Wagner Alves: “foram mais de 70 mil votos dados a candidatos que não são de Conquista e só vieram aqui nas eleições passadas e depois sumiram”.

Há verdades que precisam ser ditas, e uma delas foi colocada de forma direta por Wagner Alves, advogado, pré-candidato a deputado estadual, filho de Vitória da Conquista, alguém que conhece a realidade da nossa terra e vive o dia a dia da nossa população.
Em uma conversa durante uma caminhada, ele trouxe um dado que chama atenção e que precisa, de fato, ser refletido por todos nós. Segundo levantamento mencionado por ele, mais de 70 mil votos de conquistenses foram destinados a candidatos que não têm ligação com a cidade, que aparecem no período eleitoral e, após as urnas, simplesmente desaparecem.
Esse é um ponto central do debate político local. Não se trata de ideologia, não se trata de esquerda ou direita, mas de representação. A cidade precisa entender o peso do seu voto e o impacto que essa escolha tem no futuro do município e de toda a região sudoeste.
Hoje, quando se fala em deputados estaduais com presença efetiva na cidade, alguns nomes são lembrados, como Fabrício Falcão e Zé Raimundo. Mas, diante do volume de votos que sai daqui, a pergunta é inevitável: onde estão os demais representantes que receberam votos da população conquistense?
A reflexão proposta vai além de nomes. Trata-se de fortalecer a ideia de que Vitória da Conquista precisa eleger representantes que tenham compromisso com a cidade, que estejam presentes, que participem da vida local e que possam ser cobrados pela população a qualquer momento.
Nesse sentido, ganha força também o discurso de que o município precisa construir uma bancada plural, com representantes de diferentes correntes políticas, mas todos com um ponto em comum: o vínculo real com a cidade. A defesa dos interesses locais exige união, independentemente de posicionamentos partidários.
No cenário federal, por exemplo, são citados nomes que mantêm presença ativa, como Alice Portugal, Lídice da Mata, Jorge Solla e Leo Prates, além de Waldenor Pereira e do próprio Zé Raimundo, que mantêm atuação próxima da cidade.
A pergunta que fica é simples, mas necessária: por que ainda entregamos tantos votos a candidatos que não retornam? Esse é o ponto que Wagner Alves levanta e que precisa ecoar entre os conquistenses.
O voto é uma ferramenta poderosa. E, quando bem direcionado, pode garantir que Vitória da Conquista tenha voz ativa, presença política e força para defender suas demandas no cenário estadual e nacional.
Fica a reflexão.















