Aconteceu o que pouca gente esperava. Eu, inclusive, acreditava que a França venceria a partida de ontem. Uma equipe que vinha se apresentando de forma soberana nesta Copa do Mundo, embora tenha enfrentado algumas dificuldades ao longo da competição. Além da tradição, possui, no mínimo, quatro jogadores que se diferenciam dos demais.

A Espanha, é claro, tem a sua história, tem tudo o que representa para o futebol mundial e ainda conta com um jovem talento de apenas dezenove anos que vem encantando os torcedores. Mas, com toda honestidade, foi uma surpresa para mim vê-la vencer o seu adversário por dois a zero.

Mas futebol é assim. Como diz a sabedoria popular, é uma verdadeira caixinha de surpresas.

Hoje entram em campo Argentina e Inglaterra para decidir quem enfrentará a Espanha na grande final.

Confesso que gostaria de torcer pela Argentina, principalmente por Lionel Messi. Entendo que a meritocracia deve ser reconhecida em qualquer área da atividade humana, e a trajetória do craque argentino é digna de admiração.

Mas também confesso que tenho um sentimento contraditório. É muito difícil separar o talento de Messi de episódios lamentáveis protagonizados por parte da torcida argentina, que, em algumas ocasiões, foi acusada de praticar gestos e ofensas racistas contra jogadores adversários. Um dos atletas que já relatou ser alvo desse tipo de comportamento foi o brasileiro Vinícius Júnior.

Faço questão de destacar que esse tipo de atitude não representa um povo inteiro nem todos os torcedores argentinos, mas precisa ser combatido com firmeza, onde quer que aconteça, porque o racismo não pode ter espaço no esporte nem na sociedade.

Vamos aguardar. Tenho certeza de que será mais um grande jogo.

E, quando olho para trás e vejo tudo o que aconteceu nesta Copa do Mundo, continuo dizendo: na minha opinião, depois do pentacampeonato, esta foi uma das melhores oportunidades que o Brasil teve para conquistar novamente o título mundial.