Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores realizou eleições internas em todo o Brasil para escolha de suas novas direções. Com votação direta, o PT reafirma seu histórico de organização e militância ativa — características que marcaram sua fundação, ainda na década de 1980, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Vitória da Conquista, o processo eleitoral ganhou contornos ainda mais simbólicos. O partido, que governou o município por duas décadas consecutivas, buscava agora se renovar após a interrupção desse ciclo em 2016, com a vitória de Herzem Gusmão (in memoriam), que foi reeleito em 2020, e teve sua sucessão mantida pela atual prefeita Sheila Lemos.

Com três candidaturas disputando a presidência municipal — a da vereadora Viviane Sampaio, de Carlos Ribeiro e de Gustavo Costa — o pleito demonstrou que a militância ainda é pulsante, mas também reflete disputas internas e diferentes visões sobre o futuro do partido.

Viviane Sampaio venceu com ampla vantagem: 540 votos, contra 81 de Carlos Ribeiro e 29 de Gustavo Costa. Sua vitória reafirma a força do grupo político que ela integra, formado por nomes como os vereadores Alexandre Xandó, Fernando Jacaré e os deputados José Raimundo Fontes e Waldenor Pereira — lideranças históricas e influentes dentro do PT local.

Já os outros candidatos representavam correntes críticas, que apontavam distanciamento do partido em relação às bases sociais — sindicatos, movimentos estudantis e comunidades periféricas — e defendiam uma reaproximação com esses segmentos.

Com o resultado, a nova presidenta do PT Municipal terá o desafio de fortalecer o partido para os próximos embates eleitorais, sobretudo as eleições legislativas e já mirando 2028, quando o partido tentará, mais uma vez, retomar o comando do Executivo conquistense.