Flamengo amarga derrota para o Corinthians com o Estádio Mané Garrincha lotado: 2 a 0 e poderia ter sido mais

As duas maiores torcidas do futebol brasileiro atravessaram o país e foram até Brasília decidir a Copa Rei. Casa cheia, arquibancadas pulsando, bandeira pra todo lado, aquele clima de final que a gente já conhece: emoção antes mesmo da bola rolar.
E a festa começou cedo, com show do baiano João Gomes, hoje um dos nomes mais comentados da música popular. Carisma, voz marcante, repertório que conversa com o povão. Gostem ou não, o menino está estourado, e merecidamente. Levantou o público e esquentou o ambiente pra decisão.
Mas vamos ao jogo.
No papel, o favoritismo era todo do Flamengo. Elenco estrelado, folha salarial altíssima, banco de reservas que parece time titular. Sai um craque, entra outro. Um luxo que poucos clubes do Brasil podem ter. É o time que revelou Zico, acostumado a decisões, acostumado a títulos, acostumado a impor respeito.
Por isso mesmo a pergunta ecoa: como um time com essa estrutura toda pode perder assim? E perder sem contestação.
Foram dois a zero para o Corinthians. E, sinceramente, poderia ter sido mais.
O Corinthians, com um elenco mais enxuto, menos badalado, fez o básico com perfeição. Organização, entrega, raça. Jogou como final se joga: cada bola como se fosse a última, cada dividida como se valesse a vida. Soube aproveitar as chances. Foi cirúrgico.
A expulsão durante o jogo até poderia mudar o panorama, mas não foi isso que decidiu. O que decidiu foi atitude. O Corinthians vestiu a camisa com fome de vitória. Jogou para os seus “loucos”, como a própria torcida gosta de se chamar.
Enquanto isso, o Flamengo, cheio de estrelas, parecia sem brilho. Resultado final: 2 a 0. Silêncio vermelho e preto. Festa preta e branca.
E pode ter certeza: tem muito flamenguista até agora sem entender o que aconteceu. Porque, no futebol, nem sempre ganha o mais caro. Muitas vezes, ganha o mais valente.













