:: ‘Política’
ACM Neto e Jaques Wagner se pronunciam após o resultado das eleições em Camaçari. Ambos saem satisfeitos do pleito.

Tudo está acontecendo conforme ACM Neto e Jaques Wagner esperavam. Esse é o norte da política nacional: uma polarização entre dois grupos. De um lado, a favor do presidente Lula, que, mesmo com a idade avançada, continua sendo a figura central da esquerda brasileira e, especialmente, do PT. Do outro lado, temos uma direita ou centro-direita que há muito tempo não se mostrava tão aguerrida, participativa e assumindo que, na política, é essencial ter uma militância ativa.
Enquanto do lado de Wagner tudo se concentra em torno do presidente Lula, do lado oposto, temos a figura ainda impactante do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ascensão de Bolsonaro trouxe à tona uma direita que antes estava menos evidente. Embora ele tenha sido o catalisador desse movimento, surgem agora outros líderes, que nem sempre seguem a mesma cartilha de Bolsonaro. Alguns rejeitam o estilo do ex-presidente, enquanto outros apreciam justamente seu jeito despojado e, por vezes, duro com eleitores e adversários. Mas o fato é que o cenário está polarizado. :: LEIA MAIS »
PSD, Avante, PP… Até quando esses partidos continuarão com o PT? O MDB, por motivos óbvios, seguirá na base.

Começo essa matéria falando do MDB. O MDB de Ulisses Guimarães, Valdir Pires, Pedro Simon, Teotônio Vilela, Pedral Sampaio, Chico Pinto, Vigílio Daz de Sena, Marcelo Cordeiro, Sebastião Castro, Jadiel Matos, Evo Soares e tantos outros nomes, como Raul Ferraz. Esse MDB que, um dia, trouxe esperança e deu um sinal à população brasileira de que ele chegaria ao poder. Mas, com a partida de Ulisses Guimarães, o MDB foi se desfazendo, tornando-se, na verdade, pó. E hoje, para o MDB, é melhor ser amigo do rei do que o próprio rei. Ou seja, ele prefere gravitar em torno do poder para subsistir. Nas suas reuniões, confabulam que é melhor assim do que tentar chegar ao poder.
Falemos agora das novas siglas que surgiram e que também vieram de pensadores do velho MDB, do PSDB e de partidos que se desfizeram, cujos principais líderes migraram para outras siglas. Hoje, falaremos especialmente da Bahia: o PSD de Otto Alencar, o Avante, o PP de João Leão, entre outros. Estes partidos são, sem sombra de dúvida, o grande sustentáculo do Partido dos Trabalhadores, considerando a presidência de Lula e o governador Jerônimo na Bahia. No dia em que, principalmente, PSD e PP se rebelarem e decidirem seguir carreira solo, teremos três caminhos a seguir no país.
Primeiro, o bloco do Partido dos Trabalhadores, composto por siglas com pensamento ideológico semelhante, como PDT, PSB, PSOL, entre outros. Segundo, uma opção representada pela União Brasil e seus partidos aliados. E, por fim, um possível alinhamento de centro-direita e direita, com PSD, PP, União Brasil e outros partidos que queiram integrar essa aliança. :: LEIA MAIS »
Em São Paulo, prevalece a força da direita, e Boulos amarga uma derrota mesmo com o apoio do presidente Lula. A esquerda acende o sinal de alerta.

Com o surgimento da liderança do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, nos anos 1980, a esquerda começou a aparecer para o eleitorado brasileiro como uma força emergente, capaz de oferecer respostas aos problemas diversos que parte da população buscava resolver. Esses problemas não se limitavam apenas às pautas políticas; questões de liberdade e democracia também estavam em jogo. O Partido dos Trabalhadores (PT) se apresentou como uma esperança, tanto para a classe média quanto para a população mais pobre de São Paulo, e essa influência logo se expandiu para grande parte do país. Mesmo formando alianças com a direita e com o setor empresarial, o presidente Lula foi eleito com uma base de apoio ampla. O PT se consolidou como o maior partido organizado do país. Contudo, ao chegar ao poder, parece que muitas lideranças oriundas de bairros, sindicatos, escolas e universidades se acomodaram.
Notamos que esse movimento coincidiu, em nossa opinião, com o enfraquecimento da UNE, que deixou de ser a entidade representativa dos estudantes com voz ativa no cenário político. Algo similar ocorreu com a CNBB e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que, aos poucos, deixaram de ser guardiãs da sociedade civil organizada.
Em uma eleição disputada, com segundo turno acirrado, confusões, fake news e ameaças, o candidato de direita do MDB obteve uma vitória expressiva, com impacto provável nas eleições presidenciais de 2026. Essa vitória teve um efeito direto sobre o candidato Boulos, que representava a esquerda. O PT, principal partido de esquerda do país, não conseguiu lançar um candidato próprio em São Paulo, berço do lulismo, e precisou apoiar Boulos, que recebeu também o apoio declarado do presidente Lula. Assim, configurou-se a nova ordem na política nacional.
Após muita confusão em Camaçari, Caetano é eleito pela quarta vez como prefeito da cidade. PT respira aliviado.

O segundo turno em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, foi marcado por grande tumulto. Desde o início da campanha política, testemunhamos uma verdadeira “guerra” nas redes sociais, protagonizada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, e pelas principais lideranças do PT na Bahia, que uniram forças para eleger Caetano pela quarta vez prefeito do município.
As tensões foram crescendo e culminaram em intervenções policiais. Na manhã de hoje, vimos abordagens policiais por suspeitas de compra de votos, distribuição de cestas básicas e acusações de ambas as partes. Felizmente, apesar do clima acirrado, não houve incidentes mais graves que preocupassem a população baiana, especialmente os moradores de Camaçari.
Ao final da apuração, uma votação apertada deu a vitória a Caetano, que já havia sido prefeito em três ocasiões, além de secretário de Estado. Agora, ele retorna com o objetivo de ser novamente o gestor dessa cidade importante, localizada nas imediações de Salvador. :: LEIA MAIS »
Após perder as eleições nas principais cidades da Bahia, o PT aposta suas fichas na cidade de Camaçari.

A leitura que o governo faz sobre o resultado das eleições no estado da Bahia, representado pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelos partidos coligados, é de que o governo saiu vitorioso em todo o estado. O governador tem afirmado que ele não está apoiando exclusivamente as candidaturas petistas. Onde foi possível disputar com a base do governo e com o Partido dos Trabalhadores, eles o fizeram. Mas, por se tratar de uma federação, um conglomerado de partidos unidos em torno de um projeto comum, entenderam que o melhor candidato seria aquele com maiores chances de vitória, independentemente de sua filiação ao PT.
Dentro dessa estratégia, faz sentido o posicionamento do governador Jerônimo, embora petistas mais tradicionais não concordem completamente com essa postura. Em cidades importantes, como Vitória da Conquista, por exemplo, o PT não assumiu a candidatura do deputado Waldenor Pereira. Diante desse cenário, o Partido dos Trabalhadores busca, agora, vencer as eleições em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.
Por que essa estratégia? Nas principais cidades da Bahia, como Ilhéus, Vitória da Conquista e Feira de Santana, entre outras, o PT não obteve êxito. Portanto, o partido concentra agora todos os esforços na cidade de Camaçari. Há um movimento intenso para garantir que a vitória no segundo turno seja favorável ao ex-prefeito Caetano, que concorre contra o candidato Márcio Flávio, do União Brasil. :: LEIA MAIS »
José Raimundo, companheiro de partido e amigo pessoal do deputado Waldenor, garante que ele será novamente candidato, caso haja uma nova eleição.

Como todos sabem, na última eleição municipal, a chapa da prefeita Sheila Lemos alcançou quase 60% da preferência do eleitorado conquistense nas urnas. Em uma situação normal, ela seria reeleita prefeita. No entanto, há uma decisão pendente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda precisa se pronunciar de forma definitiva. Esse pronunciamento trará o resultado final para a cidade e para todos os envolvidos no pleito.
Não me atrevo a discutir a questão jurídica, pois não é da minha competência e não possuo autoridade para tal. No entanto, quando se trata de uma eleição tão importante, como a do terceiro maior município da Bahia, Vitória da Conquista, é fundamental que todas as questões legais sejam consideradas. A lei deve ser clara para todos, e, assim que a Justiça se pronunciar definitivamente, saberemos quem será o próximo prefeito da cidade.
O deputado José Raimundo Fontes, amigo pessoal de Waldenor e seu colega de partido, admite algumas possibilidades. Eles têm uma parceria de longa data e sempre atuam juntos, como diz a gíria popular, “colados um no outro, como Cosme e Damião”. Zé Raimundo menciona duas possibilidades: a primeira é que Waldenor seja proclamado vencedor dessa eleição, segundo seu entendimento; e a segunda, caso haja uma nova eleição, o candidato será o deputado Waldenor Pereira, independentemente do que aconteceu nas urnas no dia 6 de outubro. :: LEIA MAIS »
Coronel Ivanildo assume o Gabinete Civil da prefeita Sheila Lemos, e Lucas Dias ficará à frente da Secretaria de Mobilidade Urbana, pasta que ocupava interinamente.

Já era esperado por todos que o Coronel Ivanildo assumisse uma função importante no governo da prefeita Sheila Lemos. Desde que ele deixou a farda e foi para a reserva, a prefeita o sondava para que estivesse ao seu lado, desde o período da pré-eleição, não apenas para coordenar sua campanha, mas também para integrar sua gestão. Agora, a notícia se confirma: o Coronel Ivanildo será o novo chefe de gabinete da prefeita Sheila Lemos, do União Brasil.
Lucas Dias, atual chefe de gabinete, que ocupava interinamente a Secretaria de Mobilidade Urbana, assumirá definitivamente essa pasta. O que significa a nomeação do Coronel Ivanildo para a chefia do Gabinete Civil? Trata-se de uma pessoa com amplas relações em diversos segmentos da sociedade, com uma forte conexão de amizade e identificação política e de gestão com a prefeita. Por isso, ele está assumindo uma função para a qual Sheila Lemos já o esperava há muito tempo.
Essa é a dinâmica da política. A prefeita começa a dar forma definitiva ao seu governo, com a nomeação de pessoas de sua total confiança. Isso não significa que Lucas Dias não fosse de confiança — muito pelo contrário, ele mantém uma relação tranquila com a prefeita. A nomeação do Coronel Ivanildo apenas reforça a direção que o governo de Sheila Lemos pretende seguir. A chefia do Gabinete Civil é uma função de grande importância, pois é por meio dela que as deliberações são filtradas e que as audiências com a prefeita são organizadas. É o Gabinete Civil que se comunica com personalidades e instituições antes de chegarem à prefeita. :: LEIA MAIS »
Justiça Eleitoral condena Acm Neto por divulgar fake news em Camaçari

A Justiça Eleitoral condenou o ex-prefeito de Salvador e atual aliado político de Flávio Matos (União Brasil), Antônio Carlos Magalhães Neto (Acm Neto), por disseminar informações falsas durante a campanha eleitoral de Camaçari. A decisão proferida pela juíza eleitoral Maria Claudia Salles Parente, determina a remoção imediata de um vídeo publicado nas redes sociais de Acm Neto, no qual ele associa falsamente o adversário Luiz Caetano (PT) e seu partido ao crime organizado.
Segundo a sentença, a magistrada destacou que a manutenção do vídeo poderia desequilibrar o pleito eleitoral, violando a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Acm Neto e seus aliados, incluindo Flávio Matos, enfrentam uma multa diária de R$ 5.000 caso não removam o conteúdo de suas redes sociais. Essa decisão reflete o enfraquecimento da campanha de Flávio Matos, que já enfrenta diversas condenações por fake news, e coloca em xeque a conduta ética de seu padrinho político, Acm Neto.
Ascom PT Bahia
‘Até onde vai o limite da cara de pau dessa turma?’, diz ACM Neto sobre proposta de Caetano para segurança de Camaçari

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, criticou o candidato Luiz Caetano (PT) após declarações do petista sobre segurança pública em Camaçari. Durante entrevista à TV Bahia nesta quarta-feira (16), Caetano afirmou que, se eleito prefeito, resolverá o problema da violência no município, o que gerou uma reação imediata de Neto.
“É de estarrecer assistir as declarações do candidato do PT, senhor Luiz Caetano, numa entrevista falando sobre segurança pública e violência. Ele simplesmente disse que, se for eleito, vai resolver o problema da violência na cidade de Camaçari. Meu Deus do céu. Aí eu me pergunto: até onde vai o limite da cara de pau dessa turma?”, disparou ACM Neto.
Neto criticou a participação de Caetano no governo estadual, liderado pelo PT, que governa a Bahia há 18 anos. Segundo o vice-presidente do União Brasil, o candidato petista foi secretário estadual de Jerônimo Rodrigues e, portanto, corresponsável pelas políticas de segurança do atual governo. :: LEIA MAIS »
Diogo Azevedo: Um fenômeno na história das disputas por uma vaga na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista

Assim que surgiram os nomes dos candidatos à Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, um nome se destacava em todas as conversas. Nas feiras, nos quatro cantos da cidade e entre os diversos segmentos da população, o coro era unânime: “Diogo Azevedo! O cara vem forte, será eleito com folga”, afirmavam. E, pelo visto, todos estavam certos: Diogo “explodiu” nas urnas, e não foi apenas especulação.
Mas, afinal, quem é Diogo Azevedo? Como ele surgiu? Quem é esse jovem de óculos da moda e corte de cabelo moderno? Quem é o campeão de votos que alcançou quase sete mil sufrágios?
Diogo Azevedo é uma revelação, uma figura que merece ser amplificada para que outros agentes como ele possam surgir e começar a conquistar espaço na política de Vitória da Conquista. :: LEIA MAIS »















