:: 19/fev/2026 . 12:06
José Maria Caires alerta: concessão da Rio-Bahia poderá sair sem viadutos. É preciso a sociedade reagir enquanto é tempo.

Vitória da Conquista já não suporta mais ouvir falar na concessão para duplicação da Rio-Bahia, a nossa BR-116. O sentimento que toma conta da população é de indignação e cansaço. O descaso com o nosso município e com toda a região Sudoeste já ultrapassou os limites do aceitável. É impressionante como um tema de tamanha importância avança sem a devida mobilização institucional e, pior, sob um silêncio quase sepulcral.
As representações políticas da cidade precisam reagir. Deputados estaduais, deputados federais, senadores, o Governo do Estado e, principalmente, o Governo Federal devem assumir o protagonismo dessa cobrança. A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista também precisa se posicionar com firmeza, de forma veemente, exigindo providências urgentes. Estamos falando de uma cidade com porte de metrópole regional, que cresce, que atrai investimentos, que gera riqueza e que não pode ser tratada com descaso.
É lamentável constatar que, a cada notícia que surge, cresce o temor de que a concessão avance sem contemplar obras essenciais, especialmente os viadutos no perímetro urbano. A BR-116 é uma das principais rodovias do país, responsável pelo transporte de cargas que movimentam a economia nacional. Portanto, é obrigação da União garantir investimentos compatíveis com a importância estratégica dessa via.
Se a duplicação total ainda demandará tempo, décadas talvez, não se pode admitir que Vitória da Conquista fique novamente prejudicada, correndo o risco de repetir experiências negativas como a que vivemos com a Via Bahia. O mínimo necessário é assegurar a construção dos viadutos, fundamentais para a mobilidade urbana e, sobretudo, para preservar vidas.
Alguns questionam se o município poderia assumir parte dessas obras. Poder até poderia, mas não seria justo nem razoável retirar recursos do orçamento municipal, que já possui inúmeras demandas sociais, para executar uma obrigação que é claramente federal. O exemplo de Feira de Santana mostra que a mobilização política e institucional pode gerar resultados. Portanto, é preciso união e pressão legítima.
O alerta feito por José Maria Caires, do Movimento Duplica Sudoeste, é oportuno e necessário. Ainda há tempo de reagir, de mobilizar a sociedade, antes que as decisões sejam consolidadas pelo Ministério dos Transportes e que percamos a oportunidade de garantir intervenções fundamentais para a segurança da população. :: LEIA MAIS »
Sheila admite que, se houver consenso, poderá ser vice de ACM Neto: “Se for pra livrar a Bahia do PT, eu aceito o desafio”, disse a prefeita de Vitória da Conquista.

Assim que a prefeita Sheila Lemos assumiu o seu segundo mandato, tive a oportunidade de visitá-la em seu gabinete. Naquela ocasião, ela ainda atendia na Zona Oeste, no Centro Cultural Glauber Rocha. Fui recebido inicialmente pela chefe de gabinete, a nossa querida amiga Lu Macário, com quem conversei por um bom tempo. Em seguida, fui convidado a entrar para falar com a prefeita.
Cumprimentei Sheila, desejei boa sorte e aproveitei o momento para fazer uma pergunta direta: Prefeita, qual será o seu destino político a partir de agora? A senhora pretende disputar algum cargo, como deputada, por exemplo? A resposta veio imediata e segura: Não. Eu ficarei no cargo até o final do mandato.
Insisti um pouco mais e perguntei se ela não temia que, distante de outras disputas eleitorais, pudesse perder espaço político no futuro, já que vivia um momento de forte aprovação popular. Mais uma vez, ela foi categórica: Ficarei à frente da Prefeitura até 2027. :: LEIA MAIS »
Festival Suíça Baiana já tem inscrições de vários países. É mais um grande evento realizado pela prefeitura, que movimenta a economia e dá visibilidade ao município.

Cada vez mais, Vitória da Conquista se firma como uma cidade que manifesta, de forma clara, a sua vocação musical e cultural. Basta observar a quantidade de eventos de entretenimento, festivais e manifestações artísticas que são realizados em nosso município ao longo do ano.
Temos o Festival de Inverno Bahia, que já ultrapassou fronteiras e colocou a cidade definitivamente no mapa dos grandes eventos nacionais. Temos o Arraiá da Conquista, que movimenta a economia e resgata tradições nordestinas. Temos também a Miconquista, os eventos carnavalescos de bairros, como o São João da Patagônia, além de tantas outras iniciativas culturais que mostram a efervescência da nossa terra.
Em outras vertentes, há eventos que já fazem parte do calendário consolidado da cidade, como a Festa de Nossa Senhora das Vitórias, o Celebra Conquista, do segmento evangélico, e a Semana Espírita, realizada no Centro de Convenções Divaldo Franco. Tudo isso demonstra que Vitória da Conquista é plural, diversa e culturalmente ativa.
E dentro desse cenário cresce, de forma consistente, o Festival Suíça Baiana, que já se firma como um dos mais importantes eventos voltados à música autoral e à diversidade artística. O festival reúne artistas locais, regionais e, agora, também internacionais. Para a edição que acontecerá nos dias 17 e 18 de outubro, já são quase trezentas inscrições confirmadas, incluindo participantes de várias partes do mundo, como África do Sul e países da Europa.
Isso é motivo de orgulho. Mostra que o evento ultrapassou as fronteiras regionais e passou a despertar interesse internacional. A música, afinal, precisa ser diversa, e a arte, sobretudo, precisa dialogar com diferentes culturas.
Outro ponto que merece destaque é o caráter social e inclusivo do festival. Segundo a organização, o edital prevê ações que tragam benefícios à sociedade e ao meio ambiente, além de estabelecer uma exigência considerada extremamente relevante: a presença feminina nas atrações. Pelo menos uma mulher deve compor cada projeto inscrito, o que fortalece a representatividade e promove equidade no cenário musical.
Parabéns à Prefeitura de Vitória da Conquista, parabéns à organização do Suíça Baiana. O festival se consolidou como um evento alternativo, democrático e em crescimento constante. E há um detalhe que torna tudo ainda mais especial: a entrada é gratuita, permitindo que toda a população tenha acesso à cultura de qualidade. :: LEIA MAIS »
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