mesmo a política defendida por Olavo de Carvalho, em oposição àqueles que são, na verdade, marxistas, em menor quantidade, e aos outros que são muito chamados, ou eram chamados, de adesistas. E eis que, mais uma vez, nós teremos um segundo turno. :: LEIA MAIS »
Wagner Alves e Sheila Lemos saem como grandes vencedores da eleição: quase 34 mil votos em Conquista, dos mais de 53 mil obtidos pelo candidato

Assim que a prefeita Sheila Lemos foi reeleita, em 2024, para governar Vitória da Conquista por mais quatro anos, estive em seu gabinete, na sede da Prefeitura da Zona Oeste, instalada no Centro Cultural Glauber Rocha.
Fui fazer uma visita de cortesia, gesto que também tive com os prefeitos Guilherme Menezes, José Raimundo e Herzem Gusmão. Na ocasião, convidei Sheila para uma entrevista no nosso programa Agito Geral, para conversar com a população conquistense e regional sobre aquela vitória em primeiro turno diante de um adversário de peso.
Afinal, Waldenor Pereira foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por quatro. Não era qualquer adversário: contava com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues e do governo Lula, que exerce seu terceiro mandato à frente do país.
Durante a conversa, aproveitei o ensejo e, em tom de brincadeira, mas fazendo uma pergunta séria, dirigi-me à prefeita: “Prefeita, e agora, será candidata a deputada federal?”.
Ela respondeu prontamente: “Não, não, não serei. Irei cumprir o meu mandato até o final. Eu tenho outros planos, porque quero honrar e agradecer os votos que os conquistenses me deram. Eu tenho um projeto e considero que seja da mais alta importância para nossa cidade, para a região”.
Insisti: “Prefeita, mas a senhora sabe que, ao ficar fora do movimento político, ao sair da administração de uma cidade como a nossa, poderá ficar esquecida, porque política não é brincadeira”.
Ela deu uma risada e reafirmou: “Não, mas eu vou continuar com o meu mandato, cumprirei até o fim”. :: LEIA MAIS »
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