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:: ‘Edvaldo Paulo’

Quando Deus te aplaudiu?

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Estava no meu pedal em direção ao distrito de São Sebastião, quando me deparei com um cachorro. Nunca vi tanto sofrimento em um animal inocente, magro ao extremo, faminto, doente, com os olhos de uma tristeza sem-fim.  Compadeci-me dele; passei a noite pensando no pobre cachorrinho. Confesso que não dormi direito, tamanha foi minha angústia. No dia seguinte muito cedo,  me muni de comida, água e uma colcha pra buscar o pobre animal. Depois de mais de duas horas o procurando, vi o sinal de que ele tinha morrido. Um rapaz muito humilde, chamado Alan, me indicou na capoeira uns urubus, que não estavam lá ontem. Doeu-me aquela constatação.

Conversando com Alan, que mora de favor num sítio, ele me contou um pouco da sua orfandade e me disse que não sabia mais o que fazer. Tinha passado a manhã inteira, procurando algo para fazer, ali pela região de muitos sítios, e nada havia encontrado, e que sua comida estava no fim. Falou com os olhos cheio de água sobre a dor da fome. Tomei algumas providências para ajudá-lo.

Quando ia saindo, ao nos despedirmos, Alan me disse uma coisa que me tocou profundamente que é a razão deste texto. “Senhor, tenha certeza que Deus o aplaudiu nesse gesto do cachorrinho e pela ajuda que o senhor está me dando.” Confesso, fiquei surpreso, que, ao invés de Deus o ajude ou Deus o abençoe, DEUS O APLAUDIU! :: LEIA MAIS »

A segunda chance

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Todo dia, quando acordamos, nasce novamente a chance de fazer o que queremos, de ser o que quisermos; a única pessoa que pode nos impedir é nós mesmo.

A obra de Deus é imensa. Cabe a cada um buscar o entendimento, conhecimento e a compreensão dessa obra. Por que estamos aqui? Quem somos nós? Qual o objetivo de nossa passagem pela terra?. Não posso compreender que , pessoas talentosas, pessoas extraordinárias em todos os campos, anos de estudos, pesquisa, conhecimento acumulado e que tudo isso acaba na efemeridade da vida. Não posso , não aceito, não apenas baseado na fé, mas em estudos disponíveis em todos os campos da ciência. Os grandes mestres, afirmam, não somos humanos em experiência espiritual, e sim somos espíritos em experiência humana.

Quando nós escolhemos vir viver essa experiência na terra é porque realmente precisávamos dessa bênção, para crescer, vivenciar e absolutamente evoluir em todos os sentidos , principalmente em bondade e amor. Não temos o direito de jogar fora uma experiência tão importante como essa, tão necessária para a nossa evolução. :: LEIA MAIS »

Roupa nova

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

A minha geração, na sua infância, adolescência e juventude, não tínhamos tantos meios de lazer e, na criatividade, buscávamos meios para tal de uma interação com os amigos muito grande – as poucas praças – , mas o nosso lugar favorito era mesmo as ruas. Ali, durante o dia, brincávamos de uma série de atividades: gude, futebol, triângulo, tapagem quando chovia e, no verão, soltar pipa etc. Era uma festa! Quando um grande queria brigar com a gente, que era menor, dizia-se logo: “forma pra você é fulano” E, muitas vezes, íamos buscar o tal forma para enfrentar o valentão. O principal lazer da nossa gente era mesmo o cinema; não tínhamos o veículo da TV.
No domingo, principalmente aqueles que podiam vestiam uma roupa nova para ir às matinês; os que não tinham condições, mantinham guardadinha a chamada domingueira, que exibiam sempre no domingo, muitas vezes alvo de gozação dos amigos, que logo diziam: – lá vem fulano, vestindo a sua domingueira. Sempre era uma delícia, tomar um banho e vestir uma roupa nova ou uma domingueira, para nos exibirmos. Como começávamos namorar bem cedo, e nos encontrávamos com as namoradas sempre nos domingos para ir às matinês, era uma delícia vestir uma roupa nova para nos exibirmos com a namoradinha, que, muitas vezes, namorava escondido e não podíamos nem andar de mãos dadas. :: LEIA MAIS »

Eu me lembro

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araujo

Menino de nove anos de idade, ano de 1964. O Brasil vivia o momento do golpe militar. Arrumam suas poucas roupas humildes, simples, todas feitas pela mãe, algumas de ultima hora e se prepara para ir estudar na cidade grande. É forte a curiosidade ao novo, os medos, a apreensão de viver na casa alheia. Lembra de uma pequena viagem, que foram tão poucas na sua vida e se recorda da falta que sentiu da sua casa e do que rodeava esta humilde morada. Só em pensar já começa a sentir saudade do seu cavalo, dos animais de estimação, do jogo de futebol no campinho com os amigos no final da tarde.De joelhos numa cadeira olhava pela janela os campos, as florestas,a pequena e tão querida Veredinha. Duvidas e as palavras do seu pai e sua mãe quanto ao futuro, quanto à estrada que ele tinha que percorrer. Não era fácil despedir do afeto dos seus.
Ao longe vislumbra o veiculo caçamba, que o transportaria para a cidade onde iria estudar. As ultimas recomendações da mãe Nede e do pai Chico. :: LEIA MAIS »

Acumulando

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Por Edvaldo Paulo de Araújo

A história humana remonta a milhares e milhares de anos. Desde todos os tempos, o homem vem aprendendo, desaprendendo, apanhando, ao longo do tempo, por sua falta de consciência e seu espírito destrutivo e ainda muito brutal.
Desde os tempos e tempos, que o homem adquiriu uma forma de autoproteção, a acumular alimentos, reservas, prevendo a escassez, dias difícieis, secas, doenças, imprevisibilidade dos tempos. Esse hábito foi-se tornando maior, foi ficando cada vez mais amplo e às vezes incontrolável.
O que mais me chama por demais a atenção não é apenas o acúmulo de riquezas, bens materiais, mas um acúmulo íntimo de diferenças destrutíveis. Vejo famílias sendo destruídas por diferenças guardadas, raivas, ciúmes, malquerenças, tudo no acúmulo íntimo de cada pessoa.
Numa relação de amor, vejo casais, que vão acumulando diferenças, pequenos desgostos, palavras ditas em momentos difícieis, gestos mal interpretados, mas o pior é o seu acúmulo, é guardar esses sentimentos negativos como se fossem um bem precioso, que faz infelicidades, destrói relação, simplesmente porque guardou, ressentiu, não perdoou, não esclareceu e, quando o casal acorda , o que existe são duas pessoas; que com a derrota de um, o outro se sentiu vitorioso, como se disse “toma, coisa boa!”, num jargão popular. :: LEIA MAIS »

Testemunhas do passado

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu, em seu último livro “A identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunha do passado, diz que eles são nosso espelho,  e que, através deles, podemos nos olhar.

Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra  a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão.

Num papo descontraído com um amigo, o Tenente Coronel Ivanildo da honrosa Polícia Militar, lotado no comando de Vitória da Conquista-Bahia, ele narrava a sua história, em que falava de ensinamentos e atitudes proativas do seu saudoso pai, o Senhor Joaquim Pedro da Silva (Cícero) soldado da Policia Militar da Bahia. Fatos e ensinamentos de uma relação assim vão além do que se possa imaginar, não apenas na memória, mas na alma, na forma de se comportar e proceder pelo caminho da vida de um filho dedicado e honrado. Esses ensinamentos são tão arraigados em seu espírito, que  se instalam absolutos no seu estado de consciência. O meu amigo Ivonildo é uma testemunha viva do bom homem que fora seu pai, transmite com orgulho a historia dele, com alguns  causos como o querido escritor Ariano Suassuna. Disse-me que seria registrado com o nome de Cícero, mas o tabelião lá em Aurora – Ceará, na época, rejeitou dizendo que esse nome era só do Padrinho Padre Cícero, fazendo com que o registrasse com outro nome.

Apesar de não constar no registro, adotou o nome de Cícero para a sua vida de luta. O Coronel Ivonildo é real testemunha de um passado diferenciado e totalmente voltado para o bem, com testemunhos e exemplos que  levará para suas duas filhas e elas para seus filhos, netos do meu amigo.

Sempre em rodas familiares onde se conversa frutiferamente, aparecem sempre lembranças daqueles que se foram para o outro lado da vida.Na minha família, sempre fazemos isso e cada uma fala das suas lembranças de nossos velhos, suas atitudes, seus ensinamentos, seus modos engraçados, seus jeitos de ser e, muitas vezes, choramos de emoção e eternamente seremos testemunhas de um passado de luz de nossos velhos. Mantemos sempre essa ligação de amor pelo espaço da divindade espiritual, como forma de mantê-los vivos no nosso meio de maneira natural e no apelo da saudade, pelo gesto sublime do amor. :: LEIA MAIS »

Sorrir

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo de Araújo
Sorrir é uma expressão de alegria!
Quanto custa um sorriso? É só o ato de sorrir. São intermináveis os significados de um sorriso, não é apenas o ato de entreabrir os lábios, deixar exposta a dentição e, sim, a expressão de bem-estar, felicidade, gentileza e, muitas vezes, as boas vindas do coração. Pessoas que sorriem são sempre pessoas bem-vindas, dificilmente adoecem e por onde andam espalham flores ao seu redor em forma de contentamento e felicidade. Pessoas que sorriem são de uma beleza indescritível, mesmo que não tenham os atributos formalizados como belo, esse atributo é muito superior. Um sorriso eleva quem sorrir e ajuda por demais quem o recebe. Um sorriso é sempre um ato de gentileza. Tem lugares absolutamente carentes de sorriso e gentileza. Outro dia, estava em um consultório médico e chegou uma senhora idosa e muito simples e fora atendida por uma secretária, ou que o valha, desprovida de gentileza e sorriso. Verdadeiramente aquela que chamamos de mal com a vida e de bem com grosseria, incompreensão e a falta de gentileza.
Após o ríspido atendimento, a senhora perguntou se ela estava doente o que, pronta e rispidamente, respondeu que não, e ainda disse que, pelo que estava posto, era ela, a senhora que estava. Gentilmente e com voz baixa e meiga, a senhora disse: – pois é, sou velha e estou doente, mas não esqueço de ser educada, gentil e do sorriso que tenho. Apesar de estar doente e por isso estou aqui ,esses atributos é a resposta pela satisfação que tenho de viver e tentar buscar de volta a minha saúde. Todos que ali estavam entenderam e gostaram da mensagem para aquela pobre criatura, se ela tivesse bom senso era um bom motivo para repensar suas atitudes. Está provado que, em muitos consultórios, o grande remédio é atenção, o ouvir, a orientação gentil e educada. A pessoa doente normalmente se encontra fragilizada em todos os aspectos e sente com mais profundidade um gesto gentil. :: LEIA MAIS »

Dê descanso ao seu domingo

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo

Antes de começar uma reunião do CFC – Conselho Federal de Contabilidade, em Brasília, estava conversando com meu amigo Cesar Buzzin sobre as nossas rotinas do dia a dia, alguns costumes e vícios que nos tornam meio mecânicos. A nossa discussão versava sobre a quantidade de atividade que desempenhávamos. Chegamos à conclusão de que precisamos dar descanso aos nossos domingos e feriados.
Sempre vejo as pessoas questionarem outras – o que fez no domingo? – Alguns respondem com um ar de fracasso dizendo que nada fez. Outras já dizem terem realizado várias atividades. Quem é vitorioso? Quem nada fez ou quem muito fez? Para mim, o que muito fez talvez goste de chegar à segunda-feira estressado, cansado para a suas atividades da semana; já eu prefiro o ócio.
Por que Deus, ao fazer o mundo, descansou no domingo? O que significa descansar? Pelo meu entendimento, é nada fazer. É relaxar, gastar o tempo com coisas de que gostamos mas, principalmente quando estamos a fim de fazer.

O Rabino Nilton Bonder, num belíssimo texto sobre o assunto, diz:.

​As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado… Quem tem tempo não é sério, quem não tem é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos. Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é um interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: literalmente, ficar desatento; é uma atenção – de ser atencioso consigo e com a sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? –Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo. Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande “radical” livre que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. :: LEIA MAIS »

Dar o melhor de si

Edvaldo

Por Edvaldo Paulo

Sou da teoria que o homem é que faz o cargo e não o cargo é que faz o homem. Também penso que, antes de reclamar da sua renda, faça-a ficar pequena dando o melhor de si. Caso fique só reclamando e não se dedicando, ela termina ficando enorme, pois a troca torna desigual. Apesar de a esmagadora maioria achar o contrário. O meu professor do ginásio, o inesquecível Dr. Orlando Leite de saudosa memória, com suas tiradas de muita inteligência, dizia, já naquela época, em 1969, que “um diploma de advogado sem saber nada de graça é caro” e assim convidava o alunado a estudar, a se aplicar e aquele que tivesse apenas o interesse na nota poderia sair da sala, pois a nota ele daria. Ele dava o melhor de si com lições, ensinamentos, citações e incentivo aos jovens alunos, tendo sido, para mim, de grande valia. Revendo aqui, no Museu do Louvre, o quadro A Mona Lisa, fiquei a pensar: Leonardo da Vinci, quando o pintou, teria imaginado que sua obra se tornaria o quadro mais popular e conhecido do mundo? Que sua admiração atravessaria gerações e que cópias se espalhariam por lares no mundo inteiro? Não sei, confesso, mas de uma coisa tenho certeza: Leonardo deu o melhor de si naquele momento, naquela obra.
Muitos homens emprestam dignidade e honradez aos cargos que ocupam dando a estes um brilho todo especial e um destaque maior do que outros que ocupam, hierarquicamente, cargos maiores. Acontece também o contrário; homens que ocupam cargos grandiosos achando que o estão exercendo com brilho quando, na realidade, só servem para gracejos de pessoas que os rotulam como “incompetentes”, mas os tapinhas carinhosos dos capachos, estão sempre a afagar os seus egos. Sobre isso, o Presidente Lula definiu muito bem, em um jantar de que participei em Brasília, que contou com sua ilustre e agradável presença e do simpaticíssimo Vice-Presidente, o Sr. José Alencar. Neste momento, o senhor presidente, ao se referir a estes famosos “tapinhas”, dizia que político, quando sai de cargos importantes, nem “vento” leva nas costas (risos). :: LEIA MAIS »

Contentamento

Edvaldo

Meu tio Anísio sempre me dizia “quando for reclamar da vida, olhe pra trás e veja o tamanho da fila que gostaria de estar no seu lugar”. Ele era uma pessoa que jamais reclamava, sempre feliz, sempre contente e sempre agradecendo a Deus pelo seu momento, pelo seu dia e sempre, sempre num estado de paz inigualável. Sempre brincando com seus amigos, sempre a piada certa nos momentos certos.
Tio Anísio foi o segundo esposo de uma tia muito querida. Quando o conheci, eu estava na adolescência e tive com ele ensinamentos importantes. Alguns segui imediatamente, e outros só com a maturidade e sofrimento passei a compreender a sua grandeza. Até nisso ele estava certo. Um dia, me disse que, às vezes, pessoas queriam, a todo custo, que outras compreendessem os seus ensinamentos, mas que não adiantava, era só deixar a semente plantada, pois um dia ela germinaria e daria frutos, ou seja, só com o devido amadurecimento compreenderíamos certas posições na vida.
Outro dia, estava na praça Marabá com ele quando encontrou alguns de seus amigos aposentados. Quando ele chegou, foi aquela alegria, todos perguntavam onde ele esteve e por que sumiu, ao que ele respondeu: “estou cansado do cheiro de vocês”. Claro que todos responderam que sempre estavam perfumados, etc. Ele disse que de nada adiantaria pois eles eram velhos e todo “velho fedia”. O Seu Otávio, o mais elegante, disse prontamente que sempre tomava banho duas vezes ao dia e, além de um bom desodorante, estava sempre impregnado com seu autêntico perfume francês. Meu tio Anísio voltou a insistir que de nada adiantava já que o fedor era muito superior ao seu perfume, haja vista que “eles carregavam dois ovos goros e um pinto morto debaixo das pernas”, foi aquela gargalhada! Ele era assim. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo


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