Gigante? Não, esse não é o nosso Vasco, que sempre foi Grande!

Comecei a torcer pelo Vasco ainda menino, a partir dos 10 anos, em Condeúba, e cheguei a ter o “Vasquinho” na minha terra natal, usando a criatividade, utilizando camisetas brancas, regatas, e no peito fazia uma cruz pintando com carvão, porque não dispunha de dinheiro para comprar camisas, mas valia a pena entrar em “campo”, no Jardim da Praça Santo Antônio, com o time formado por quatro na linha e um no gol, hein, Clodoaldo (Dinho)? Meu amigo de infância que está se recuperando de uma cirurgia e, como eu, assistiu o nosso time perder para o Nova Iguaçu.
Aos 12 anos eu já residia em minha querida Vitória da Conquista, onde dei continuidade ao meu amor pelo clube do coração, aqui já com camisas ostentando a Cruz de Malta. Tempos bons, inesquecíveis, quanta saudade, saia pelas ruas da cidade juntando a turma e “jogando bola” o dia todo.
O Vasco sempre foi um orgulho para os seus torcedores, nos honrava muito torcer pelo time que já contou com Romário, Edmundo, Bebeto e Roberto Dinamite, por exemplo, para citar craques mais recentes.
Gente, aonde está a nossa história? O que houve com o Gigante da Colina? Confesso que cheguei a perder o entusiasmo de torcer pelo Vasco. Não perdi o amor, claro, mas não conseguia ficar em frente a TV assistindo derrotas sucessivas.
Voltei a acreditar que daríamos a volta por cima, só que a partir do resultado anterior com o Nova Iguaçu, em 1 x 1, percebi que o nosso time está muito pequeno, diminuto, e hoje vimos que a nossa crença de que estávamos dando a volta por cima caiu por terra, é fake, estamos redondamente enganados, o time está pequeno, não é o “gigante” que queremos, e será preciso um esforço hercúleo para voltarmos a brilhar.
Com todo respeito ao Nova Iguaçu, aos seus jogadores, aos seus diretores e a sua torcida, tomara que amanhã ao acordar eu descubra que foi um sonho.













