Gilberto Luna é empresário, engenheiro civil, pensador e analista político. Acompanha a cena conquistense desde os tempos de Pedral. Vejam o que ele escreve sobre a prefeita Sheila.

Eu conheço Gilberto Luna desde os meus tempos de juventude. É, sem dúvida alguma, uma das figuras que têm participação ativa na política conquistense. Acompanha a cena da capital do Sudoeste do Estado, Vitória da Conquista, há décadas. Presenciou gestões importantes, desde Orlando Leite, Fernando Spínola, Nilton Gonçalves, Pedral Sampaio, Jadiel Matos, Raul Ferraz, Hélio Ribeiro, José Raimundo, Guilherme Menezes, até o retorno da centro-direita ao comando administrativo do município, com Herzem Gusmão e, agora, com a prefeita Sheila Lemos.
Gilberto é um observador atento da política. Não é partidário. Gosta da política como ciência, como arte e como instrumento de transformação social. Em muitos momentos decisivos da história política da cidade, esteve presente, acompanhando de perto articulações e debates importantes.
Lembro perfeitamente de um episódio emblemático. Jaymiltinho Gusmão, então presidente da Coopmac, recebeu em seu apartamento, que serviu como palco de uma reunião política relevante, a presença do ex-prefeito Guilherme Menezes e do então vice-governador da Bahia, João Leão. Naquela ocasião, em nome do governo estadual liderado por Rui Costa, foi formalizado o convite para que Jaymiltinho fosse candidato a prefeito de Vitória da Conquista, compondo a frente política que tinha nomes como Guilherme Menezes, Waldenor Pereira, Zé Raimundo e outros partidos aliados.
A ideia era anunciar oficialmente a candidatura durante a abertura da Exposição Agropecuária, evento tradicional promovido pela Coopmac com apoio da Prefeitura. O convite foi reiterado publicamente por João Leão, mas Jaymiltinho optou por não aceitar. As razões são conhecidas por alguns e, naturalmente, compreensíveis dentro do contexto político daquele momento.
Esse episódio ilustra bem como Gilberto Luna sempre esteve próximo dos bastidores das decisões políticas importantes da cidade. E é nessa condição de observador experiente que ele nos encaminha agora mais uma reflexão, desta vez sobre a prefeita Sheila Lemos.
Sheila ascendeu à condição de liderança não apenas municipal, mas regional. Seu nome já ecoa por todo o estado da Bahia e surge com força no cenário político estadual, inclusive como possível candidata a vice-governadora em uma chapa liderada por ACM Neto.
Leiam, portanto, a análise que nos foi enviada por Gilberto Luna:
“A Ascensão de Sheila Lemos: Do Xadrez Conquistense ao Cenário Estadual
Por Gilberto Ferreira Luna
A trajetória de Sheila Lemos Andrade rumo à composição da chapa de ACM Neto como candidata a vice-governadora da Bahia é um fenômeno que merece análise. Sua caminhada pública começou sob a tutela de sua mãe, Dona Irma Lemos — figura emblemática em Vitória da Conquista, com forte atuação social, especialmente na zona rural. Embora sem origem camponesa ou formação acadêmica estrita, o espírito público de Dona Irma transformou-a em uma referência política local.
Sheila ingressou na vida pública de forma estratégica. Após passagens da família por composições com o PT e o MDB, ela foi indicada pela mãe para ser a vice de Herzem Gusmão no segundo mandato. Com o falecimento prematuro do prefeito, Sheila assumiu a prefeitura e, posteriormente, consolidou sua liderança ao ser reeleita.
O que impressiona é a velocidade de sua evolução. De uma iniciante tímida, Sheila construiu uma liderança que hoje transborda os limites municipais. Em minha vasta vivência nos movimentos partidários, arrisco dizer que estamos diante de uma circunstância atípica. Nem nos registros da nossa história política, nem nos tratados clássicos de Platão ou Aristóteles — que definiram as bases da política ocidental — encontramos um exemplo de ascensão com tamanha peculiaridade e rapidez : De fato, o conceito de “homem público” de Aristóteles foca na virtude e no tempo, mas a “ocasião” de Maquiavel talvez explique melhor essa ascensão meteórica. Na ciência política, Maquiavel é o autor que melhor descreve o que estamos observando em Sheila: a união da “Virtù” (habilidade, coragem e estratégia do político) com a “Fortuna” (a oportunidade ou sorte, como o falecimento de Herzem e a abertura na chapa estadual).
Recentemente, Sheila surpreendeu observadores ao lançar seu esposo, Wagner Santos, como candidato a deputado estadual. Embora Wagner tenha tido apenas participações discretas na política local, a decisão de Sheila foi um ato de coragem e ruptura. Ela demonstrou que a política se faz com visão de futuro, rompendo modelos pré-fabricados da nossa história republicana.
Esse movimento foi um “xeque-mate” estratégico. Para aqueles que previam um desgaste na base governista devido à candidatura da vereadora Dra. Lara (esposa do vice-prefeito Dr. Alan), a possível ascensão de Sheila à chapa majoritária estadual muda todo o jogo. Se confirmada como vice de ACM Neto, Sheila não apenas alavanca a candidatura do ex-prefeito de Salvador, mas também fortalece Wagner. Nesse cenário, o conflito de interesses se dissolve: Dra. Lara assume o papel de primeira-dama, e o Dr. Alan, agora prefeito, torna-se o principal cabo eleitoral de Wagner, selando a paz no grupo.
Salvas as restrições eleitorais, caso Sheila renuncie para disputar o estado, seu retorno à prefeitura daqui a dois anos surge como uma alternativa provável e poderosa.
A conferir se o tabuleiro estadual confirmará o que Conquista já assiste: o nascimento de uma nova força política na Bahia.”














Conquista toda vai com Sheila nossa prefeita, que vem trabalhando com amor por nossa cidade