:: 27/maio/2026 . 18:58
Beijo de velório

Por Edvaldo Paulo de Araújo
Outro dia muito sentido, estava presente no enterro de um velho amigo querido, com quem caminhei junto, longos anos, sempre presente um na vida do outro, sem renegar jamais em momentos difíceis. Ao lado de dois dos seus filhos, avistei e ele me viu, vindo me cumprimentar o filho que mora em São Paulo. Todo choroso me estendeu a mão e mal-educadamente não retribui. Disparando a pergunta doída, “Você veio fazer o que aqui? ” Prontamente ele respondeu: “ Ué a morte de pai!”. Depois de 10 anos, sem um telefonema, sem uma carta, sem um aceno, depois de muita dor no coração dele, você veio limpar a consciência? Você é muito cara de pau…todos olhavam boquiabertos e saiu de fininho o filho ingrato. Quando saiu os irmãos que estava ao meu lado, vibraram com o que eu disse e eles não disseram.
Assim é velório! Fui em dois velórios nesses três anos, observei tonto, todos falando de roça de café, preço do gado, contando piadas, quando eu tentava orar. Todos aqueles que ali estavam nunca foram amigos de ninguém. Onde estavam quando meus amigos estavam no hospital sofrendo? Onde estavam quando meus amigos passaram por tantas dificuldades? Ouso responder: Todos dentro do egoísmo de suas lutas. Sempre na busca do ter, esquecendo o ser. Aí no velório aparecem com suas lagrimas limpa consciência.
Recentemente fui num velório de outro amigo, vi cantoria, homenagens, discursos, em mim não calava a pergunta, quando ele estava sofrendo com a doença, onde estavam a maioria? Quando hospitalizado, sofrendo, onde eles estavam?
Eles estavam……
Anos de silencio e a poeira no portão. Nenhuma carta, nenhum como vai irmão. As vezes a estrada é longa, a pressa é tamanha, para trazer o luto que a alma não acompanha.
Cruzou fronteiras, ignorou o cansaço, para vir medir a dor, centímetro por braço. Velório é o palco da hipocrisia, onde a lagrima enseada vira poesia. Para limpar a mancha do que nunca se fez, vem beijar a testa pela última vez. O cheiro das flores, não esconde o vazio de quem deu as costas e agora sente frio. Não houve em vida um copo na mesa, nem uma partilha, nem uma franqueza, mas agora a roupa preta parece tão justa, para pagar a ausência que lhe custa. Um aceno de longe, o silencio no bar, agora não falta motivo para chorar. A consciência é um bicho cruel que só se acalma no toque do veo. Tão longe no abraço e tão perto do adeus, julgando os motos e esquecendo os seus.
Há alguns dias ouvi uma canção e fiquei emocionado, confesso que chorei. O nome da canção é a “vida é uma casa alugada”. Meu neto viu e disse que era feita por inteligência artificial. Disse ao meu neto, que ela é tão verdadeira e linda, ela é assim:
A vida não nos pertence não! Somos só visita nesse mundo.
Hoje estamos aqui e amanhã? Ninguém sabe.
Vivemos como dono da estrada, como reis sentados na varanda.
Fazemos planos para cem anos, sem saber se amanhã ainda acordamos. Decoramos casa emprestada, pintamos sonhos na madrugada, mas o tempo passa sem pedir licença e leva tudo sem dar sentença. :: LEIA MAIS »
Vitória da Conquista se firma como um dos maiores São João da Bahia e já desponta como referência no Sudoeste e Centro-Sul do estado

Vitória da Conquista vai consolidando seu espaço entre os grandes festejos juninos da Bahia. E, seguramente, já pode ser colocada entre os principais eventos do Sudoeste e Centro-Sul do estado. Em apenas dois anos de realização do Arraiá da Conquista, o evento demonstra crescimento, diversidade musical e, principalmente, entendimento de algo essencial: nós também vivemos de memórias afetivas.
São gerações que nasceram e cresceram em um tempo em que o forró pé de serra, a zabumba, o triângulo, o pandeiro, a sanfona e os cantadores eram protagonistas absolutos das festas juninas. E continuam sendo para quem viveu intensamente os anos setenta, oitenta e noventa.
Não temos dúvida de que cada um guarda dentro de si o seu São João ideal. Se me perguntarem como eu gostaria de viver essa festa, confesso que voltaria aos tempos da infância e da juventude, quando a gente sentava à beira da fogueira, assava batata, tomava quentão, comia canjica, chimango, soltava adrianinos e cobrinhas, enquanto os fogos coloriam o céu. Foram noites inesquecíveis de São João.
Mas o tempo passa e precisamos compreender as transformações. O mercado musical mudou, novos artistas surgiram, novos públicos se formaram e novas formas de celebrar passaram a ocupar espaço.
Existe uma frase popular que diz que o governo erra menos quando passa a ouvir a voz do povo. E, de certa forma, é isso que se percebe em Vitória da Conquista. Muitos podem gostar, outros podem não gostar, mas existe hoje um universo de pessoas que também deseja ouvir outros ritmos, outras sonoridades, sem necessariamente abandonar as raízes do nosso forró.
O caminho encontrado foi a mescla. :: LEIA MAIS »
O que você acha? Ainda poderão ocorrer mudanças de vereadores em relação aos apoios aos deputados?

Amigos, a política, não custa repetir, é como nuvem: muda de lugar a qualquer instante. Isso faz parte da sua natureza. A política é movimento diário, é construção permanente, é articulação. E, sem dúvida alguma, também desperta paixões. O brasileiro acompanha, debate, torce, observa e participa.
E a cada dia que passa, com a aproximação das eleições de 2026, as peças no tabuleiro político vão sendo movimentadas conforme os interesses, estratégias e perspectivas daqueles que pretendem continuar na vida pública disputando cargos eletivos.
Mas vejam bem: o que estamos dizendo com isso?
Os vereadores, por exemplo, que hoje já têm definidos alguns apoios para candidatos à Câmara Federal e também à Assembleia Legislativa, poderão manter essas posições até o final ou poderão rever caminhos daqui a um mês, dois meses ou mais adiante?
Olhe, isso não é algo incomum dentro da política. Existe um entendimento popular de que cada um precisa avaliar o cenário, medir forças e entender qual será o melhor posicionamento para alcançar seus objetivos. A política também é leitura de momento. :: LEIA MAIS »
Léia e Quinho: os dois seguem lado a lado pelo mesmo projeto político

Como é do conhecimento de todos, ganhou força nos últimos dias uma conversa nos bastidores políticos dando conta de que a vereadora Léia Meira, conhecida como Léia de Quinho, estaria avaliando abrir espaço dentro do seu projeto político para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
Nesse cenário, ela passaria a ocupar o espaço que vinha sendo construído por seu esposo, Quinho Tigre, que há bastante tempo anunciou sua pré-candidatura e segue percorrendo municípios do interior e da região Sudoeste em busca de apoios para fortalecer o seu projeto político.
A notícia circulou e, naturalmente, movimentou os bastidores políticos de Vitória da Conquista e da região. Dentro dessa hipótese que passou a ser discutida, Quinho, ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da UPB, poderia assumir a condição de suplente do senador Jaques Wagner, que deverá disputar a reeleição em 2026.
O fato é que os dois demonstram caminhar sempre juntos, lado a lado, compartilhando objetivos e buscando conduzir adiante aquilo que idealizaram para suas trajetórias políticas. Nunca sabemos até que ponto os caminhos da vida já estão desenhados, como diz o dito popular, mas a política, muitas vezes, apresenta cenários que surpreendem.
Com a responsabilidade que o nosso blog procura manter diante dos fatos, recorremos ontem à ilustre vereadora Léia para confirmar se realmente procedia essa especulação. :: LEIA MAIS »
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