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Já tivemos Régis Pacheco e Edvaldo Flores como governadores. Pedral e Guilherme poderiam ter sido. Agora é a vez de Sheila? Só depende de ACM Neto


A manchete desta matéria pode parecer curiosa, mas ela tem fundamento histórico. Vitória da Conquista já teve dois filhos seus ocupando o cargo de governador da Bahia. Régis Pacheco chegou ao governo após disputar a eleição que originalmente teria como candidato Lauro de Freitas, que faleceu em decorrência de um acidente aéreo. Régis entrou na disputa e venceu no voto, tornando-se governador do estado.

Também tivemos Edvaldo Flores, que era vice-governador de Clériston Andrade. Com a morte de Clériston, igualmente em acidente aéreo, Edvaldo assumiu o governo da Bahia, colocando mais uma vez o nome de Vitória da Conquista no topo da política estadual.

Outras oportunidades também surgiram ao longo da história. Pedral Sampaio teve a chance de chegar ao governo quando foi convidado para compor como vice, mas preferiu indicar Nilo Coelho. Naquele contexto político, era praticamente certo que a chapa venceria, como de fato aconteceu, e Nilo acabou assumindo o governo do estado.

Mais tarde, Guilherme Menezes também foi assediado politicamente para disputar posições que poderiam levá-lo ao governo da Bahia. Recebeu convites importantes, inclusive com a presença de lideranças estaduais em Vitória da Conquista, mas optou por permanecer no projeto político local, declinando das possibilidades.

Agora, novamente, o nome de Vitória da Conquista volta ao centro das discussões estaduais. A prefeita Sheila Lemos surge como possibilidade concreta de compor a chapa majoritária como vice de ACM Neto. Ela própria já sinalizou publicamente que, se houver consenso no grupo, está disposta a aceitar o desafio.

Neste momento, a decisão passa essencialmente por ACM Neto. É ele quem conduzirá a formação da chapa e avaliará o peso político de cada nome. Sheila reúne fatores importantes. É mulher, prefeita reeleita com votação expressiva, administra o terceiro maior município da Bahia e possui hoje um capital político que ultrapassa os limites regionais, alcançando visibilidade estadual.

Há outros nomes colocados, como o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, um político experiente e de trajetória consolidada. Ainda assim, na avaliação de muitos observadores, Sheila apresenta atributos estratégicos relevantes, principalmente pela representatividade feminina, pela força eleitoral recente e pela posição geográfica do sudoeste baiano.

Portanto, a pergunta permanece no ar. Vitória da Conquista poderá novamente chegar ao Palácio de Ondina? A resposta, neste momento, depende de uma decisão política que está nas mãos de ACM Neto.

Vamos aguardar.

1 resposta para “Já tivemos Régis Pacheco e Edvaldo Flores como governadores. Pedral e Guilherme poderiam ter sido. Agora é a vez de Sheila? Só depende de ACM Neto”

  • Carlos Almeida says:

    Durante a campanha de Cleriston Andrade a governador o candidato a vice era Rogerio da Silva Rego. O acidente aéreo ocorreu em outubro de 1982, sendo então indicados João Durval Carneiro como governador e Edvaldo Flores como vice.

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alessandro tibo


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