É muito pouco para uma cidade da importância de Vitória da Conquista. É muito pouco para uma região que influencia diretamente uma população próxima de dois milhões de habitantes, abrangendo inclusive municípios do norte de Minas Gerais.

É muito pouco para o peso econômico que a nossa região representa. Muito pouco para uma cidade que cresce, se desenvolve, atrai investimentos, realiza grandes eventos e exerce forte influência sobre todo o interior da Bahia.

E, enquanto isso, um silêncio quase sepulcral parece pairar sobre o céu de Vitória da Conquista.

A sociedade conquistense acompanha com preocupação a redução das opções de voos e os elevados preços das passagens aéreas. Empresários, estudantes, profissionais liberais, pacientes em tratamento médico e cidadãos que precisam se deslocar para Salvador ou para outras regiões do país enfrentam dificuldades cada vez maiores.

As tarifas praticadas tornaram-se, em muitos casos, proibitivas. E o problema não se limita apenas ao preço. A escassez de voos e a limitação de horários também dificultam a mobilidade da população.

É importante lembrar que viajar de avião já não é mais um privilégio restrito aos mais ricos. O transporte aéreo passou a fazer parte da rotina de milhares de brasileiros. Hoje, trabalhadores, estudantes, aposentados e famílias utilizam esse meio de transporte como necessidade e não como luxo.

Por isso, é impossível compreender que uma cidade com a relevância de Vitória da Conquista continue enfrentando uma situação como essa.

Estamos falando de um município que realiza grandes eventos culturais, religiosos e empresariais. Uma cidade que recebe investidores, profissionais de diversas áreas e pessoas que escolhem Conquista para viver em razão da qualidade de vida que ainda oferece.

É evidente que também enfrentamos desafios urbanos, como qualquer cidade em crescimento. Mas isso não pode servir de justificativa para que uma demanda tão importante deixe de receber a devida atenção.

Chegou o momento de uma mobilização mais ampla.

É preciso que todas as forças políticas, independentemente de posições partidárias ou ideológicas, unam esforços em torno dessa pauta. Lideranças existem para liderar. E liderança também significa defender os interesses da população quando os problemas se tornam urgentes.

Não se trata de apontar culpados ou atribuir omissões. Trata-se de cobrar soluções.

Onde está o governo federal? Onde está o governo estadual? Onde estão os deputados federais e estaduais que representam a região? Evidentemente, o governo municipal também precisa continuar participando dessa discussão.

Mas a verdade é que uma questão dessa magnitude exige articulação política de alto nível e mobilização parlamentar efetiva.

Vitória da Conquista e toda a região Sudoeste não podem continuar convivendo com essa realidade. O momento exige ação, diálogo e resultados concretos.

A população já esperou demais.