Em entrevistas concedidas pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo vice-governador Geraldo Júnior e também pelo secretário de Cultura do Estado, Maurício Bacelar, foi informado que o Governo da Bahia investiu recursos para a realização do Carnaval 2026 em 152 municípios baianos, além, evidentemente, da capital Salvador.

Essa decisão parte de um princípio e de um entendimento coletivo dentro do governo de que a festa não significa apenas diversão, lazer ou entretenimento para a população. Existe também a projeção cultural, sobretudo da música baiana, que volta a ganhar protagonismo depois de um longo período em que, de forma silenciosa, assistiu outros ritmos dominarem o cenário nacional e até mesmo ocuparem espaço dentro do próprio território baiano.

Mas o que queremos ressaltar, verdadeiramente, é a postura do governo em compreender, sem qualquer preconceito, que a realização de festas populares vai muito além da celebração, dos encontros, reencontros e da alegria coletiva. Trata-se também de um momento em que as cidades vivem uma verdadeira ebulição econômica, com geração de emprego, renda, trabalhos temporários e oportunidades para milhares de pessoas. A economia local recebe uma injeção de ânimo, um combustível necessário, e a população reconhece isso, independentemente de posicionamentos partidários.

Pode até haver divergências políticas, mas o reconhecimento existe. Basta observar o que aconteceu recentemente em cidades como Itabuna, Brumado, Caetité e tantas outras do interior baiano. A força da música e do entretenimento movimenta a sociedade, especialmente o grande povo, que também precisa de momentos de diversão, porque a vida não é feita apenas de trabalho.

E é importante lembrar que, para muitos, a realização dessas festas é justamente trabalho. É ali que ambulantes, comerciantes, prestadores de serviço e profissionais diversos encontram a oportunidade de aumentar a renda e garantir o sustento por meses.

Fica, portanto, esse registro importante, não apenas para os gestores da Bahia, mas para administradores públicos de todo o país. Investir em eventos, em festas populares, independentemente do gênero, é também investir na economia, na cultura e na dignidade de quem vive dessas oportunidades.

Esse é um entendimento fundamental e esperamos que siga sendo adotado daqui para frente.