Hoje eu fui procurado por um querido amigo, Joaquim Luiz Spínola, empresário e grande companheiro de juventude, preocupado com o número de acidentes que a nossa cidade vem testemunhando envolvendo motociclistas. Já fizemos observações aqui em outras oportunidades, trazendo esse tema para reflexão, não apenas dos leitores do nosso blog, mas também dos ouvintes do programa
Agito Geral.

Quero dizer que precisamos ter muito cuidado ao nos reportarmos sobre determinados temas, para que não sejamos mal compreendidos. Não se trata de transferir responsabilidades para um, dois ou três, mas de provocar reflexão. Não podemos nos omitir diante de situações que fazem parte do nosso cotidiano e que nos preocupam, sobretudo quando se trata de vidas humanas.

Nós sabemos que existe a preocupação das autoridades. Inclusive, temos conhecimento de cursos e ações apresentados pelo Simtrans, com o objetivo de orientar os motociclistas a terem o máximo de cuidado ao trafegar pelas ruas da nossa cidade.

Vitória da Conquista já não é uma pequena cidade. Somos uma metrópole, com cerca de 400 mil habitantes, portanto, com ruas e avenidas de movimentação intensa de veículos e, claro, de motocicletas. A moto, meus amigos, é também um instrumento de trabalho. Por isso mesmo, precisamos ter cuidado ao nos dirigir a esses profissionais.

Não apenas aos profissionais que utilizam esse veículo de duas rodas, que é perigoso, traiçoeiro e cuja proteção, muitas vezes, se resume a um capacete, diferentemente de um carro, que dispõe de uma estrutura maior de proteção — ainda que nem sempre suficiente. É preciso, mais uma vez, que haja uma mobilização de toda a cidade: dos proprietários de motos, dos donos de restaurantes, supermercados e empresas que utilizam o serviço de entrega, para que conversem entre si e chamem à responsabilidade, evitando o excesso de velocidade.

E que os proprietários de automóveis também respeitem o motociclista.

O motociclista, por sua vez, precisa seguir rigorosamente as normas de trânsito. Muitos ultrapassam pela direita, muitos atravessam avenidas e ruas transversais sem o devido cuidado de parar ou observar. Esse é o nosso apelo. É mais do que urgente que medidas sejam adotadas e que a consciência coletiva seja despertada.