Assim que a prefeita Sheila Lemos assumiu o seu segundo mandato, tive a oportunidade de visitá-la em seu gabinete. Naquela ocasião, ela ainda atendia na Zona Oeste, no Centro Cultural Glauber Rocha. Fui recebido inicialmente pela chefe de gabinete, a nossa querida amiga Lu Macário, com quem conversei por um bom tempo. Em seguida, fui convidado a entrar para falar com a prefeita.

Cumprimentei Sheila, desejei boa sorte e aproveitei o momento para fazer uma pergunta direta: Prefeita, qual será o seu destino político a partir de agora? A senhora pretende disputar algum cargo, como deputada, por exemplo? A resposta veio imediata e segura: Não. Eu ficarei no cargo até o final do mandato.

Insisti um pouco mais e perguntei se ela não temia que, distante de outras disputas eleitorais, pudesse perder espaço político no futuro, já que vivia um momento de forte aprovação popular. Mais uma vez, ela foi categórica: Ficarei à frente da Prefeitura até 2027.

De lá para cá, o cenário político mudou. Movimentos naturais da política começaram a surgir e o nome da gestora conquistense passou a ser ventilado com frequência para voos maiores. Primeiro, cogitou-se uma candidatura a deputada federal ou estadual. Depois, ganhou força a ideia de que Sheila poderia representar o interior do estado em uma chapa majoritária, por ser prefeita de Vitória da Conquista, capital do Sudoeste, mulher, reeleita com votação expressiva e com liderança consolidada.

Não há dúvida de que Sheila se transformou em uma liderança regional. Saiu das urnas de forma vitoriosa ao derrotar um adversário politicamente forte, o deputado Waldenor Pereira, figura respeitada no Partido dos Trabalhadores, ex-reitor da UESB e com longa trajetória parlamentar. Mesmo assim, ela resistiu às especulações durante muito tempo.

Agora, porém, o cenário parece diferente. A movimentação política estadual, liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, passa a enxergar na prefeita conquistense um nome estratégico para compor a chapa como candidata a vice-governadora. Sheila, inclusive, já admite publicamente que, havendo consenso do grupo, poderá aceitar o desafio, afirmando que estaria disposta “se for para livrar a Bahia do PT”.

Ainda existe o nome do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, que também surge como opção forte. Portanto, o martelo não está batido. Mas o fato político é claro: Sheila Lemos entrou definitivamente no radar da sucessão estadual.

Vamos aguardar os próximos capítulos.