Sempre que recebemos textos capazes de despertar reflexão e provocar questionamentos importantes sobre a vida em sociedade, fazemos questão de compartilhá-los com vocês, independentemente de sua autoria.

Foi exatamente o que aconteceu mais uma vez.

Recebi hoje, do meu amigo Leandro Fonseca, uma mensagem que me chamou profundamente a atenção. Trata-se de um texto simples, mas carregado de significado, que nos convida a pensar sobre uma das maiores transformações da humanidade: o avanço da tecnologia.

Não há dúvidas de que a tecnologia revolucionou o mundo. Ela encurtou distâncias, facilitou a comunicação, ampliou o acesso à informação e transformou a maneira como trabalhamos, estudamos e nos relacionamos.

Vivemos uma época em que a modernidade nos exige constante adaptação. Novas ferramentas surgem a todo instante e, em muitos casos, tornam-se indispensáveis para a realização das tarefas mais simples do cotidiano.

Mas será que todos conseguem acompanhar essa velocidade? É justamente essa reflexão que o texto propõe.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita a vida de milhões de pessoas, ela também pode criar barreiras para aqueles que não tiveram acesso às mesmas oportunidades educacionais ou aos recursos necessários para acompanhar tantas mudanças.

E não estamos falando apenas de pessoas que tiveram pouco acesso à escola ou à formação acadêmica. Muitas vezes, homens e mulheres que passaram décadas estudando, trabalhando e contribuindo para a construção do país também encontram dificuldades para acompanhar a rapidez das transformações tecnológicas.

A idade, as limitações físicas, as dificuldades de mobilidade e até mesmo a falta de familiaridade com os novos sistemas acabam criando obstáculos que não deveriam existir.

É nesse momento que surgem questionamentos importantes. Que país queremos construir? Como garantir que o avanço tecnológico seja uma ferramenta de inclusão e não um instrumento de exclusão? Como assegurar que aqueles que dedicaram a vida ao trabalho, à família e ao desenvolvimento da sociedade não sejam deixados para trás justamente quando mais precisam de acolhimento, respeito e dignidade?

São perguntas que merecem ser feitas.

O texto que compartilhamos não pretende condenar a tecnologia. Pelo contrário. Reconhece seus benefícios e sua importância para o progresso da humanidade. Mas também nos lembra que nenhum avanço faz sentido se não estiver a serviço das pessoas.

Por isso, convido você a fazer essa leitura com atenção e sensibilidade.

É um texto que educa, provoca reflexão e nos leva a pensar sobre o presente e o futuro da nossa sociedade.

Leia e reflita:

“O valor de uma sociedade não está na sofisticação de sua tecnologia, mas na forma como ela trata aqueles que têm mais dificuldade de acompanhá-la.

Uma sociedade que obriga uma pessoa de 70, 80 ou 90 anos a usar um smartphone para acessar os próprios direitos não é moderna; é uma sociedade que começou a abandonar seus idosos.

Em 2026, tudo virou aplicativo, senha, código ou portal digital. Mas muitos daqueles que construíram este país com o próprio trabalho hoje se veem analfabetos diante de uma tela dentro da própria casa.

Para marcar uma consulta, acessar um benefício ou pagar uma conta, muitas vezes é preciso depender de um filho ou de um neto — quando existe alguém para ajudar. O sistema, que deveria servir às pessoas, passa a excluí-las.

Isso não é inovação. É exclusão.

A tecnologia deve ampliar a dignidade humana, não determinar quem pode ou não exercer seus direitos. O progresso não pode ser medido apenas pela velocidade dos sistemas, mas pela capacidade de incluir aqueles que mais precisam deles.

Quando deixamos para trás aqueles que vieram antes de nós, não estamos evoluindo. Estamos apenas nos tornando mais cômodos e mais egoístas.

Uma sociedade verdadeiramente avançada não substitui o humano pela tecnologia; usa a tecnologia para cuidar melhor do humano.”