Sheila Lemos: O Desafio das Reconstruções e o Equilíbrio do Poder

Assistia ao jogo do Brasil contra a Croácia, em que a Seleção venceu de forma convincente por três tentos a um. Enquanto isso, com o outro olho, lia atentamente o texto do meu querido amigo Gilberto Luna, engenheiro civil e pensador político, no qual ele relata os próximos passos que deverão ser dados pela ilustre prefeita Sheila Lemos.
Depois desses últimos dias, em que foi definida a chapa para que ACM Neto dispute as eleições e tente chegar ao governo do estado, enfrentando o atual governador Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição, o cenário político se reorganiza.
E, nesse contexto, a prefeita passa a ter, segundo a análise de Gilberto Luna, aqui publicada e subscrita em nosso blog, uma responsabilidade ainda maior: cuidar da sua cidade, da sua casa, do seu quintal, da sua sala de estar, da sua sala de visita. Ou seja, olhar para Vitória da Conquista com atenção redobrada.
Ela terá que agir com rapidez para construir ou reconstruir a cidade que os conquistenses querem, precisam e, sem dúvida, merecem.
O texto é muito interessante. Vale a leitura para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões:
“Sheila Lemos: O Desafio das Reconstruções e o Equilíbrio do Poder
Por Gilberto Ferreira Luna
Passadas as tempestades — tanto as meteorológicas, que castigaram nossa infraestrutura, quanto as políticas, que agitaram os bastidores do estado —, a prefeita Sheila Lemos ingressa agora em um ciclo vital: o tempo das reconstruções.
A escolha de Zé Cocá para compor a chapa majoritária de ACM Neto como vice-governador trouxe uma euforia renovada à oposição baiana. Essa ascensão reflete com precisão o conceito de Prudência (Phronesis) em Aristóteles. Para o filósofo, a virtude política não é um dom nato, mas uma sabedoria prática conquistada pelo hábito e pela experiência. Ao subir cada degrau — de Lafaiete Coutinho à Assembleia Legislativa, chegando à prefeitura de Jequié e à presidência da UPB —, Cocá demonstrou a maturidade de quem sabe deliberar com excelência sobre o bem comum. Ele não é um nome de ocasião, mas um líder forjado na prática da gestão.
É preciso pontuar que Sheila Lemos não foi preterida por falta de capacidade. Pelo contrário, seu capital político é inegável: ela governa uma cidade de importância geopolítica superior, um polo regional que sustenta o interior da Bahia. O que ocorreu foi o encontro de um momento histórico com a trajetória de Cocá, que hoje se coloca à frente de muitos políticos tradicionais por essa vivência acumulada.
A Construção da Candidatura de Wagner: Entre o Grupo e a Independência
No campo das reconstruções políticas, surge um desafio delicado: a candidatura de Wagner, esposo da prefeita, à Assembleia Legislativa. Diante da proximidade do pleito e do fato de ser sua primeira disputa partidária, a estratégia precisa ser transparente e firme para evitar que a crítica de “nepotismo” ganhe fôlego.
A questão central é o posicionamento: Wagner deve se apresentar como um candidato híbrido. Embora conte com o apoio natural da prefeita, ele precisa demonstrar condições próprias e independência. A cidade deve vê-lo como um nome preparado por seus próprios méritos para ser a voz de Conquista no estado. Para que o eleitor o reconheça como independente, sua plataforma deve ir além do sobrenome, focando na capacidade técnica e no compromisso direto com as demandas locais que Sheila, no Executivo, nem sempre consegue atender sozinha.
O Trabalho Hercúleo da Reconstrução Urbana e Política
No plano administrativo, Sheila enfrenta uma tarefa monumental. A reconstrução urbana das áreas massacradas pelas chuvas é urgente. Este é um trabalho “hercúleo” que exige a presença constante da prefeita no “olho do furacão”. A restauração da infraestrutura é, simultaneamente, a restauração de sua popularidade; a resolutividade diante do estrago causado pela natureza é o que definirá a confiança do povo em sua liderança.
Por fim, há a reconstrução interna: a reunificação de um grupo político que se viu fragmentado pelos últimos embates. Sheila terá que exercer a diplomacia para colar os cacos de uma base que sofreu desgastes. O momento exige decisões corajosas e “cabalísticas” para as próximas eleições, transformando a ausência na chapa majoritária estadual em uma força de mobilização local.
O tabuleiro está posto. A reconstrução de Vitória da Conquista e a viabilidade dos seus projetos políticos dependerão, agora, da capacidade da prefeita em equilibrar essas peças com a mesma prudência que Aristóteles tanto exaltava.”















Este é o “grande pensador” que ha 04 meses atrás previa que Neto seria vice de Tarcísio para Presidente e Sheila seria candidata a Governadora. Hahaha A VER.