ACM Neto, virtual candidato ao governo do estado, prossegue na sua caminhada e dá mostras de que sua candidatura é irreversível

Meus caros leitores, trazemos hoje uma matéria que trata da sucessão ao Governo da Bahia, atualmente comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues, candidato natural à própria recondução e que conta com forte apoio da sua base política, formada por partidos como PT, PCdoB, PSB, Avante, PSD, entre outras siglas que compõem o arco governista.
Do outro lado, na oposição, o nome que continua a despontar com consistência é o do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, filiado ao União Brasil. Ele segue construindo, ao longo do tempo, uma candidatura competitiva, embora enfrente o desafio de não estar à frente da máquina pública, fator que, naturalmente, exige de Neto uma intensa jornada pelos municípios baianos. Será preciso, como se diz na boa política, gastar sola de sapato, conversar, ouvir, articular e buscar o convencimento dos prefeitos, lideranças e da população. Não é uma tarefa simples, é uma missão hercúlea, e Neto sabe disso.
É verdade que, por muito tempo, setores da mídia baiana ventilaram a possibilidade de que Neto optaria por disputar uma vaga na Câmara Federal. Porém, nas últimas semanas, jornalistas respeitados e líderes de opinião já admitem abertamente que sua candidatura ao governo é irreversível. E mais: sustentam que o ex-prefeito não pode mais recuar, sob pena de comprometer sua liderança e seu futuro político no estado.
Neto já havia renunciado a uma candidatura no passado, decidiu disputar o governo na última eleição e, mesmo não vencendo, saiu maior politicamente. Agora, a Bahia que diverge do grupo petista, que governa o Estado há quase 20 anos, identifica nele o nome natural da oposição.
Tudo aponta para uma eleição duríssima, onde pesará o convencimento, o discurso e, principalmente, o que cada lado terá a apresentar em termos de entregas e resultados. Em recente agenda, ACM Neto esteve ao lado de figuras de peso da política baiana, como o prefeito de Salvador, Bruno Reis; o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo; o ex-ministro João Roma; e o ex-deputado Marcelo Nilo. Os movimentos estão feitos. O tabuleiro está posto.
E assim segue a política baiana: dinâmica, intensa e sempre surpreendente.

















