Pelé e Messi foram os melhores do mundo! Cada um em seu tempo

Esta matéria que trago agora é para que façamos uma reflexão sobre o que significaram dois jogadores para o mundo do futebol: Lionel Messi, que felizmente ainda está vivo conosco, e o Rei Pelé, que já partiu. Pelé é tão grande que, mesmo depois de tantos anos desde que se sagrou tricampeão do mundo pela Seleção Brasileira, em 1970, continuam surgindo atletas, jogadores e especialistas fazendo comparações com ele.
E isso acontece porque Pelé é realmente incomparável. Eu, particularmente, se tivesse que responder quem foi o melhor jogador do mundo depois de Pelé, não diria que foi Messi. Entendam o que eu quero dizer: para mim, Ronaldinho Gaúcho e Neymar são jogadores melhores do que Messi.
O problema é que, nesta Copa do Mundo, ficou muito evidente que todos estavam procurando marcas e recordes. A televisão, os jornais, o rádio e as redes sociais, com essa busca permanente por informações, fazem um trabalho extraordinário ao levantar números e comparações. Quem fez mais gols? Quem deu mais assistências? Quem conquistou mais títulos? Quem disputou mais Copas? Quem teve o melhor comportamento fora de campo? Tudo isso passou a ser levado em consideração.
E Messi, nesse aspecto, tem uma trajetória extraordinária. É um homem muito ligado à família, um exemplo de atleta e alguém que construiu uma carreira marcada por conquistas, talento e longevidade. Mas, quando falo exclusivamente de futebol, de habilidade e da capacidade de jogar bola, eu considero Ronaldinho Gaúcho e Neymar superiores a Messi.
Ronaldinho foi um gênio. Continua sendo um gênio, embora já não esteja mais jogando futebol profissionalmente. Neymar é outro jogador extraordinário. “Ah, mas ele cai muito.” Cai, sim, porque também leva muita pancada. Neymar não teve a mesma maturidade de Messi para se proteger em determinadas situações, mas é um jogador que cabeceia, joga com as duas pernas e possui uma capacidade técnica que poucos atletas na história tiveram.
O mesmo pode ser dito de Ronaldinho Gaúcho. Mas é preciso fazer uma comparação entre as épocas. Pelé jogava em condições muito inferiores às que Messi encontrou. Os campos e os gramados eram, muitas vezes, ruins. A preparação física não contava com a tecnologia atual, não existiam os equipamentos modernos para musculação e recuperação, nem o mesmo acompanhamento médico, nutricional e científico que os atletas possuem hoje.
Messi teve à sua disposição toda essa estrutura. Por isso, é preciso reconhecer também o contexto de cada época. Para mim, Pelé e Messi foram os dois maiores jogadores do mundo, cada um em seu tempo. Messi é, sem dúvida, um cracaço de bola, um gênio e, considerando tudo o que o futebol moderno oferece e todos os números e marcas que são analisados atualmente, está acima de todos os atletas da sua geração.
Mas já se passaram mais de sessenta anos desde que Pelé surgiu para o mundo, e ele continua sendo lembrado, cantado, admirado e reverenciado por torcedores de futebol em todos os lugares. Somente Pelé conseguiu parar guerras. E isso, por si só, já demonstra a dimensão do personagem que foi e continua sendo.
De qualquer sorte, viva Pelé! Viva Messi!












