Pelo visto, a prefeita Sheila Lemos deverá mesmo governar Vitória da Conquista até o final de 2027. Sua fala é firme, serena e determinada: cumprirá o mandato. Ela entende que precisa honrar os votos recebidos na última eleição, quando foi reconduzida ao cargo de prefeita da capital do Sudoeste da Bahia.

Não se trata de ignorar o jogo político ou de descartar possibilidades que, no mundo da política, sempre existem. Mas, por decisão pessoal, Sheila quer concluir sua gestão. Essa tem sido sua posição desde o início: foi eleita para governar e assim pretende fazer.

É verdade que, em tom elegante, ela já afirmou que soldado, quando convocado, não pode abandonar o seu comando. Mas essa declaração soa mais como cortesia política do que como sinal real de mudança de rumo. Na prática, não se percebe abertura concreta para deixar o cargo.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, ao comentar a formação da chapa de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues, citou três nomes para a vice: Sheila Lemos, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e a deputada Rogéria. São sugestões dentro do campo oposicionista, que aguarda apenas o fim do Carnaval para anunciar oficialmente a composição completa.

Hoje, a chapa tem como nomes postos ACM Neto ao Governo, João Roma e Ângelo Coronel ao Senado. Quanto à presença de Ângelo Coronel, não há mais dúvidas: ele integra definitivamente o grupo de oposição.

Resta saber quem ocupará a vaga de vice. Pelo que tudo indica, ao menos por ora, Sheila Lemos continuará onde sempre afirmou que ficaria: à frente da Prefeitura de Vitória da Conquista.