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blog do marcelo

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Afinal, quem está na frente, Lula ou Bolsonaro? Uma coisa é certa: a disputa está “pegando fogo”, apesar do frio


Se existe uma coisa que provoca inquietação entre os apaixonados por política, são as pesquisas eleitorais. Dependendo da conveniência de cada grupo ou de cada eleitor, os números apresentados podem servir de combustível para projeções, análises e conjecturas sobre o que poderá acontecer nas urnas.

E é justamente aí que começam as divergências. Quando o resultado não agrada, muitos questionam a pesquisa, desacreditam os números e rejeitam qualquer possibilidade de que aquele retrato do momento possa refletir o cenário eleitoral. Por outro lado, quando os dados são favoráveis, o silêncio costuma prevalecer, como se a pesquisa passasse a ter credibilidade apenas naquele instante.

A verdade é que pesquisas continuam sendo instrumentos de análise, sujeitos a interpretações e capazes de apontar tendências, mas jamais de determinar o resultado final de uma eleição.

E o Brasil vive exatamente um desses momentos de intensa movimentação política. A sociedade acompanha uma disputa marcada pela polarização e pelo forte envolvimento emocional dos eleitores. É difícil lembrar de um cenário recente que desperte tantas discussões e tantas expectativas em torno da sucessão presidencial.

No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca construir o caminho para mais uma disputa eleitoral. Do outro lado, o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro continua mobilizado e mantendo forte presença no debate público nacional.

Mas a pergunta que muitos fazem é simples: quem está realmente na frente? Quem chegará mais forte ao processo eleitoral? Quem terá condições de vencer a próxima eleição presidencial? :: LEIA MAIS »

Reina um silêncio na cidade. Nesta manhã fria de Conquista, perdemos o Dr. Péricles Matos!


Amigos e amigas, prezados leitores, é com imensa tristeza que registramos aqui em nosso blog a partida do ilustre médico conquistense Dr. Péricles Matos, diretor do Conselho Administrativo do Hospital Samur.

Dr. Péricles pertencia a uma família profundamente conhecida e respeitada em nossa cidade, oriunda da vizinha Nova Canaã, a Terra Prometida. Uma família que construiu uma trajetória marcada pelo trabalho, pela dedicação à medicina e pelos relevantes serviços prestados à população.

Entre os nomes de destaque dessa tradicional família, podemos citar o Dr. Jadiel Matos, pai de Dr. Péricles, fundador do Hospital Samur ao lado do colega Dr. Sebastião Castro e de outras importantes figuras da medicina conquistense. No início da década de 1970, inclusive, tivemos a oportunidade de presenciar a cerimônia em que o frei Serafim abençoou aquela instituição de saúde que se tornou referência para nossa cidade e região. :: LEIA MAIS »

A Supressão da Mentira e a Lucidez de um Herói Absurdo


Por Luiz Cláudio Guimarães

Dedicado a Benjamin Batista, o criador de academias.

Há poucos dias, pelas mãos do amigo enxadrista e empresário Gilvan Quadros, chegou-me às mãos um objeto de densidade rara nestes tempos de superficialidade virtual: um exemplar autografado de Um Homem Contra o Sol, livro de estreia do professor de matemática aposentado Eron Sardinha Oliveira de Canaã, publicado pela Cogito Editora. Ao abrir a página da epígrafe, deparo-me com a caligrafia do autor e uma dedicatória que funciona como bússola existencial: “A grande coisa da vida é viver!”. Na página seguinte, consta a profecia de Gilvan, que com o faro aguçado de quem antecipa os movimentos no tabuleiro e nos negócios, lançou: “Este livro vai bombar!”. Ambos estão cobertos de razão.

Asseguro-lhes que a obra possui uma singularidade cortante. Nada tem de comum com as cópias pálidas, as transcrições de ideias alheias que pululam no mundo digital e que são facilmente abduzidas pelos algoritmos dos “expertos” de ocasião. Se eu pudesse resumir em poucas palavras a audácia de Eron, diria que ele esgrima de forma magistral o Sapere aude de Immanuel Kant: ouse saber, ouse pensar por conta própria. O seu método é o da desconstrução gradual das mentiras culturais que nos tomam como reféns desde a infância, bem ao espírito da exortação de Tessalonicenses trazida logo na Abertura do livro: “Examinai tudo e ficai com o que é bom”.

Essa abordagem imediatamente me transportou no tempo, resgatando um dos maiores monumentos já escritos no âmbito da psicanálise e do pensamento baiano: o livro O Homem – Sua Explicação (Vol. 2): Noiatria ou Prática Supressiva do Irreal, de Auto José de Castro. Recordo-me com precisão de quando recebi o exemplar dessa obra, um presente generoso de Chico da Presscolor, dileto amigo de José Augusto Berbert de Castro, do decano Emílton Rosa e de Aurélio Pires — sendo os dois Josés (Auto e Augusto) e Aurélio, hoje, de memória saudosa. É gratificante registrar que, graças a esses vínculos solidificados no convívio fraterno dentro da ALAS (Academia de Letras e Artes de Salvador) e pelo meu grande amor pela cultura, consigo acessar essas pérolas literárias e filosóficas.

Lembrei-me, também com precisão afetiva e intelectual, do artigo publicado no jornal A Tarde por ocasião do falecimento de Auto, escrito pelo meu saudoso professor Washington Trindade — um dos juristas e intelectuais mais probos e brilhantes que a Bahia já deu ao mundo. Para Trindade, Auto de Castro era um “gênio sublime”. Foi preciso correr àquela obra para compreender que a clínica de Auto estava centrada justamente naquilo que ele chamava de supressão gradual da mentira.

Aqui e lá, no divã de Auto de Castro e na literatura de Eron, os dois autores intentam o processo de cura do indivíduo e da sociedade através da inoculação da verdade. No caso de Eron, esse processo se dá sob o testemunho do Sol — um Sol que às vezes também se mostra mentiroso enquanto personagem e objeto mitológico, como na passagem bíblica em que Josué faz o astro parar de girar ao bel-prazer de uma conveniência bélica, como se os gigantes universais pudessem utilizá-lo como um mero arremesso de peso. :: LEIA MAIS »

Até que enfim: saiu a autorização para duplicação da Rio-Bahia. Mas… “Triste Bahia”!


Amigos e amigas, caros leitores do Blog do Agito Geral, a expectativa de Vitória da Conquista e também de toda a região Sudoeste era de que a autorização para a duplicação da nossa BR, a tão importante Rio-Bahia, finalmente saísse agora. E é verdade: nós já não temos mais como esperar.

É lamentável que, a esta altura do campeonato, continuemos aguardando que a boa vontade do governo também alcance a nossa cidade e a nossa região. Mas vejam só. Zé Maria Caires nos encaminhou, na manhã de hoje, uma mensagem informando que a autorização para duplicação foi concedida.

No entanto, não tem relação direta conosco. Trata-se apenas do trecho que integra o sertão baiano, abrangendo a BR-324 até Pernambuco. E nós continuamos à espera.

É incrível. É lamentável. É triste. :: LEIA MAIS »

Programa de qualificação em artes da FUNCEB/Governo da Bahia acontece em Conquista


O Curso de Qualificação em Artes Visuais segue fortalecendo a formação artística por toda a Bahia, e inicia, nesta semana, seu terceiro módulo formativo em Conquista.

Após os módulos com Adriano Machado, sobre leitura de portfólio, e Pedro Marighella, sobre processos criativos, os participantes agora mergulham na escrita em artes visuais com Ana Gábri Aires, desenvolvendo práticas de escrita crítica voltadas ao contexto expositivo.

Na etapa final, o quarto módulo, com Augusto Leal, será dedicado à expografia e montagem de exposições, culminando em uma mostra coletiva. :: LEIA MAIS »

Banco do Nordeste apresenta números da instituição em 2025 e destaca apoio da Prefeitura no desenvolvimento da região


Representantes do Banco do Nordeste (BNB) apresentaram ao Governo Municipal, na manhã desta terça-feira (26), o relatório de desempenho da instituição em 2025. O encontro ocorreu no Salão Nobre do Palácio da Joia do Sertão Baiano. A comitiva foi recebida pela prefeita Sheila Lemos e pelos secretários de Finanças e Execução Orçamentária, Rodrigo Bulhões, e de Relações Institucionais, Kalilly Lemos.

Segundo os dados apresentados pelo banco, foram R$ 216.668.475,68 contratados em 2025 somente na agência de Vitória da Conquista, voltados principalmente para Micro e Pequenas Empresas (MPE), além de pequenos e médios empreendedores, agricultura familiar e pequenos produtores rurais. De acordo com os representantes, o destaque fica para a pulverização dos investimentos, buscando alcançar o maior número possível de pessoas beneficiadas — o que fomenta o desenvolvimento econômico regional.

Os representantes do BNB agradeceram o apoio da Prefeitura Municipal em diversas frentes, como a colaboração da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR) na emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) — que é o documento oficial do agricultor familiar brasileiro —, a parceira em projetos como o Citrus do Futuro e o Umbu Gigante, além dos trabalhos da Sala do Empreendedor e da Sala da Mulher Empreendedora.

Dentre os principais programas do BNB estão o Agroamigo, programa de Microfinança Rural do Banco do Nordeste voltado para as famílias do campo, e o Credamigo, programa de microcrédito urbano que beneficia feirantes, pequenos artesãos e outros trabalhadores informais. :: LEIA MAIS »

Após sucesso no feirão, VCA prorroga condições para compra da casa própria

O Feirão de Imóveis realizado em Vitória da Conquista neste fim de semana teve forte participação do público interessado na compra do primeiro imóvel. A VCA Construtora esteve entre os destaques do evento, especialmente pelo volume de atendimento registrado durante os três dias.

O empreendimento já vinha sendo divulgado com casas de dois quartos e quintal a partir de R$ 189.900. Durante o feirão, a construtora anunciou que as unidades passariam a ter três quartos sem alteração no valor, o que aumentou ainda mais o interesse do público. :: LEIA MAIS »

Prefeitura e CMR Eventos alinham realização da 8ª edição do Conquista Moto Rock que acontece em setembro

A Prefeitura de Vitória da Conquista e a CMR Eventos realizaram, nesta semana, uma reunião de alinhamento para a 8ª edição do Conquista Moto Rock, um dos encontros mais tradicionais de motociclistas e amantes do rock do interior da Bahia. O evento acontecerá entre os dias 17 e 20 de setembro, reunindo motoclubes de diversas regiões do país, atrações musicais, exposições, praça de alimentação e apresentações.

Integrante do calendário de eventos do município, o Conquista Moto Rock movimenta diferentes setores da economia local, com impacto na rede hoteleira, comércio e serviços, além de fortalecer o turismo de eventos na cidade.

Segundo a prefeita Sheila Lemos, apoiar e realizar iniciativas como essa representa um investimento no desenvolvimento econômico e cultural do município.

“O Conquista Moto Rock já faz parte da identidade cultural e do calendário de eventos do município. Apoiar e realizar iniciativas como essa significa investir no turismo, fortalecer a economia local e criar oportunidades para artistas, empreendedores e trabalhadores da cidade. Nossa expectativa é realizar mais uma edição organizada, segura e preparada para receber o público com toda a estrutura necessária”, destacou a prefeita.

O Governo Municipal é responsável pela realização do evento, incluindo montagem da estrutura, iluminação e apoio operacional. A ação contará ainda com equipes do Simtrans, na organização do trânsito, Guarda Municipal atuando na segurança interna e externa, além de suporte da Secretaria Municipal de Saúde, com equipe preparada para atendimentos de urgência durante os dias de programação. :: LEIA MAIS »

Beijo de velório


Por Edvaldo Paulo de Araújo

Outro dia muito sentido, estava presente no enterro de um velho amigo querido, com quem caminhei junto, longos anos, sempre presente um na vida do outro, sem renegar jamais em momentos difíceis. Ao lado de dois dos seus filhos, avistei e ele me viu, vindo me cumprimentar o filho que mora em São Paulo. Todo choroso me estendeu a mão e mal-educadamente não retribui. Disparando a pergunta doída, “Você veio fazer o que aqui? ” Prontamente ele respondeu: “ a morte de pai!”. Depois de 10 anos, sem um telefonema, sem uma carta, sem um aceno, depois de muita dor no coração dele, você veio limpar a consciência? Você é muito cara de pau…todos olhavam boquiabertos e saiu de fininho o filho ingrato. Quando saiu os irmãos que estava ao meu lado, vibraram com o que eu disse e eles não disseram.

Assim é velório! Fui em dois velórios nesses três anos, observei tonto, todos falando de roça de café, preço do gado, contando piadas, quando eu tentava orar. Todos aqueles que ali estavam nunca foram amigos de ninguém.  Onde estavam quando meus amigos estavam no hospital sofrendo? Onde estavam quando meus amigos passaram por tantas dificuldades? Ouso responder: Todos dentro do egoísmo de suas lutas. Sempre na busca do ter, esquecendo o ser. no velório aparecem com suas lagrimas limpa consciência.

Recentemente fui num velório de outro amigo, vi cantoria, homenagens, discursos, em mim não calava a pergunta, quando ele estava sofrendo com a doença, onde estavam a maioria? Quando hospitalizado, sofrendo, onde eles estavam?

Eles estavam……

Anos de silencio e a poeira no portão. Nenhuma carta, nenhum como vai irmão. As vezes a estrada é longa, a pressa é tamanha, para trazer o luto que a alma não acompanha.

Cruzou fronteiras, ignorou o cansaço, para vir medir a dor, centímetro por braço. Velório é o palco da hipocrisia, onde a lagrima enseada vira poesia. Para limpar a mancha do que nunca se fez, vem beijar a testa pela última vez. O cheiro das flores, não esconde o vazio de quem deu as costas e agora sente frio. Não houve em vida um copo na mesa, nem uma partilha, nem uma franqueza, mas agora a roupa preta parece tão justa, para pagar a ausência que lhe custa. Um aceno de longe, o silencio no bar, agora não falta motivo para chorar.  A consciência é um bicho cruel que se acalma no toque do veo. Tão longe no abraço e tão perto do adeus, julgando os motos e esquecendo os seus.

Há alguns dias ouvi uma canção e fiquei emocionado, confesso que chorei. O nome da canção é a “vida é uma casa alugada”. Meu neto viu e disse que era feita por inteligência artificial. Disse ao meu neto, que ela é tão verdadeira e linda, ela é assim:

A vida não nos pertence não! Somos só visita nesse mundo.

Hoje estamos aqui e amanhã? Ninguém sabe.

Vivemos como dono da estrada, como reis sentados na varanda.

Fazemos planos para cem anos, sem saber se amanhã ainda acordamos. Decoramos casa emprestada, pintamos sonhos na madrugada, mas o tempo passa sem pedir licença e leva tudo sem dar sentença. :: LEIA MAIS »

Vitória da Conquista se firma como um dos maiores São João da Bahia e já desponta como referência no Sudoeste e Centro-Sul do estado


Vitória da Conquista vai consolidando seu espaço entre os grandes festejos juninos da Bahia. E, seguramente, já pode ser colocada entre os principais eventos do Sudoeste e Centro-Sul do estado. Em apenas dois anos de realização do Arraiá da Conquista, o evento demonstra crescimento, diversidade musical e, principalmente, entendimento de algo essencial: nós também vivemos de memórias afetivas.

São gerações que nasceram e cresceram em um tempo em que o forró pé de serra, a zabumba, o triângulo, o pandeiro, a sanfona e os cantadores eram protagonistas absolutos das festas juninas. E continuam sendo para quem viveu intensamente os anos setenta, oitenta e noventa.

Não temos dúvida de que cada um guarda dentro de si o seu São João ideal. Se me perguntarem como eu gostaria de viver essa festa, confesso que voltaria aos tempos da infância e da juventude, quando a gente sentava à beira da fogueira, assava batata, tomava quentão, comia canjica, chimango, soltava adrianinos e cobrinhas, enquanto os fogos coloriam o céu. Foram noites inesquecíveis de São João.

Mas o tempo passa e precisamos compreender as transformações. O mercado musical mudou, novos artistas surgiram, novos públicos se formaram e novas formas de celebrar passaram a ocupar espaço.

Existe uma frase popular que diz que o governo erra menos quando passa a ouvir a voz do povo. E, de certa forma, é isso que se percebe em Vitória da Conquista. Muitos podem gostar, outros podem não gostar, mas existe hoje um universo de pessoas que também deseja ouvir outros ritmos, outras sonoridades, sem necessariamente abandonar as raízes do nosso forró.

O caminho encontrado foi a mescla. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo


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