WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
cmvc cmvc pmvc cicatriclin vittasaude HSVP hospital sao vicente santa casa


julho 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  
blog do marcelo

labo

:: ‘Edvaldo Paulo’

NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Não sou um homem de “talvez”. Às vezes fico quieto. Posso ser evasivo. Ás vezes irá atrasar e adiar e tentar evitar dizer. Mas no fim não irei dizer o que você quer ouvir só porque você deseja.

Mesmo que tenhamos um instinto quase sobrenatural para agradar, mesmo que odeie desapontar pessoas, sejamos adeptos de dizer “não” quando é “não”. Há momentos em que podemos dizer “deixe-me pensar sobre isso”, mas quando sabermos que a resposta é “não” devemos dizer. Sei que isso não é tão fácil ou simples quanto parece. Não esqueçamos que “não” é uma sentença completa e definitiva.

Não gosto de dizer essa palavra e acho que ninguém gosta, muitas vezes lutamos para dizê-lo de modo cortês. O preço de não dizer “não” agora torna ainda mais difícil dizê-lo depois. Melhor desapontar alguém logo. Não vou impingir o custo disso a outra pessoa, quando vou dizer sou claro e definitivo. Oferecer esperanças é deixar a porta um pouco aberta, se esta é a decisão porque não fechar a porta? :: LEIA MAIS »

Falta sempre um pedaço

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Quem de nós, nos momentos belos, não tem a sensação de que falta algo ou alguém? Às vezes, em lugares lindos, momentos iluminados, sempre vem a sensação de que falta algo, pensamos sempre nisso. Às vezes, estamos em um lugar e, encantados, pensamos. Às vezes, colocamos que gostaríamos muito de que determinada pessoa ali estivesse, que preencheria mais o momento. Não é insatisfação, não é falta de agradecimento de ali estar; é que gostaríamos de que os que mais amamos, ou aqueles que se identificam com aquele momento estivessem ali conosco. Tem pessoas nas nossas vidas que, por muitas vezes, nos incluíram em lugares, em momentos, muitos lugares elas aparecem em nossos pensamentos; geralmente, por não estarem, gostaríamos imensamente de que lá elas estivessem e, quando elas estão, aparecem outras pessoas e situações. A velha história, dizemos: “pra ficar perfeito falta…”.

Há algum tempo conversando com um amigo muito querido, ele me falava da sua separação da primeira esposa com quem tinha quatro filhos. Na sua narrativa, ele soltou algumas  frases:  “deveria ter tido mais paciência..” “…deveria ter dado um tempo..”, a separação para o homem é muito desvantajosa, dizia ele; o Homem perde a família e a mulher apenas o marido! Meu amigo concorda então com seu depoimento que faltou um pedaço que, na tradução, é paciência e tempo.

É difícil não ter esse tipo de sentimentos; faz parte da nossa formação humana a insatisfação embutida em muitas coisas, a não estar satisfeito ou não ter satisfação plena.  Entendo eu que o Criador nos colocou dessa forma justamente para estarmos sempre em busca de melhorar, de fazer melhor, de buscar, através de conhecimentos, ter a grandeza da satisfação plena; o entendimento que o cabe nesses casos é apenas o agradecimento, a certeza de que faz parte da vida humana, crescer; e o ser humano, só cresce na dificuldade; isso é absoluto. :: LEIA MAIS »

Último

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Na vida, temos sempre momentos que são últimos! É uma verdade imutável e absoluta. Se verificarmos nas nossas lembranças, temos momentos vividos, principalmente com pessoas, que foram últimos e nos deixam um alerta muito importante.

Em 1988, estava de férias na Ilha de Itaparica. Hospedava uma pessoa por um intercâmbio. Precisava pegar o ferry e ir a Salvador levá-la para apresentá-la na Polícia Federal sobre o seu visto.Meu irmão amado, Edmundo, estava com meu sobrinho Rogério a realizar um trabalho em Salvador. Subindo a ladeira da Barra em direção a meu apartamento, senti uma saudade de meu irmão e liguei pra ele, expressando minha saudade. E ele,que estava em outro apartamento, disse que iria aomeu levar o som que com ele estava e queria me ver.Assim aconteceu. Quando ele entrou, eu estava deitado, nos falamos, fiz recomendações de irmão mais velho e pedidos referentes a sua volta e continuei deitado. Despedimo-nos verbalmente e ele se foi. Retornei à Ilha e o esperei no dia seguinte para tomar café em casa, conforme me fora prometido por ele, em vão. À noite, me preparei para, no outro dia, retornar para minha cidade, o que fiz. Quando aqui cheguei, a notícia trágica. Tinha acontecido um acidente na noite anterior, onde meu irmão, meu sobrinho e o amigo Patente haviamfalecido .Foi uma dor indescritível, momentos terríveis em minha vida. Sempre me vem alembrança o nosso último encontro aqui na terra, eu deitado e ele em pé nos falando; por que não me levantei?   Por que não o abracei? Por que não vivi aquele momento com intensidade? Tinha muitos dias que não o via e seria justo abraçar meu irmão; não o fiz. Isso me dói, depois de vinte anos, toda vez que me lembro daquele último momento com ele. :: LEIA MAIS »

Memórias perdidas

Edvaldo
Por Edvaldo Paulo de Araújo

O tempo passou, as aflições da vida, o prosseguir sempre, a falta de estar contigo, a necessidade de estar sempre com toda espécie de barulhos, suas memórias mais lindas, mais importantes, elas se perdem.

O mundo atual e o seu modelo de vida que nos impõe, as dificuldades da sobrevivência e a farta disponibilidade   de entretenimento, o culto ao corpo sem precedentes em detrimento de cultuar a mente, estudar, ler como passatempo, tudo isso tem-noscolocado numa frenética vida, sem deixar espaço para pensarmos, oportunidade de recordamos fatos sublimes da nossa vida. Perdemos alguns hábitos,como sentar com aqueles de nossa família, principalmente com nossos pais, e recordamos a nossa infância, mesmo que difícil; é como um filme do passado a nos mostrar de onde viemos e quem somos.

Hoje meus pais estão do outro lado da vida. Imagino, muitas vezes, a oportunidade de conversar com eles, fazer-lhes algumas perguntas, saber o desenrolar daquele episódio, o final daquela história. Existe em mim apenas o arrependimento de não ter ficado mais com eles, mesmo tendo sido um filho presente, mas não tanto como gostaria. Fico triste, ás vezes, pela falta da clareza das lembranças, as quais chamo de memórias perdidas. :: LEIA MAIS »

Âncoras

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Na nossa vida, temos as nossas escolhas!

Muitas pessoas fazem sempre algumas escolhas, com as quais particularmente não concordo; travas para isso, bloqueio de pessoas, sempre com artimanhas que, a meu ver, não deixam a pessoa com sentimentos de liberdade. Pedalo de bike muito e participo de um aplicativo – chamado Strava – que lhe dá todos os dados da sua pedalada e possibilita você seguir pessoas nas suas atividades e de ser seguido nas que você faz. Vejo que muitas delas são cheias de restrições , impeditivos, todos eles de uma maneira para ludibriar pessoas. Consultado por que não tinha isso no meu canal, respondi: se for para evitar pessoas, bloqueá-las, prefiro não ter. Me sentiria também mentalmente restritivo e gosto de me sentir livre, gosto de acreditar, gosto de confiar, gosto de, nas pedaladas, respirar livre o ar que está disponível, uma gentileza do criador. Ele restringiu alguém? Ele fez escolhas de os que podem e os que não podem respirar a maravilha do vento e do ar?

Vejo muitos relacionamentos cheios de posso fazer isso, não posso fazer aquilo; analiso sempre como âncoras penduradas no pescoço das pessoas. “Meu marido não me deixa estudar, minha mulher não permite que saio com meus amigos, quero fazer uma viagem, mas minha mulher não permite”; e por aí vão as âncoras. :: LEIA MAIS »

Quando Deus te aplaudiu?

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Estava no meu pedal em direção ao distrito de São Sebastião, quando me deparei com um cachorro. Nunca vi tanto sofrimento em um animal inocente, magro ao extremo, faminto, doente, com os olhos de uma tristeza sem-fim.  Compadeci-me dele; passei a noite pensando no pobre cachorrinho. Confesso que não dormi direito, tamanha foi minha angústia. No dia seguinte muito cedo,  me muni de comida, água e uma colcha pra buscar o pobre animal. Depois de mais de duas horas o procurando, vi o sinal de que ele tinha morrido. Um rapaz muito humilde, chamado Alan, me indicou na capoeira uns urubus, que não estavam lá ontem. Doeu-me aquela constatação.

Conversando com Alan, que mora de favor num sítio, ele me contou um pouco da sua orfandade e me disse que não sabia mais o que fazer. Tinha passado a manhã inteira, procurando algo para fazer, ali pela região de muitos sítios, e nada havia encontrado, e que sua comida estava no fim. Falou com os olhos cheio de água sobre a dor da fome. Tomei algumas providências para ajudá-lo.

Quando ia saindo, ao nos despedirmos, Alan me disse uma coisa que me tocou profundamente que é a razão deste texto. “Senhor, tenha certeza que Deus o aplaudiu nesse gesto do cachorrinho e pela ajuda que o senhor está me dando.” Confesso, fiquei surpreso, que, ao invés de Deus o ajude ou Deus o abençoe, DEUS O APLAUDIU! :: LEIA MAIS »

A segunda chance

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Todo dia, quando acordamos, nasce novamente a chance de fazer o que queremos, de ser o que quisermos; a única pessoa que pode nos impedir é nós mesmo.

A obra de Deus é imensa. Cabe a cada um buscar o entendimento, conhecimento e a compreensão dessa obra. Por que estamos aqui? Quem somos nós? Qual o objetivo de nossa passagem pela terra?. Não posso compreender que , pessoas talentosas, pessoas extraordinárias em todos os campos, anos de estudos, pesquisa, conhecimento acumulado e que tudo isso acaba na efemeridade da vida. Não posso , não aceito, não apenas baseado na fé, mas em estudos disponíveis em todos os campos da ciência. Os grandes mestres, afirmam, não somos humanos em experiência espiritual, e sim somos espíritos em experiência humana.

Quando nós escolhemos vir viver essa experiência na terra é porque realmente precisávamos dessa bênção, para crescer, vivenciar e absolutamente evoluir em todos os sentidos , principalmente em bondade e amor. Não temos o direito de jogar fora uma experiência tão importante como essa, tão necessária para a nossa evolução. :: LEIA MAIS »

Roupa nova

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

A minha geração, na sua infância, adolescência e juventude, não tínhamos tantos meios de lazer e, na criatividade, buscávamos meios para tal de uma interação com os amigos muito grande – as poucas praças – , mas o nosso lugar favorito era mesmo as ruas. Ali, durante o dia, brincávamos de uma série de atividades: gude, futebol, triângulo, tapagem quando chovia e, no verão, soltar pipa etc. Era uma festa! Quando um grande queria brigar com a gente, que era menor, dizia-se logo: “forma pra você é fulano” E, muitas vezes, íamos buscar o tal forma para enfrentar o valentão. O principal lazer da nossa gente era mesmo o cinema; não tínhamos o veículo da TV.
No domingo, principalmente aqueles que podiam vestiam uma roupa nova para ir às matinês; os que não tinham condições, mantinham guardadinha a chamada domingueira, que exibiam sempre no domingo, muitas vezes alvo de gozação dos amigos, que logo diziam: – lá vem fulano, vestindo a sua domingueira. Sempre era uma delícia, tomar um banho e vestir uma roupa nova ou uma domingueira, para nos exibirmos. Como começávamos namorar bem cedo, e nos encontrávamos com as namoradas sempre nos domingos para ir às matinês, era uma delícia vestir uma roupa nova para nos exibirmos com a namoradinha, que, muitas vezes, namorava escondido e não podíamos nem andar de mãos dadas. :: LEIA MAIS »

Eu me lembro

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araujo

Menino de nove anos de idade, ano de 1964. O Brasil vivia o momento do golpe militar. Arrumam suas poucas roupas humildes, simples, todas feitas pela mãe, algumas de ultima hora e se prepara para ir estudar na cidade grande. É forte a curiosidade ao novo, os medos, a apreensão de viver na casa alheia. Lembra de uma pequena viagem, que foram tão poucas na sua vida e se recorda da falta que sentiu da sua casa e do que rodeava esta humilde morada. Só em pensar já começa a sentir saudade do seu cavalo, dos animais de estimação, do jogo de futebol no campinho com os amigos no final da tarde.De joelhos numa cadeira olhava pela janela os campos, as florestas,a pequena e tão querida Veredinha. Duvidas e as palavras do seu pai e sua mãe quanto ao futuro, quanto à estrada que ele tinha que percorrer. Não era fácil despedir do afeto dos seus.
Ao longe vislumbra o veiculo caçamba, que o transportaria para a cidade onde iria estudar. As ultimas recomendações da mãe Nede e do pai Chico. :: LEIA MAIS »

Acumulando

SAVE_20200421_173826

Por Edvaldo Paulo de Araújo

A história humana remonta a milhares e milhares de anos. Desde todos os tempos, o homem vem aprendendo, desaprendendo, apanhando, ao longo do tempo, por sua falta de consciência e seu espírito destrutivo e ainda muito brutal.
Desde os tempos e tempos, que o homem adquiriu uma forma de autoproteção, a acumular alimentos, reservas, prevendo a escassez, dias difícieis, secas, doenças, imprevisibilidade dos tempos. Esse hábito foi-se tornando maior, foi ficando cada vez mais amplo e às vezes incontrolável.
O que mais me chama por demais a atenção não é apenas o acúmulo de riquezas, bens materiais, mas um acúmulo íntimo de diferenças destrutíveis. Vejo famílias sendo destruídas por diferenças guardadas, raivas, ciúmes, malquerenças, tudo no acúmulo íntimo de cada pessoa.
Numa relação de amor, vejo casais, que vão acumulando diferenças, pequenos desgostos, palavras ditas em momentos difícieis, gestos mal interpretados, mas o pior é o seu acúmulo, é guardar esses sentimentos negativos como se fossem um bem precioso, que faz infelicidades, destrói relação, simplesmente porque guardou, ressentiu, não perdoou, não esclareceu e, quando o casal acorda , o que existe são duas pessoas; que com a derrota de um, o outro se sentiu vitorioso, como se disse “toma, coisa boa!”, num jargão popular. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia