Amigos e amigas, caros leitores, esta afirmativa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do PL, é muito, muito forte. É preciso que o leitor esteja atento e a interprete da sua maneira, porque ela carrega um simbolismo bastante significativo.

É evidente que alguns a entenderão de uma forma, outros de outra. Mas chama a atenção uma declaração segundo a qual não haveria eleições em 2030 caso determinado cenário político se concretize.

Esse tipo de afirmação inevitavelmente desperta debates e diferentes interpretações. Em uma democracia, declarações dessa natureza costumam provocar preocupação e levar a sociedade à reflexão sobre a importância das instituições e do processo eleitoral.

Independentemente das preferências partidárias ou ideológicas, é fundamental que a população brasileira continue acreditando no regime democrático, no respeito às leis, à Constituição e à vontade soberana do povo expressa nas urnas.

Naturalmente, em qualquer democracia existem divergências, críticas e disputas políticas. Elas fazem parte do processo. Mas é igualmente importante que essas diferenças sejam enfrentadas dentro dos limites institucionais, preservando o diálogo, o respeito às regras democráticas e o funcionamento das instituições.

Não podemos permitir que o país viva permanentemente sob um ambiente de tensão e de desconfiança. O Brasil precisa discutir projetos, ideias e propostas para o seu futuro, sem abrir mão da estabilidade democrática.

Que a disputa aconteça nas urnas e que seja legitimado aquele que receber a confiança da maioria dos eleitores. Esse é o princípio que sustenta qualquer regime democrático.

Eu continuo acreditando que existe um número expressivo de brasileiros comprometidos com o futuro do país, com o seu desenvolvimento e, acima de tudo, com a necessidade de fortalecer o diálogo e a convivência democrática.

Aqui em Vitória da Conquista, por exemplo, já vemos exemplos de relações institucionais respeitosas entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal. Mesmo pertencendo a campos políticos diferentes, representantes das duas administrações têm dialogado sobre temas de interesse da população.

Que esse espírito republicano sirva de exemplo, mostrando que, acima das diferenças partidárias, deve prevalecer o compromisso com o bem comum.