Como diz o ditado popular, na política é preciso ter jogo de cintura. É preciso saber ouvir, compreender e, sobretudo, responder às perguntas que surgem a todo instante durante uma campanha eleitoral.

E foi justamente essa habilidade que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, precisou demonstrar ao ser questionado por jornalistas sobre um tema que inevitavelmente fará parte do debate eleitoral de 2026.

A dúvida apresentada pela imprensa é simples de entender: como administrar politicamente o apoio de grupos que, no cenário nacional, poderão estar em lados diferentes na disputa pela Presidência da República?

Ao responder aos questionamentos, ACM Neto destacou que conta com o apoio de partidos e lideranças que possuem projetos distintos para a sucessão presidencial.

Segundo ele, há aliados ligados ao campo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, outros identificados com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e também setores que apoiam o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Diante desse cenário, ACM Neto argumentou que sua posição é de respeito aos diferentes grupos que compõem sua base política.

A explicação busca demonstrar que sua candidatura ao Governo da Bahia reúne forças diversas, cada uma com suas próprias preferências no plano nacional, mas unidas em torno de um projeto estadual.

Trata-se de uma situação que não é incomum na política brasileira. Muitas vezes, alianças estaduais possuem características próprias e nem sempre reproduzem exatamente os mesmos alinhamentos observados nas disputas presidenciais.

Durante a entrevista, ACM Neto também lembrou que, em eleições anteriores, adotou uma postura cautelosa em relação ao debate nacional, justamente por compreender a diversidade de opiniões existente entre seus eleitores e apoiadores.

É uma estratégia política conhecida: evitar antecipar posicionamentos que possam gerar desgastes desnecessários dentro de uma base eleitoral ampla e heterogênea.

Naturalmente, o tema continuará sendo explorado pelos adversários e pela imprensa à medida que a campanha se aproximar. Afinal, os eleitores desejam saber como os candidatos se posicionam diante dos principais acontecimentos políticos do país.

E é justamente nesse contexto que surge a necessidade do chamado “jogo de cintura” político.

Responder perguntas difíceis, administrar diferentes interesses e manter a unidade de grupos distintos faz parte da rotina de quem disputa cargos majoritários.

Por enquanto, ACM Neto procura equilibrar esse cenário, defendendo a convivência política entre aliados que possuem visões diferentes sobre a sucessão presidencial, mas que compartilham objetivos comuns na disputa pelo governo baiano.

A política, como sempre, segue oferecendo desafios que exigem habilidade, diálogo e capacidade de articulação.

E os próximos capítulos dessa história certamente continuarão despertando o interesse da imprensa e dos eleitores baianos.