Vitória da Conquista já não suporta mais ouvir falar na concessão para duplicação da Rio-Bahia, a nossa BR-116. O sentimento que toma conta da população é de indignação e cansaço. O descaso com o nosso município e com toda a região Sudoeste já ultrapassou os limites do aceitável. É impressionante como um tema de tamanha importância avança sem a devida mobilização institucional e, pior, sob um silêncio quase sepulcral.

As representações políticas da cidade precisam reagir. Deputados estaduais, deputados federais, senadores, o Governo do Estado e, principalmente, o Governo Federal devem assumir o protagonismo dessa cobrança. A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista também precisa se posicionar com firmeza, de forma veemente, exigindo providências urgentes. Estamos falando de uma cidade com porte de metrópole regional, que cresce, que atrai investimentos, que gera riqueza e que não pode ser tratada com descaso.

É lamentável constatar que, a cada notícia que surge, cresce o temor de que a concessão avance sem contemplar obras essenciais, especialmente os viadutos no perímetro urbano. A BR-116 é uma das principais rodovias do país, responsável pelo transporte de cargas que movimentam a economia nacional. Portanto, é obrigação da União garantir investimentos compatíveis com a importância estratégica dessa via.

Se a duplicação total ainda demandará tempo, décadas talvez, não se pode admitir que Vitória da Conquista fique novamente prejudicada, correndo o risco de repetir experiências negativas como a que vivemos com a Via Bahia. O mínimo necessário é assegurar a construção dos viadutos, fundamentais para a mobilidade urbana e, sobretudo, para preservar vidas.

Alguns questionam se o município poderia assumir parte dessas obras. Poder até poderia, mas não seria justo nem razoável retirar recursos do orçamento municipal, que já possui inúmeras demandas sociais, para executar uma obrigação que é claramente federal. O exemplo de Feira de Santana mostra que a mobilização política e institucional pode gerar resultados. Portanto, é preciso união e pressão legítima.

O alerta feito por José Maria Caires, do Movimento Duplica Sudoeste, é oportuno e necessário. Ainda há tempo de reagir, de mobilizar a sociedade, antes que as decisões sejam consolidadas pelo Ministério dos Transportes e que percamos a oportunidade de garantir intervenções fundamentais para a segurança da população.

Estamos falando de vidas. E isso não admite omissão.

Leiam a matéria completa enviada pelo ilustre José Maria Caires e compreendam a dimensão dessa preocupação que precisa ser, urgentemente, de todos nós:

“Nos últimos dias, voltou ao centro do debate a concessão da BR-116, especialmente no trecho que corta o sudoeste da Bahia.
Dessa vez, o alerta veio de José Maria Caires, líder do movimento Duplica Sudoeste.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Caires afirma estar com o cronograma de obras da futura concessionária em mãos.
No entanto, ao analisar o documento, ele demonstrou preocupação.

Segundo ele, o cronograma lista diversas intervenções previstas.
Porém, não aparecem os viadutos, que há anos são reivindicados pela população.
Em vez disso, o projeto prevê rotatórias alongadas, acessos e retornos.

Esse ponto, portanto, acendeu um sinal de alerta.
Afinal, os viadutos são vistos como essenciais para melhorar a segurança e a fluidez do tráfego.

Além disso, Caires lembra que a duplicação da rodovia está prevista apenas para o terceiro ano da concessão.
Mesmo assim, ela começaria com cerca de 46 quilômetros iniciais.
Ou seja, trata-se de um processo lento para uma demanda antiga.

Por esse motivo, ele defende que a sociedade se manifeste.
Segundo sua avaliação, essa cobrança deve ocorrer por meio dos representantes políticos.
Assim, será possível exigir explicações antes que a concessão seja concluída.

Caso contrário, existe o risco de o contrato avançar sem incluir os viadutos prometidos.
Isso, na prática, pode frustrar expectativas criadas ao longo de anos de debates e audiências públicas.

Por outro lado, Caires não descarta a importância de outras obras previstas.
No entanto, ele reforça que soluções paliativas não substituem intervenções estruturais.
Especialmente em pontos críticos, viadutos são considerados fundamentais.

Por que esse debate é tão importante?

A BR-116 é uma das principais ligações do interior baiano com outras regiões do país.
Além disso, ela impacta diretamente a economia, a mobilidade e a segurança viária.

Portanto, discutir o cronograma agora é essencial.
Desse modo, evita-se que decisões definitivas sejam tomadas sem diálogo com a população.

Conclusão

A fala de José Maria Caires reforça uma preocupação coletiva.
A sociedade não quer apenas obras listadas no papel.
Ela espera soluções eficazes e duradouras.

Assim, o debate sobre a concessão precisa continuar.
Com transparência, participação popular e acompanhamento constante, será possível garantir que as principais demandas não fiquem de fora.”

Fonte: https://vozdeconquista.com/viadutos-fora-cronograma-br-116-bahia/