Mulher de voz potente, artista que traduz como poucas a força da cultura negra da Bahia, Margareth Menezes é uma figura que ultrapassa o universo da música. É símbolo, é identidade, é representatividade. Uma cantora extraordinária, que já esteve conosco em diversas oportunidades aqui em Vitória da Conquista e que sempre foi recebida com carinho pelo público conquistense.

Margareth foi convidada pelo presidente Lula para assumir o Ministério da Cultura e aceitou o desafio. Desde então, passou a conduzir uma das pastas mais importantes do governo federal, justamente em um momento de reconstrução das políticas culturais no país. Mesmo com tamanha responsabilidade, ela não deixou de participar do Carnaval de Salvador, onde mantém uma relação histórica com a festa, especialmente através do seu tradicional bloco Os Mascarados.

Durante o último Carnaval, a ministra esteve em Salvador acompanhando as atividades oficiais, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, do presidente Lula e de outros ministros. Como sempre acontece em ambientes políticos dessa natureza, conversas surgem, ideias circulam e possibilidades começam a ser desenhadas. Foi nesse contexto que ganhou força a informação de que o presidente Lula estaria estimulando Margareth Menezes a disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições de 2028, como candidata do Partido dos Trabalhadores.

Questionada sobre o tema, Margareth respondeu de forma breve, mas deixou uma sinalização importante. Disse que não tem perfil para o Legislativo, mas que poderia avaliar uma atuação no Executivo. Ou seja, não descartou a possibilidade. E isso, na política, já significa muito.

Caso essa hipótese avance, o PT estaria apostando em um nome com forte apelo popular, reconhecimento nacional, identidade cultural e capacidade de dialogar com diversos segmentos da sociedade. Seria também uma tentativa concreta de voltar a governar a capital baiana, algo que o partido não consegue há bastante tempo.

Naturalmente, uma decisão dessa magnitude não depende apenas da vontade pessoal. Passa pelo apoio das principais lideranças políticas do partido na Bahia, como Jaques Wagner, Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues, além da construção de uma base aliada sólida.

Por enquanto, trata-se de uma possibilidade que surgiu nos bastidores do Carnaval de Salvador, a maior festa popular do planeta. Mas, como todos sabem, na política, uma ideia de hoje pode se transformar em realidade amanhã.

E aí, Margô? Vamos aguardar os próximos capítulos.