Meus amigos, que alegria para mim, por exemplo, que sempre fui favorável à convocação de Neymar, mesmo sabendo que o craque santista ainda não está em suas condições físicas ideais para disputar uma Copa do Mundo, competição que exige muito dos atletas para que possam apresentar o melhor rendimento em campo.

Craque indiscutível, ele é. Até os mais céticos, que não concordavam que Ancelotti deveria levá-lo para o Mundial, já admitem, diante do que vimos da nossa Seleção, que Neymar, sem dúvida alguma, poderá ser recuperado ao longo da competição. Mesmo que ainda não esteja cem por cento, será uma peça importante dentro de campo, pela experiência, pela criatividade e pelo talento que o tornaram um dos grandes jogadores do futebol mundial.

Se tivesse se dedicado mais ao longo da carreira, talvez ninguém tivesse dúvidas de que seria o melhor do mundo. Mas o fato é que a sua presença em campo faz a diferença. Eu mesmo imaginava que ele não deveria ser escalado já para esse jogo contra a Escócia. Pensava que fosse preservado para as fases decisivas, para o mata-mata. Mas ocorre que o Brasil também precisa de um resultado importante, porque nada está definido dentro do grupo.

Então, o que imagino que pensa Ancelotti, um estrategista vencedor? Que Neymar possa ser decisivo e ajudar a Seleção a conquistar uma vitória nesse compromisso que pode definir a classificação brasileira para a próxima fase.

Olha, vencendo amanhã e avançando, a tendência é que o Brasil ganhe confiança, fôlego e cresça dentro da competição. E, quem sabe, pode até parecer exagero de otimismo, mas é exatamente assim que muitos campeões se constroem: ganhando corpo durante o torneio.

Vamos torcer, e muito, para que isso aconteça.

Lamentavelmente, ainda não temos um meio-campo capaz de encantar, tampouco uma defesa que nos transmita absoluta confiança. Mas, em compensação, temos um ataque capaz de fazer a diferença. E, agora, com Neymar em campo, mais do que nunca, eu boto fé.

E espero, caro leitor, que você também tenha esse mesmo sentimento.

Vamos Brasil. Que venha a Escócia e, com fé em Deus, mais uma vitória rumo ao tão sonhado hexacampeonato.