A oncologista baiana Clarissa Mathias participa neste fim de semana do encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado em Chicago, nos Estados Unidos. Considerado o maior e mais importante congresso de oncologia do planeta, o evento reúne mais de 40 mil profissionais da área da saúde para discutir avanços no diagnóstico, tratamento e prevenção do câncer.

Clarissa integra a diretoria da entidade na condição de membro internacional, posição que reforça sua relevância no cenário mundial da oncologia. A médica também faz parte do conselho de administração da Oncoclínicas e já presidiu a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Reconhecida como uma das principais referências da oncologia brasileira, Clarissa Mathias tem atuação destacada em pesquisa clínica, inovação terapêutica e na defesa da ampliação do acesso ao diagnóstico precoce, aos medicamentos e às novas tecnologias voltadas ao tratamento do câncer.

Em entrevista ao portal Alô Alô Bahia, a especialista destacou os avanços alcançados no tratamento do câncer de pulmão.

“A jornada do paciente evoluiu de um prognóstico historicamente reservado para um modelo de sobrevivência de longo prazo e alta qualidade de vida”, afirmou a médica.

O congresso da ASCO é tradicionalmente aguardado pela comunidade científica mundial por reunir as mais importantes pesquisas e descobertas na área da oncologia. E, neste ano, um dos temas que mais despertaram atenção foi a apresentação de uma nova droga voltada ao tratamento do câncer de pâncreas.

Segundo relatos apresentados durante o evento, a divulgação dos resultados provocou forte emoção entre os participantes. Médicos, pesquisadores e cientistas reagiram com entusiasmo diante dos dados apresentados, reconhecendo a relevância do avanço alcançado.

É importante destacar que não se trata de uma cura definitiva para a doença. No entanto, os resultados demonstraram um aumento significativo na sobrevida dos pacientes, o que representa um avanço extremamente importante para uma enfermidade que continua sendo uma das mais desafiadoras da oncologia.

O câncer de pâncreas é conhecido justamente por sua evolução silenciosa. Em muitos casos, o diagnóstico ocorre apenas em estágios avançados, quando a doença já apresenta comprometimento de outros órgãos.

Outro aspecto que chamou atenção foi o perfil da nova medicação. Conforme os dados divulgados durante o congresso, trata-se de um tratamento administrado por via oral, em dose única diária, que não se enquadra nos modelos tradicionais de quimioterapia e apresenta um perfil de efeitos adversos considerado mais favorável.

Na oncologia, cada avanço representa esperança. E quando um novo tratamento consegue ampliar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, estamos diante de uma conquista que merece ser celebrada por toda a comunidade científica.

Sem dúvida, uma notícia que renova a esperança de médicos, pesquisadores, pacientes e familiares em todo o mundo.