Espanha, a grande campeã. A Argentina vendeu caro a sua derrota, honrando a camisa que veste.

Seria a maior injustiça do mundo a Espanha não sair como campeã da Copa do Mundo. Ontem, depois da partida encerrada, podemos dizer que a Argentina, em muitos momentos, não viu a cor da bola. Desde o início do jogo, a Espanha foi superior no toque de bola, na movimentação e nas tentativas de chegar ao gol, embora a bola insistisse em não entrar.
A superioridade espanhola dentro de campo foi absurda. Daí afirmarmos que seria uma injustiça, uma verdadeira punição ao futebol apresentado pela Espanha, caso ela não conquistasse o título. De qualquer sorte, não podemos negar que a equipe argentina não se entregou e, dentro das suas limitações técnicas, comportou-se em campo como uma equipe guerreira, honrando a camisa que veste e defendendo a sua pátria, como sempre faz.
O hino argentino é cantado como se fosse a última coisa que aqueles jogadores fariam na vida. É, realmente, uma equipe patriótica. Messi, ontem, não esteve bem, muito bem marcado, mas talvez, já na prorrogação, tenha realizado algumas jogadas que podemos chamar de geniais, mostrando que, a qualquer momento, poderia surpreender.
E, se viesse o empate e a decisão fosse para os pênaltis, seria uma punição ao futebol apresentado pela Espanha. Ainda bem que o final foi o melhor possível e fez-se justiça ao melhor futebol apresentado em campo. É verdade que, antes do início da competição, a França aparecia como a seleção mais cotada para conquistar o título, mas, infelizmente para os franceses, não deu certo.
E aí ficou a Espanha, uma grande seleção que mereceu conquistar a Copa do Mundo. Agora vamos aguardar o que será do Brasil daqui para frente. Já existem dois amistosos anunciados para o mês de setembro, e isso, na verdade, serve para que a CBF mantenha acesa a chama junto ao torcedor brasileiro, porque a Copa acabou, mas outras virão, inclusive a próxima, em 2030, no Marrocos.
Esperamos que o treinador Carlo Ancelotti, que já teve o seu contrato renovado antes mesmo da realização da Copa do Mundo, tenha condições de formar uma equipe competitiva, porque talento nós temos e jogadores nós temos. Nesta seleção brasileira que se despediu prematuramente da Copa do Mundo, já existem atletas que nos permitem ter uma ideia do que poderemos construir para o Mundial de 2030.
E, diga-se de passagem, o Brasil é sempre um sério candidato ao título, pela tradição, pelo que já apresentou recentemente, pelo que vem apresentando e, principalmente, pelo que fez agora nesta Copa do Mundo. Porque ser candidato ao título é uma tradição dos brasileiros.













