O adversário já pode ser considerado um velho conhecido da Seleção Brasileira em amistosos preparatórios para Copas do Mundo: o Panamá. Eu diria até que é um tradicional freguês do Brasil.

Mas, independentemente do adversário, é preciso compreender que a Seleção continua em processo de preparação. O técnico Carlo Ancelotti busca encontrar a formação ideal, testar alternativas e observar o desempenho dos atletas dentro da proposta que pretende levar para a Copa do Mundo.

Vejam, por exemplo, a situação de Neymar. Sua convocação gerou debates entre os torcedores. Não por falta de reconhecimento ao seu talento, afinal ninguém questiona a qualidade técnica do craque, mas pelas dúvidas em relação à sua condição física. Muitos entendem que seria prudente aguardar sua recuperação completa antes de incluí-lo novamente em um projeto de Seleção.

Mas o que vimos em campo foi uma equipe que apresentou boa movimentação, especialmente do meio para a frente. Um time que trocou passes com consciência, velocidade e objetividade, chegando a marcar seis gols, mesmo reconhecendo que o nível técnico do adversário não é dos mais elevados.

O que me chama a atenção é que, por mais que a Seleção represente o país, ainda existe quem torça contra apenas porque discorda de determinadas circunstâncias que cercam o futebol ou até mesmo o ambiente político e social. Particularmente, nunca consegui compreender isso.

Eu continuo torcendo pelo Brasil. Torço e espero, sim, que possamos conquistar mais um título mundial.

Isso não significa ignorar a realidade. Existem seleções que talvez estejam mais entrosadas e preparadas neste momento, até porque mantêm uma base jogando junta há mais tempo. É uma constatação que precisa ser feita.

Mas acreditar também faz parte do futebol.

Tenho dentro de mim um sentimento de brasilidade muito forte. Amo o meu país. Por maiores que sejam as divergências políticas, ideológicas, partidárias ou religiosas, quando a Seleção entra em campo, acredito que o sentimento nacional deveria prevalecer.

Nessa hora, somos todos Brasil.

Isso não diminui o respeito pelas demais seleções, mas reforça a torcida por aquilo que nos representa dentro das quatro linhas.

Espero que, nos próximos compromissos, a equipe esteja ainda mais ajustada e próxima da formação ideal. Quanto ao Neymar, tudo indica que ainda precisará de mais tempo para se recuperar completamente da lesão na panturrilha.

E aqui faço uma confissão: sou fã do Neymar. Talvez por carregar comigo essa paixão antiga pelo futebol brasileiro, que vem desde os tempos de Pelé e do Santos. E, convenhamos, Neymar joga muita bola.

Parabéns ao Brasil pela vitória por 6 a 2. Houve mudanças, testes, novas observações, e a equipe respondeu muito bem dentro de campo.

Vamos em frente. A caminhada continua, e a esperança também.