Hoje, ao acordar, deparei com uma linda mensagem enviada por uma pessoa que eu gosto e prezo demais: minha cunhada, Cidalisa Gusmão, a nossa querida Dainha, esposa do meu irmão Beijalviro, o Dodó. A mensagem é um exemplo. É, na verdade, uma lição de vida.

E eu, que sempre presto atenção aos sinais que Deus manda através das pessoas, parei, li com calma e senti que precisava repartir com vocês aquilo que recebi. Porque a vida é assim: quando algo toca a gente de verdade, a gente compartilha.

Meus amigos, minhas amigas, muitas vezes temos comportamentos que nos afastam da leveza da vida. Às vezes somos egoístas sem perceber, outras vezes caímos na autocomiseração, desprezamos os outros… ou nos desprezamos. Esquecemos que a vida é feita de momentos, e que cada um deles merece ser vivido com verdade, com entrega e com consciência.

O futuro a Deus pertence. O passado já cumpriu seu papel. O presente… ah, o presente é nosso. E precisa ser vivido com mais sabedoria.

E foi pensando nisso que decidi trazer para vocês esse texto, de autor desconhecido, mas tão profundo, tão verdadeiro, que considerei um verdadeiro presente divino. E presente bom a gente não guarda, a gente distribui.

Assim como fez Dainha comigo, faço agora com vocês: deixo aqui essa mensagem para que cada um possa retirar dela o que eu retirei, ou ainda mais.

E concluo dizendo: que sejamos pessoas capazes de semear o bem, de construir gestos de amor e convivência, exatamente como Deus sonhou para a humanidade. Porque tudo nesta vida passa, menos a bondade que deixamos no coração das pessoas.

Leia na íntegra:

CAMINHOS DO TEMPO

Há um silêncio que chega com os anos, e ele não é feito apenas da ausência de ruídos, mas da transição suave entre o que éramos e o que nos tornamos. Aos *60*, você começa a sentir a sutileza do distanciamento.

A sala que antes pulsava com suas ideias agora parece cheia de vozes que não pedem mais sua opinião. Não é uma rejeição, é o ritmo da vida. É quando aprendemos que nossa contribuição não está no presente imediato, mas nos rastros que deixamos nos corações e mentes ao longo do caminho.

Aos 65, você percebe que o mundo corporativo, outrora tão vital, é um fluxo incessante. Ele segue, indiferente ao que você fez ou deixou de fazer. Não é uma derrota, é a libertação. Esse é o momento de olhar para si mesmo, despir-se do ego e vestir a serenidade. Não se trata mais de provar, mas de ensinar, de compartilhar, de ser mentor. A verdadeira realização não é a que se exibe, mas a que inspira.

Aos 70, a sociedade parece lhe esquecer, mas será mesmo?

Talvez seja apenas um convite para reavaliar o que realmente importa. Os jovens não o reconhecerão pelo que você foi, e isso é uma bênção disfarçada: você pode agora ser apenas quem você é. Sem máscaras, sem títulos, apenas a essência.

Os velhos amigos, aqueles que não perguntam “quem você era”, mas “como você está”, tornam-se joias preciosas, diamantes que brilham no crepúsculo da vida.

E então, aos 80 ou 90, é a família que, na sua correria, se afasta um pouco mais.

Mas é aí que a sabedoria nos abraça com força. Entendemos que amor não é posse; é liberdade.

Seus filhos, seus netos, seguem suas vidas, como você seguiu a sua. A distância física não diminui o afeto, mas ensina que o amor verdadeiro é generoso, não exigente.

Quando a Terra finalmente chamar por você, não há motivo para medo. É a última dança de um ciclo natural, o encerramento de um capítulo escrito com suor, lágrimas, risos e memórias.

Mas o que fica, o que realmente nunca será eliminado, são as marcas que deixamos nas almas que tocamos.

Portanto, enquanto há fôlego, energia, enquanto o coração bate firme, viva intensamente.

Abrace os encontros, ria alto, desfrute os prazeres simples e complexos da vida. Cultive suas amizades como quem cuida de um jardim. Porque, no final, o que resta não são as conquistas, nem os títulos, nem os aplausos. O que resta são os laços, os momentos partilhados, a luz que espalhamos.

Seja luz, seja presença, e você será eterno.

Dedico a todos que entendem que o tempo não apaga, mas apenas transforma.