Leiam a opinião de Gilberto Luna sobre quem deveria ser o técnico da Seleção Brasileira.

Já é do conhecimento de todos que, mesmo antes de a Seleção Brasileira chegar aos Estados Unidos, ao México e ao Canadá para a disputa da Copa do Mundo, a CBF já havia definido a permanência de Carlo Ancelotti no comando da equipe, firmando contrato para que ele desse continuidade ao trabalho à frente da Seleção Brasileira.
A decisão foi tomada para que o treinador tenha tempo suficiente para formar uma equipe capaz de recolocar o Brasil no caminho do tão sonhado hexacampeonato. A própria CBF entendeu que o período de preparação antes desta Copa foi muito curto para que Ancelotti pudesse implantar plenamente a sua filosofia de trabalho e montar uma seleção ainda mais competitiva.
É verdade que o Brasil dispõe de uma geração de atacantes capaz de enfrentar qualquer seleção do mundo. Nesse aspecto, poucos países possuem tantos jogadores talentosos. Por outro lado, não podemos fazer a mesma afirmação em relação ao sistema defensivo e ao meio-campo, setores que ainda carecem de maior regularidade e de novos destaques. Mas haveremos de descobri-los.
Enquanto isso, o engenheiro Gilberto Luna apresenta um ponto de vista diferente. Em seu artigo, defende que o técnico ideal para comandar a Seleção Brasileira seria Luiz Felipe, atual treinador do Flamengo, e expõe as razões que sustentam essa opinião.
Fica, portanto, esse registro. Talvez Gilberto ainda não tenha tomado conhecimento de que a CBF já definiu a continuidade de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira.
Agora é acompanhar a matéria e conhecer os argumentos apresentados pelo articulista:
“A OPÇÃO FILIPE LUIZ COMO NOVO TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA
Em 2018, a Argentina chocou o mundo do futebol ao apostar em Lionel Scaloni, um ex-jogador jovem e sem nenhuma experiência prévia como técnico principal. Sob enorme desconfiança, ele assumiu o comando baseado apenas em seu conhecimento profundo do vestiário e das dinâmicas de elite da seleção. O resultado dessa ousadia histórica foi o fim de um longo jejum de títulos e a conquista do tricampeonato mundial na Copa do Mundo. O Brasil precisa urgentemente do seu próprio “momento Scaloni” para oxigenar suas ideias e dar início a uma reconstrução imediata.
A eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026 deixou claro que o futebol brasileiro necessita de uma ruptura com o passado. Esperar pelo final de longos ciclos ou insistir em fórmulas desgastadas apenas adiará a evolução necessária. A CBF precisa agir com coragem e liderar uma mudança profunda desde já. O nome ideal para iniciar esse trabalho complexo, completo e focado no longo prazo é o de Filipe Luís, o profissional certo para guiar essa nova era.
O grande diferencial de Filipe Luís é a sua determinação e dedicação em aplicar no Brasil as táticas e metodologias mais avançadas utilizadas na Europa. Sua principal referência é o argentino Diego Simeone, com quem trabalhou por anos no Atlético de Madrid. Desse aprendizado, Filipe extraiu a capacidade de montar times com extrema compactação defensiva, transições velozes e uma leitura de jogo cirúrgica para anular as virtudes dos adversários, adaptando esses conceitos de elite à nossa realidade.
Dessa forma, ele demonstra uma capacidade única de aliar o modelo europeu ao futebol brasileiro. Como multicampeão e técnico no Flamengo, ele vivenciou de perto a pressão midiática, o calendário caótico e as características do atleta sul-americano. Ele sabe perfeitamente como injetar a intensidade e a disciplina tática do Velho Continente sem engessar o drible, a improvisação e a essência do nosso jogo, unindo a organização tática ao talento natural.
Iniciar um trabalho completo exige tempo, e o ciclo para a Copa do Mundo de 2030 começa agora. Entregar a Seleção Brasileira a Filipe Luís imediatamente permitirá que ele implemente uma filosofia de jogo unificada e promova uma reformulação justa do elenco. O AS Monaco já reconheceu o seu potencial ao contratá-lo recentemente. A CBF não pode se dar ao luxo de assistir ao crescimento de sua maior promessa no exterior enquanto a Seleção Brasileira segue sem identidade.
Gilberto Ferreira Luna”













