Caso Master: o Brasil assiste atônito às figuras que poderão ser incriminadas. É triste para um povo!

É triste, é deprimente, é vergonhoso para um país assistir a tantos fatos que chocam a população. As denúncias que surgem e atingem figuras públicas, muitas delas legitimadas pelo voto popular para representar os interesses da sociedade, acabam provocando perplexidade e indignação.
O mais lamentável é perceber que, muitas vezes, a sensação de impunidade parece imperar em nosso país. Os escândalos se sucedem, os fatos vêm à tona, a sociedade se espanta, mas parece que muitos daqueles que exercem funções públicas simplesmente ignoram as consequências dos seus atos.
Esquecem, inclusive, as origens humildes que tiveram e os princípios que os levaram à vida pública. Mas chega um momento em que, como diz o velho ditado popular, “a casa cai”.
Não é do meu feitio fazer pré-julgamentos. Não atribuo culpa antecipada a ninguém que esteja sendo investigado. A Justiça existe exatamente para isso. Por mais contundentes que possam parecer os fatos ou as provas apresentadas, cabe às instituições responsáveis apurarem tudo com rigor e garantirem o direito à ampla defesa.
Também não cabe à imprensa transformar preferências políticas em instrumento de defesa ou de condenação. Essa prudência precisa servir de exemplo para todos os lados, para a esquerda, para a direita, para o centro, porque a verdade e a Justiça não devem ter cor partidária.
Como a nossa juventude, que começa agora a compreender os diversos capítulos da História, vai olhar para os seus ídolos, para os artistas, para os cantores, para os homens e mulheres públicos que aprenderam a admirar e acreditar? Como convencer os jovens de que vale a pena acreditar na política, nas instituições e em seus representantes, quando notícias como essas se tornam frequentes?
Quem perde é a sociedade. E, acima de tudo, perde a confiança, um patrimônio tão difícil de construir e tão fácil de destruir.
Gostaria sinceramente que nada disso fosse verdade. Nem de um lado, nem de outro. Porque, quando fatos dessa natureza surgem, o prejuízo não é apenas para os envolvidos. O prejuízo é para o Brasil.
É triste. Triste Bahia. Triste Brasil.














