“Já conversamos com a prefeita Sheila: 200 milhões devem ser aplicados em serviços de macrodrenagem”, afirma o presidente Ivan Cordeiro.

Já se sabe: é o maior empréstimo solicitado a uma instituição financeira na história de Vitória da Conquista. São 400 milhões de reais que a prefeita Sheila Lemos enviou para análise dos vereadores, argumentando que a cidade precisa de obras estruturantes e que não dá mais para esperar.
O valor naturalmente chama atenção pelo volume. Afinal, 400 milhões não passam despercebidos. Mas a Prefeitura reforça, já há algum tempo, que só recorre ao empréstimo porque tem capacidade de endividamento. Não se trata de um pedido informal, de conversa de gabinete com gerente de banco, como muitos imaginam. Todo o processo passa por critérios técnicos rigorosos, estudos, análises e, por fim, autorização da instituição financeira.
O projeto já foi votado e está sob os olhares atentos dos 23 vereadores, enquanto a população acompanha, querendo entender como esse recurso será aplicado e quais benefícios trará para a cidade.
Antecipando questionamentos, naturais diante de uma operação desse porte, o presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, esteve reunido com a prefeita Sheila Lemos, representando o Legislativo. E o entendimento inicial já foi firmado:
200 milhões deverão ser destinados exclusivamente à macrodrenagem, um dos maiores desafios de infraestrutura de Vitória da Conquista.
É bom lembrar: macrodrenagem é uma obra que poucos gestores gostam de enfrentar. Fica enterrada, não aparece, não rende fotografia, não dá visibilidade política. Mas é justamente o que evita alagamentos, prejuízos, tragédias e desgastes que todos nós presenciamos quando a chuva cai forte na nossa cidade.
Hoje, às 19h, no Plenário Carmen Lúcia, acontece uma das audiências públicas mais importantes da história da Câmara Municipal. Será o momento para discutir, com profundidade, cada detalhe desse projeto. Estarão presentes vereadores, técnicos da Prefeitura, representantes da Secretaria de Infraestrutura e demais pastas envolvidas.
E mais: engenheiros civis e profissionais especialistas no tema comporão a mesa, garantindo que a discussão seja técnica, legítima e, principalmente, transparente para os conquistenses.
Uma audiência pública que entra para a história, pela relevância, pelo impacto e pelas decisões que podem definir o futuro da nossa cidade.














