Existem momentos na política em que precisamos fazer uma reflexão coletiva, respeitando inclusive o direito do adversário ter as suas próprias convicções. A disputa faz parte da convivência democrática, da relação humana e do jogo político. Mas também existem instantes em que é necessário dar uma pausa, olhar para a realidade e pensar no que é mais racional para o desenvolvimento de uma cidade e de uma região. No caso específico de Vitória da Conquista, essa reflexão é urgente.

Precisamos valorizar cada vez mais os nossos deputados estaduais e federais. Sem nenhum preconceito contra candidatos que venham de fora buscar votos aqui, porque isso também faz parte da democracia. Muitas vezes essas candidaturas chegam por articulação de lideranças locais, vereadores ou grupos políticos. É legítimo. Mas é fundamental que o eleitor tenha consciência de que fortalecer nomes da própria terra significa fortalecer a cidade dentro dos espaços de poder.

Quando nossos representantes chegam à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal, a disputa ideológica não impede o diálogo. Ao contrário. Lá existem debates civilizados, construção de consensos e pautas de interesse coletivo. Não pensem que adversários políticos não conversam. Conversam, sim. Isso é próprio do parlamento e da maturidade democrática. Aqui mesmo na Bahia já vimos exemplos claros dessa convivência respeitosa entre diferentes correntes políticas.

Por isso, é importante que a cidade concentre forças em seus representantes. Quanto mais representantes tivermos, maior será a capacidade de trazer investimentos, obras e políticas públicas para o município e para toda a região Sudoeste.

Portanto, essa não é uma discussão ideológica. É uma discussão estratégica. A cidade precisa pensar grande, agir com maturidade e compreender que fortalecer sua base parlamentar é fortalecer o próprio futuro.

Vitória da Conquista precisa votar em Vitória da Conquista.