Sheila Lemos, se quiser, poderá ser a vice de ACM Neto. Pelo que ouvi da prefeita, ela não deixará o cargo e cumprirá o mandato até o final de 2027.

Fala-se muito na possível candidatura da prefeita Sheila Lemos a vice-governadora, na chapa de ACM Neto, que hoje já temos como praticamente certa, salvo algum acidente de percurso. O que se desenha, de forma mais realista neste momento, é o seguinte cenário: ACM Neto candidato ao governo da Bahia, João Roma disputando o Senado, Ângelo Coronel também concorrendo ao Senado, e a vaga de vice ficando em aberto entre o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e a prefeita Sheila Lemos.
Sinceramente, observando o panorama político, é muito mais provável que o conjunto das forças que apoiam ACM Neto recorra ao nome de Sheila Lemos do que ao de José Ronaldo. Ele próprio, evidentemente, participará das conversas que decidirão a composição final da chapa, até porque, como prefeito de Feira de Santana, deverá ouvir a população da Princesa do Sertão Baiano. E é natural que os feirenses queiram que ele permaneça à frente da Prefeitura do município.
Já Zé Cocá, que é um nome do interior e que agradaria a ACM Neto nesse aspecto, não me parece mais viável. Houve aquelas conversas, aquelas paqueras, ou até a impressão de uma aproximação com o Governo do Estado, o que enfraqueceu sua posição dentro desse tabuleiro político.
O nome mais forte, portanto, surge de forma natural. Sheila Lemos reúne atributos importantes: é mulher, prefeita reeleita, representa o Sudoeste do Estado e possui ascendência política em toda a Bahia, especialmente em razão da sua segunda gestão à frente da Prefeitura de Vitória da Conquista.
Ocorre que a prefeita não deverá deixar o cargo. Isso eu ouvi dela há muito tempo. Quando assumiu, estive em seu gabinete, na Zona Oeste, e perguntei diretamente: “Prefeita, a senhora ficará sem mandato?” E ela respondeu, de forma objetiva: “Sim, ficarei. Vou governar Conquista até o final do mandato.” Tenho quase certeza de que ela manterá essa posição, mesmo diante do discurso de que o soldado deve estar sempre à disposição do seu exército.
Sinceramente, não creio nessa possibilidade, sobretudo no momento em que ela lança o seu esposo, o advogado Wagner Alves, como candidato a deputado estadual.















