A “guerra” pela sucessão aumenta o tom. O que vale para o governo federal vale também pra Bahia. Rui é o principal alvo das munições. Aqui, ACM Neto terá que se defender.

Amigos e amigas, não temos para onde correr. A sucessão estadual, ou melhor, as sucessões nos estados brasileiros, estarão naturalmente vinculadas à sucessão presidencial. O presidente Lula busca a reeleição e, consequentemente, chegar ao seu quarto mandato. Não há como dissociar uma coisa da outra.
A disputa tende a ser plebiscitária, com o foco voltado para o Planalto Central. Vivemos em um país que já experimentou episódios políticos traumáticos, situações que talvez a juventude mais recente não tenha acompanhado, mas que marcaram profundamente a nossa história. Tivemos três ex-presidentes que deixaram o poder em circunstâncias extremas, seja por renúncia, cassação ou prisão. Collor de Mello, Lula e Jair Bolsonaro passaram por momentos que expuseram o país a crises institucionais intensas.
Todos lembramos também dos debates presidenciais recentes, carregados de acusações duras, agressões verbais e confrontos diretos. Era um cenário triste de assistir, independentemente de posições políticas. Enquanto um acusava, o outro reagia, e o país assistia perplexo àquele embate.
Passado o Carnaval, o tom volta a subir. Para muitos a folia terminou, mas na política ela continua em ritmo acelerado. Em Brasília, o palco está montado e o alvo principal das críticas da oposição é o ministro da Casa Civil, Rui Costa, talvez o nome mais influente do governo Lula pela proximidade pessoal e política com o presidente. A estratégia é clara: desgastar Rui para atingir Lula.
No campo baiano, o movimento será semelhante. Se de um lado tentam associar Rui a episódios negativos, do outro haverá reação, e o ex-prefeito ACM Neto também deverá enfrentar ataques, com tentativas de vinculá-lo a qualquer fato que possa comprometer sua imagem. A lógica é conhecida: atingir o adversário antes que ele cresça.
Portanto, está posto o cenário. A política entra definitivamente em modo de confronto. A sucessão de 2026 já começou, e o que veremos daqui para frente será uma disputa dura, intensa, onde cada movimento terá repercussão direta tanto em Brasília quanto na Bahia.
A política, meus amigos, é mesmo uma verdadeira guerra.















